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Precisamos falar de 2020!

O ano de 2020 se encerra frente a um mundo ainda incerto, sabemos. Muitos foram os aprendizados e os desafios durante este período que, de longe, tem sido o mais complexo das duas últ

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Reportagens da Revista ACIM são finalistas no Prêmio Faciap de Jornalismo

A Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap) divulgou nesta segunda-feira (dia 7) os nomes dos 15 finalistas da primeir

Noticia Curso EAD III
José Salibi Neto faz palestra comemorativa no canal da ACIM no youtube

Para celebrar os 20 anos do Programa Empreender, a Associação Comercial e Empresarial de Maringá, ACIM, promove nesta quarta-feira (09/12) uma palestra online com José S



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MISSÃO:

Promover a transformação das empresas e empreendedores por meio do associativismo....



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QUEM SOMOS

A ACIM - Casa do Empreendedor de Maringá, hoje com mais de 5 mil associados, está sempre em busca de boas ideias ...



QUEM SOMOS

A ACIM - Casa do Empreendedor de Maringá, hoje com mais de 5 mil associados, está sempre em busca de boas ideias que possam estimular o desenvolvimento de Maringá. E é por meio do apoio aos associados que a ACIM tem no associativismo um dos principais pilares da economia regional.

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Trabalho e união para superar desafios
Trabalho e união para superar desafios

Suspensão temporária das atividades, horários restritos de funcionamento, falta de caixa para capital de giro, vendas online… diante de desafios de sobra, atuação da ACIM contribuiu de forma decisiva para a manutenção de negócios e empregos; entidade também comprou equipamentos para a saúde pública   Em meio à perplexidade provocada por uma crise de proporções globais, o ano de 2020 entra para a história como um dos mais desafiadores das quase sete décadas da Associação Comercial e Empresarial de Maringá. A pandemia do coronavírus tornou necessário adotar medidas de distanciamento social e restrições que afetaram o modo de se relacionar, trabalhar, estudar, produzir, consumir, fazer negócios, entre outros. Tecnologias precisaram ser incorporadas rapidamente à rotina das empresas para a construção de um ambiente virtual capaz de substituir, na medida do possível, os ambientes físicos. De modo a atender as necessidades dos associados e da sociedade, assim como se adequar internamente, a ACIM atuou em várias frentes para equilibrar a proteção da população e a viabilização dos negócios. Foi um trabalho que contribuiu para preservar empresas e empregos. “Foram incontáveis horas de trabalho voluntário dos diretores e o envolvimento da equipe de colaboradores, em meio a um cenário incerto de propagação da Covid, enormes desafios para as empresas e para nossa entidade, que precisou oferecer apoio técnico, financeiro e jurídico para os empreendedores”, resume o presidente da Associação Comercial, Michel Felippe Soares. Desde a publicação do decreto n° 445/2020, que suspendeu o funcionamento de vários segmentos econômicos em 20 de março como medida de enfrentamento à pandemia, a entidade tem somado esforços e mantido diálogo com a prefeitura, secretários municipais, Ministério Público e outras entidades. Com a suspensão de atividades não essenciais, no final de março, a entidade pleiteou o funcionamento das atividades essenciais e do sistema de delivery para demais setores. Também atuou de forma efetiva nas negociações por medidas compensatórias tributárias e econômicas para minimizar os impactos nas empresas. Por meio do departamento jurídico, orientou e esclareceu dúvidas dos empresários sobre as possibilidades permitidas na legislação para minimizar os impactos trabalhistas. Para evitar aglomerações, recomendou a adoção do teletrabalho (home office) mediante o consentimento do trabalhador e do empregador. Os empresários também puderam optar por férias coletivas ou redução de jornada ou dias de trabalho com redução proporcional de salários por até seis meses. Outras possibilidades apresentadas foram a paralisação temporária das atividades ou adoção de banco de horas para compensação posterior.   R$ 80 milhões para a sobrevivência dos negócios Diante das dificuldades financeiras das empresas, a ACIM firmou convênios para oferecer crédito acessível. No total, foram ‘emprestados’ R$ 80 milhões. Parte do crédito foi disponibilizado por meio da Noroeste Garantias. A entidade atuou como avalista dos pequenos empresários, por meio de operações feitas junto ao Sicoob Metropolitano. Foi possível emprestar até R$ 100 mil a partir de 0,49% ao mês, seis meses de carência e 12 parcelas para pagamento. Outros R$ 50 milhões foram disponibilizados pelo Sicoob às empresas associadas com taxa de juros a partir de 0,56% ao mês, com seis meses de carência e outros 12 meses para pagar. Em outubro a entidade aportou R$ 500 mil no fundo garantidor da Noroeste Garantias, para operações exclusivas para associados. Como a taxa de alavancagem corresponde a dez vezes o valor do aporte, com os recursos é possível avalizar R$ 5 milhões em crédito. Entre outras medidas implantadas para minimizar os impactos econômicos, a entidade encaminhou ofícios ao governador Ratinho Junior e ao prefeito Ulisses Maia pedindo postergação, por três meses, do pagamento de impostos, para empresas de todos os portes. Em resposta, a prefeitura de Maringá prorrogou o pagamento de tributos municipais do Simples Nacional e de MEIs, com vencimento entre março e junho. Já o governo do Estado anunciou ações que somaram R$ 1 bilhão para estimular a atividade econômica e preservar empregos, incluindo a postergação do recolhimento de parte do ICMS devido pelas empresas do Simples Nacional. Também reivindicou a oferta de um plano de refinanciamento desses tributos com pagamento postergado sem a incidência de juros e outros encargos.   Saúde pública e proteção da comunidade Engajada, a ACIM estendeu seu suporte à sociedade e liderou uma campanha para arrecadação de recursos para a compra de equipamentos para novas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Os recursos foram destinados à compra de equipamentos para a instalação de leitos para atender pacientes com coronavírus. Foram adquiridos dez respiradores, dez monitores, 20 oxímetros, medidores de sinais vitais, cufômetros, armários para instrumentos, entre outros equipamentos para o Hospital Universitário de Maringá (HUM) e o Hospital Municipal. Para ajudar no combate à propagação do coronavírus, a entidade distribuiu milhares de máscaras à população, lançou site e produziu vídeos com infectologistas com informações sobre a doença, recomendações de higiene e orientações sobre como evitar a contaminação no trabalho, no transporte público e no comércio. Outra ação foi a doação de milhares de álcool 70% para hospitais e unidades de saúde de Maringá, Cianorte, Japurá e Floraí com a colaboração de parceiros.   Diálogo e retomada Durante o período em que as empresas estiveram fechadas, a ACIM elaborou estudos para a retomada segura e gradativa das atividades, inclusive com escalonamento de horários para entrada e saída dos funcionários, evitando a sobrecarga do transporte coletivo. Foram apresentadas sugestões de cronograma de reabertura baseado em indicadores sobre usuários do transporte coletivo, perfil dos colaboradores e porte das empresas. O documento foi elaborado em conjunto com uma equipe multidisciplinar composta por médicos, geógrafos, estatísticos, empresários, lideranças e uso de programas de geolocalização. A reivindicação veio acompanhada da recomendação para as empresas intensificarem as ações de limpeza, disponibilização de álcool em gel, divulgação de informações sobre a Covid-19, adoção de medidas para evitar aglomeração e manutenção de equipes em home office, quando possível. Foi sugerida ainda a composição de uma governança com a missão de avaliar os indicadores na cidade, com representantes da rede hospitalar, setor público e setor produtivo. Em defesa da reabertura das empresas, assinou um manifesto, junto a 14 entidades, cobrando a retomadas das atividades econômicas na cidade sob o risco de ‘colapso econômico e social’, já que empresas estavam decretando falência e fechando postos de trabalho. Sensibilizada, a prefeitura liberou o funcionamento das lojas do comércio de rua até as 19 horas sob o argumento de sobrecarregar o transporte coletivo nos horários de pico e evitar aglomerações. Para tanto, foi necessário incluir um termo aditivo à convenção coletiva entre os sindicatos patronal e laboral do comércio. Também acompanhou a retomada gradual das atividades da construção civil, indústrias, padarias, prestação de serviços, clínicas médicas, de fisioterapia, bares, restaurantes, shoppings, academias, escolas de natação e de artes marciais.   Crédito para manutenção dos negócios - disponibilização de linhas de crédito emergenciais voltadas para capital de giro para micro e pequenos empreendedores, totalizando R$ 80 milhões em recursos - Noroeste Garantias avalizou operações com taxa de juros a partir de 0,49% ao mês e seis meses de carência, somando 1,1 mil operações - Fomento Paraná, que tem ponto de atendimento na ACIM, fez mais de 750 atendimentos e iniciou 220 propostas, com taxa a partir de 0,68% - Sicoob Metropolitano, grande parceiro da ACIM, disponibilizou crédito com seis meses de carência e taxa a partir de 0,56% ao mês   Apoio à saúde pública - aquisição de 20 mil máscaras N95 indicadas para profissionais que fazem procedimentos de intubação ou aspiração traqueal - aquisição de mil máscaras face shield destinadas às unidades públicas de saúde - doação de luvas, aventais, máscaras e frascos de álcool para hospitais, asilos, associações beneficentes e unidades de saúde - aquisição e doação de 50 mil máscaras para a população e associados, que puderam retirar gratuitamente na sede da entidade - vídeos informativos sobre suspensão do contrato de trabalho, redução da jornada e do salário; férias; banco de horas; marketing digital; cobrança de aluguel - vídeos com dicas de infectologista sobre como usar o transporte coletivo com mais segurança, uso correto de máscaras, cuidados ao chegar em casa após um dia de trabalho, entre outros - Uniu-se à Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) na elaboração de um guia prático para estabelecimentos do setor sobre os cuidados para evitar a proliferação da doença   Capacitação - produção e veiculação de podcasts e lives (transmissões pela internet) semanais, com especialistas de várias áreas, como inovação, marketing digital e gestão de marcas - lives e palestras online com especialistas, a exemplo do Fórum ACIM Mulher, que trouxe palestra da diretora de Varejo do Google, Gleidys Salvanha, em 12 de agosto - disponibilização de cursos gratuitos na plataforma de educação a distância da ACIM.   Maringá Liquida online e física Pela primeira vez na história, os consumidores puderam aproveitar as ofertas da Maringá Liquida sem sair de casa - e quem preferiu fez compras presenciais. Isso porque, adaptando-se à realidade do mercado, a edição deste ano da campanha organizada pela ACIM e pelo Sivamar contou com loja virtual. Os organizadores disponibilizaram para os lojistas uma plataforma online para cadastro de produtos, com chat online e por Whatsapp, integração com o sistema dos Correios e rastreamento do pedido. Neste novo formato, o consumidor teve a opção de escolher entre receber as compras em casa, retirar na loja ou comprar presencialmente. E, independente da modalidade de compra escolhida, concorreu a quase R$ 100 mil em prêmios distribuídos por meio de raspadinhas. Outra novidade foi que a campanha ganhou um dia a mais para evitar aglomerações nas lojas. Em vez de quatro dias, foram cinco dias, de 8 a 12 de setembro. A ACIM ainda ofereceu duas capacitações antes da campanha e concedeu subsídio aos associados para a aquisição do kit de participação. O modelo híbrido agradou. Pesquisa realizada posteriormente apontou que os lojistas atribuíram 7,2 à campanha. Em relação à data escolhida, a média foi 7,9, enquanto o atendimento da ACIM durante a campanha recebeu 8,3.   Responsabilidade social e solidária Reforçando seu compromisso com ações sociais e solidárias, a Associação Comercial criou o Instituto ACIM, por meio do qual exerce a própria responsabilidade social e incentiva empresas a trilhar este caminho. O instituto foi oficialmente implantado em 28 de julho, data da posse da primeira diretoria, com mandato de dois anos. A empresária Nádia Felippe ocupa o cargo de presidente e George Coelho, vice-presidente. Há ainda três vice-presidentes por área e 17 conselheiros administrativos. O Conselho Superior conta com membros fundadores e convidados. Parte dos recursos para os projetos foram angariados por meio do projeto ‘ACIM se ama, assim se abraça’, que este ano ocorreu em formato drive. Devido à recomendação de distanciamento social, as conselheiras da ACIM Mulher comercializaram 300 cestas com ingredientes para que os próprios compradores colocassem a mão na massa. A entrega aconteceu no sistema drive thru em 26 de setembro. O Instituto ACIM atua na elaboração de projetos, assessoria de empresas na área de projetos socioambientais, incentivo à responsabilidade social por meio de renúncia fiscal e capacitação/certificação de empresas sustentáveis ligadas ao Pacto Global. Uma das primeiras ações foi a certificação de 11 empresas com o selo ODS, como reconhecimento ao desenvolvimento de iniciativas em prol dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) – a entrega dos selos foi em 19 de outubro. Essas companhias participaram de uma jornada, que incluiu imersão sobre ODS, capacitação e workshop para construção de projetos e indicadores, entre outros, com a parceria do Sebrae. Outras iniciativas foram a realização do Summit, um evento online e presencial para discutir os ODS e a adesão de 62 companhias maringaenses ao Pacto Global, graças a uma campanha de incentivo realizada pelo Instituto ACIM.   Incentivo ao comércio local  Em apoio às empresas e à economia local, em dificuldade por conta da crise econômica, a ACIM lançou uma campanha incentivando a população a comprar no comércio maringaense. O vídeo divulgado nas redes sociais buscou sensibilizar o público por meio de um diálogo entre avô e neto, em que o senhor fala sobre as dificuldades para pagar as contas e o receio de ter que fechar a loja tradicional da família. O vídeo ressalta que, mesmo sem poder abraçar, beijar ou apertar as mãos, é possível se unir em tempos de distanciamento social para ajudar os empreendedores que geram empregos e renda na cidade. O material pode ser conferido nas contas do Instagram e do Facebook da @acim.maringa   Espaço para a inovação Um espaço colaborativo de incentivo à inovação e troca de informações. Assim é o Inovus, laboratório criado pela ACIM que foi inaugurado em 17 de agosto (foto). No espaço micro e pequenos empresários têm acesso a treinamentos, consultorias e experimentação em metodologias ágeis, inclusive com participação gratuita em algumas atividades. “Queremos incentivar a inovação em produtos, processos e serviços”, destaca o presidente da Associação Comercial, Michel Felippe Soares. O primeiro programa colocado em prática foi o ‘Inovus - Teste sua ideia’, que recebeu 55 inscrições e selecionou oito projetos, que participaram gratuitamente de formação para avaliar e validar ideias e, posteriormente, construir o produto/serviço. Neste programa, a ACIM contou com a parceria do Sebrae/PR, Sicoob e Evoa Aceleradora.   Comitê de retomada da economia Em junho, a ACIM se uniu à Prefeitura de Maringá e mais de 20 entidades para elaboração do plano de retomada do desenvolvimento econômico e social de Maringá. O trabalho do comitê é coordenado pelo Sebrae e foi dividido em várias etapas, como articulação institucional, elaboração de documentos com dados econômicos e sociais e comunicação com a sociedade. O objetivo é ajudar na tomada de decisões da prefeitura, gerar empregos, investimentos e impulsionar o ciclo econômico.   Duplicação da PR- 317 O secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, visitou a ACIM em 9 de março, ocasião em que recebeu da entidade o anteprojeto de duplicação de 20 quilômetros da rodovia PR-317, que liga Maringá e Iguaraçu. No total, a iniciativa privada desembolsou R$ 600 mil para a elaboração e a readequação do projeto, que deverá ser executado pelo governo do estado. Pelo trajeto circulam 16 mil veículos por dia. Em setembro, a duplicação da rodovia – reivindicação antiga da comunidade de Maringá e região – foi incluída no programa de infraestrutura de melhorias e modernização de rodovias, que soma mais de R$ 4 bilhões, anunciado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. As obras estão prontas para serem licitadas, e a expectativa é que comecem no início de 2021. Outra iniciativa na área de mobilidade foi a doação, para a prefeitura, de projeto de recapeamento de ruas de Maringá.   Capacitação profissional e inovação A ACIM transformou o Centro de Treinamentos em Escola de Negócios. Inaugurada em outubro, a escola assume a tarefa de capacitar e incentivar o espírito de inovação e o empreendedorismo em um ambiente moderno e inovador. Os espaços físicos foram reformados e contam com suporte tecnológico, sem deixar de lado o conforto. Resultado de um processo de reestruturação, a escola é voltada para lideranças, gestores e colaboradores. Por isso, a diversidade de cursos vai além dos conteúdos operacionais, alcançado o universo de negócios e gestão. A escola baseia a educação corporativa em três pilares: atual, prático e relevante. A metodologia prioriza cursos rápidos e adota o modelo híbrido de ensino, que mescla atividades presenciais e virtuais. Os participantes podem escolher entre cursos presenciais, online/ao vivo e EAD. Na plataforma de educação a distância são cerca de 1,2 mil títulos disponíveis. Em média, são ofertados entre 14 e 20 cursos mensais. Também há possibilidade de treinamentos in company. Este ano, juntos, Centro de Treinamento e Escola de Negócios ofertaram 61 cursos, sendo 35 presenciais e 26 online, que contaram com a participação de 800 pessoas.   Comércio bonito Ter uma loja bonita é uma das estratégias para atrair o consumidor que, com a pandemia, aprendeu a comprar mais pela internet. Por isso, a Associação Comercial está executando a campanha ‘Comércio Bonito é Comércio Bem Cuidado’ para incentivar a revitalização das lojas. E os empreendedores contam com linha de crédito para isso, por meio de uma parceria com o Sicoob, que oferece recursos com taxa de 0,55% mais CDI. Para isso, é preciso que a operação seja avalizada pela Noroeste Garantias, que funciona no prédio da ACIM. Outra opção é o crédito ofertado pela Fomento Paraná.

Natal atípico
Natal atípico

Com pandemia, prefeitura publica decreto alterando horário de funcionamento de comércios; empreendedores esperam que período ajude a salvar o ano   Dezembro é o mês de maior faturamento do varejo, com lojas do comércio de rua abertas até mais tarde, decoração e programação natalina, shoppings lotados e uma corrida às compras de presente de última hora. Mas neste ano o cenário pode ser diferente. Isso porque se até meados de novembro os índices de contaminação do coronavírus e de ocupação hospitalar como consequência da doença eram relativamente controlados, na segunda quinzena a situação se inverteu, com hospitais privados com alta taxa de ocupação, superior a 90%, e prontoatendimentos lotados. Como consequência, a prefeitura de Maringá determinou uma série de restrições comerciais, num decreto publicado em 30 de novembro. Com isso, nos dois primeiros finais de semana de dezembro, os shoppings estarão fechados, comércio de rua, em vez de abrir até as 22 horas, passou a atender das 10 às 19 horas de segunda a sexta-feira e até as 13 horas aos sábados – tradicionalmente as lojas abrem até as 18 horas em todos os sábados que antecedem o Natal. O decreto também proibiu a venda e consumo de bebidas alcoólicas após as 17 horas e aos finais de semana, entre outras medidas. E assim os comerciantes que esperavam um mês de boas vendas para ajudar a salvar o ano, terão um novo cenário até 13 de dezembro, quando vigora o decreto – até o fechamento desta edição o decreto estava em vigência.   Reinvenção Com o ano atípico, os empreendedores tiveram que se reinventar, criando alternativas criativas e seguras para gerar negócios: vieram as lives, as videochamadas e até eventos complexos, tudo pela internet. O delivery ganhou força e os carros se tornaram aliados em eventos drive in e no drive thru. Na MG Tecidos e Malhas, empresa que está há três anos no mercado, a pandemia trouxe impactos profundos para a atividade, mas passado o primeiro momento em que o empresário Gabriel Toscano de Oliveira viu a inadimplência crescer e o faturamento despencar, o cenário que se desenhou em seguida foi inesperado e promissor. “No primeiro momento a venda de TNT e de tecidos para máscaras foi o que segurou ‘as pontas’, e depois mudamos o público da empresa. Nosso faturamento era 80% concentrado no atacado, mas em meio à pandemia, houve uma inversão, e hoje 80% das vendas vêm do varejo, que é mais lucrativo”, comemora. Com as pessoas passando mais tempo em casa, aumentou o desejo de investir em itens de decoração. Atento a essa tendência, ele passou a comercializar cortinas, almofadas, tapetes, produtos de cama, mesa e banho. A estratégia de vendas também precisou mudar para acompanhar os hábitos de consumo, e a empresa investe mais em comunicação digital, vendas online e está colhendo os resultados. Outra mudança foi melhorar a apresentação dos produtos, o que não era uma preocupação, já que as vendas estavam concentradas no atacado. “Não tínhamos nem vitrine, e este é o primeiro ano que fazemos decoração de Natal”, revela. Para o final de ano, o empresário segue otimista. Ele investiu em produtos temáticos de Natal e aumentou a equipe de vendas. “Há dois meses chegou um novo colaborador e agora são quatro vendedores”, diz.   Novo empreendimento A pandemia pode até ter adiado os planos, mas não fez Rodrigo Ferreira Netto desistir do próprio negócio. Depois de trabalhar por dez anos como representante comercial na área têxtil, ele inaugura em dezembro a primeira franquia da Lez a Lez em Maringá. A loja de roupas femininas ficará em um dos shoppings da cidade, com inauguração dias antes do Natal. “A intenção era ter aberto no começo do ano, mas com a pandemia decidimos adiar, agora vamos chegar em um momento de vendas aquecidas, por isso, as expectativas são as melhores”, diz. A nova loja vai empregar oito pessoas, com previsão de retorno do investimento de aproximadamente seis meses. A sócia de Netto é Luciana de Francesco Izaguirre, cuja família tem outra operação no mesmo shopping. Eles acreditam que o empreendimento tem tudo a ver com o público que frequenta o local e, claro, apostam no fluxo de pessoas e nas atrações de Natal para aquecer as vendas. No shopping, há uma grande árvore, presépio, minicenários, Papai Noel digital e presentes para quem gastar mais de R$ 1 mil, ou seja, motivos de sobra para o consumidor ir às compras.   Sem aumento de estoque A Saile Kids, loja de calçados e confecções para crianças, que faz parte do Grupo Pipiui, viu o faturamento cair entre 35 e 40% ao longo de 2020. O empresário Elias Pereira da Silva é taxativo: se pudesse, excluiria este ano do calendário. “As alternativas para driblar os efeitos da pandemia foram as vendas online e entregas em domicílio, mas com isso os custos aumentaram”, afirma. O empresário optou por não demitir, apenas fez a suspensão temporária de alguns contratos. Na loja, o clima de Natal chegou só na primeira semana de dezembro, quando foi montada a decoração. Também não há previsão de estoque extra, apenas a quantidade habitual. Em relação à contratação de funcionários, neste ano o cenário deve ser diferente de 2019, quando a loja contratou três novas vendedoras. “Para este ano não deveremos reforçar a equipe”, afirma. Intenções de compra Uma pesquisa realizada pela ACIM aponta que 57% dos maringaenses pretendem comprar presentes de Natal, 24% não sabiam e 19% afirmaram que não devem comprar. Em relação à data, 36% disseram que vão comprar somente na semana do Natal, 32% aproveitaram a Black Friday para antecipar e o restante deve comprar na primeira semana de dezembro, no último final de semana antes do Natal ou não sabem. A pesquisa apurou o local onde as pessoas devem buscar informações antes de fazer compras: 38% devem pesquisar na internet, o que ressalta a importância das empresas investirem em divulgações online. Entre os itens mais desejados, roupas, brinquedos e calçados lideram a lista, que tem ainda perfumes, alimentos e bebidas, joias, acessórios, celulares, computadores e livros. Para 33% dos entrevistados, os gastos com presentes de Natal devem ser maiores do que no passado, 29% afirmaram que devem gastar menos e 22% devem gastar o mesmo. Lojas físicas aparecem na liderança quando o assunto é o local das compras; 59% afirmaram que devem comprar os presentes presencialmente e 35%, pela internet. A pesquisa foi feita com 407 consumidores nas avenidas Brasil, Morangueira, Pedro Taques e Mandacaru. A margem erro é de 5% e o nível de confiança, 95%.  

Turismo regional vira tendência
Turismo regional vira tendência

Respiro: consumidores e empresas encontram saída para viver momentos de lazer fora de casa durante a pandemia   O turismo é uma das atividades mais afetadas pela pandemia do coronavírus, mas parte das empresas soube reverter a situação e, em alguns casos, tirar proveito do momento. Períodos geralmente curtos de hospedagem, lugares próximos e que ofereçam conforto. Estes são, segundo proprietários de pousadas da região de Maringá, critérios citados pela maioria de clientes que procurou os locais neste ano. Comumente, o discurso era de que os hóspedes buscavam um espaço para novos ares, descansar e curtir momentos em família. Para a proprietária de A Fazendinha, Iracema Tavares Daleffe, apesar das dificuldades, a pandemia abriu um leque de possibilidades para o setor e lançou luz sobre o turismo regional. “Acredito que estamos em um momento privilegiado, apesar da pandemia. Os consumidores estão buscando destinos próximos, simples e mais naturais. Para mim, estes últimos dois meses foram uma experiência linda”, afirma a dona da pousada que fica em Campo Mourão.   Pet friendly A pousada precisou ficar fechada por cinco meses. Só foi possível reabrir depois de um período crítico da doença na cidade e após as adequações para o cumprimento de protocolos sanitários. Com capacidade para 90 hóspedes, atualmente a empresa recebe até 50 pessoas, apesar da grande procura, explica Iracema. “Trabalhamos muito. Fizemos treinamento do pessoal, adequação com máscaras e álcool em gel em todos os espaços, luvas para todos. A pousada é um espaço grande, com muita natureza, então o hóspede se sente bem sem máscara porque está com a família, sem aglomeração, mas pedimos para usar máscaras, e estamos atentos a isso”, diz. Entre os principais atrativos estava o pacote de ‘day use’, que precisou ser cancelado. Nessa modalidade, grupos tinham a possibilidade de passar um dia no local e aproveitar as atrações. No entanto, esse tipo de pacote, de acordo com a empresária, atraia grupos grandes, gerando aglomerações. “Desde que reabrimos temos tido uma frequência praticamente normal dentro do que aceitamos. Temos tido alta procura, os hóspedes querem vir, mas estamos dosando. Chega a quinta-feira e paramos de fazer reservas”, explica. Foi preciso readequar a tabela de preços e se adaptar a algumas vontades de quem busca hospedagem. Diante da maior demanda, a pousada se tornou ‘pet friendly’ e passou a aceitar hóspedes com animais de estimação.   Para temporada Outro espaço que precisou mudar o foco para aproveitar o momento foi a pousada Parque das Gabirobas, localizada em Roncador. De acordo com o empresário Mariano Almeida Machado, o local tinha acomodações que não eram devidamente aproveitadas. Foi observando esses espaços que ele teve a ideia de reformar as casas e alugá-las para temporadas. A novidade deu tão certo que o pacote se tornou um dos principais atrativos. Os aluguéis para temporadas, mesmo em épocas onde o turismo está em baixa, proporcionaram alcançar outro público. “Pude aumentar o quadro de funcionários, acabei de admitir mais dois”, revela. Os espaços, segundo ele, traduzem a essência da empresa, que investe no turismo regional com foco rural. “É para quem quer mostrar para os filhos uma vida rústica”, diz Machado. O Parque das Gabirobas nasceu há mais de 20 anos do desejo do proprietário de proporcionar hospedagem intimista. “Me hospedei em bons hotéis, frequentei bons restaurantes e percebia que faltava o calor humano, principalmente em tempos de alta tecnologia. Foi aí que estruturei uma pousada com diária prolongada, sem pressão de checkout. Os hóspedes se tornam uma grande família. Temos uma essência rural com atendimento de qualidade, desde a camareira”, afirma. Os mais de 600 mil metros de área verde que compõem a pousada também tornaram possível a manutenção da capacidade total de hóspedes, mesmo após as adequações aos protocolos sanitários. Apesar do cenário favorável, a empresa precisou adequar os preços para continuar atraindo o perfil de hóspede. “Reduzimos preços em plena alta de custos. Praticamos uma tarifa atrativa, e no mês que vem voltaremos para uma tarifa de três anos atrás”, destaca Machado. Contudo, a empresa não tem do que reclamar. “Mantivemos a capacidade, o que é bom, e atraímos outros públicos. Em anos anteriores, não tivemos a ocupação registrada de agosto a outubro”, ressalta o proprietário.   Viagem de carro O turismo regional, em 2020, mostrou-se uma das poucas saídas também para as agências de viagens. Diante de tantas impossibilidades, as empresas se readequaram, e também readequaram as exigências de clientes. Segundo a consultora de viagens Emmanuelle Carniatto, que é proprietária da Mundo Livre Viagens e Turismo, foi preciso mostrar novas oportunidades e incentivar o turismo regional para o ‘cliente de lazer’. “Quando vimos que os hotéis e pousadas estavam adequados a atender os clientes com todas as normas de segurança, e nossos clientes estavam cansados de ficar em casa e queriam passar um final de semana em um lugar para relaxar, iniciamos campanhas para que eles viajassem de carro. Também tivemos que nos adaptar e começamos a oferecer as pousadas e hotéis-fazenda próximos a Maringá”, detalha Emmanuelle. “Começamos a ter melhora nas vendas a partir de agosto, quando os destinos passaram a permitir o uso de seus pontos turísticos e os clientes começaram a sentir maior necessidade de sair de casa. Muitas famílias com crianças não tinham mais criatividade para distraí-los e viram que as medidas de segurança foram afrouxadas”. Apesar de sentirem uma confiança maior, as principais exigências dos clientes, destaca a consultora, ainda são em relação às normas de segurança e aos protocolos sanitários. “Em consequência de todo esse cuidado que temos com os clientes, a venda de seguros de viagem aumentou, visto que as seguradoras também se adequaram e colocaram em suas coberturas a Covid-19”, frisa.   Perspectivas positivas O ano de 2020 foi atípico para o turismo apesar do setor, na visão de Emmanuelle, estar sofrendo desde 2014. Contudo, essa vertente regional, que estava em segundo plano, possibilitou um respiro às empresas. A expectativa, inclusive, é que a procura continue crescendo. “As hospedagens nos finais de semana estão completas, mas esperamos que essa procura continue, pois nossa região e estado têm lugares fantásticos para serem conhecidos.” O momento para os proprietários de pousadas também parece mais confortável. Iracema, da A Fazendinha, tem boas expectativas para a alta temporada. “Não será fácil, mas vai ser possível. Quem toma cuidado, está preparado e leva a sério, não vai ter problema. É um difícil recomeço, mas é a volta à vida”, considera. Machado, do Parque das Gabirobas, acredita que o período trará bons resultados. Ele diz que a empresa já tem reservas fechadas para o ano que vem e trabalha, agora, na contratação de funcionários.  


ACIM - ASSOC. COM. E EMPRESARIAL DE MARINGÁ, CNPJ 79.129.532/0001-83, RUA BASÍLIO SALTCHUCK, 388 CEP 87.013-190 CENTRO - MARINGÁ PR

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