0800-600-9595
(44) 3025-9595


Serviços
SPC
SPC
COB Online
COB Online
Certificado Dig
Certificado Digital


Notícias
Noticia Curso EAD III
“O mundo não pode parar toda vez que surgir uma nova cepa”

Em meio à escalada desenfreada de casos e mortes por Covid-19 no Brasil, a médica Nise Yamaguchi, especializada em Oncologia e Imunologia, reitera seu discurso em defesa do tratamento

Noticia Curso EAD III
Sim, é possível empreender em meio à adversidade

Número de empresas abertas em Maringá cresceu 6% no ano passado; mesmo tendo que adaptar o negócio logo após a inauguração, empresários mant&eci

Noticia Curso EAD III
Terreno fértil à inovação

Boas ideias e startups encontram incentivo para prosperar em Maringá, com espaços de inovação, aceleradoras e mentorias; entre os cases bem-sucedidos tem startup adq



Banner


Eventos
Aniversário do Empreender
Aniversário do Empreender
Prêmio ACIM Mulher
Prêmio ACIM Mulher
Feijoada ACIM Mulher
Feijoada ACIM Mulher


Empreender
Imagem

MISSÃO:

Promover a transformação das empresas e empreendedores por meio do associativismo....



Institucional
Imagem

QUEM SOMOS

A ACIM - Casa do Empreendedor de Maringá, hoje com mais de 5 mil associados, está sempre em busca de boas ideias ...



QUEM SOMOS

A ACIM - Casa do Empreendedor de Maringá, hoje com mais de 5 mil associados, está sempre em busca de boas ideias que possam estimular o desenvolvimento de Maringá. E é por meio do apoio aos associados que a ACIM tem no associativismo um dos principais pilares da economia regional.

...

Imagem de exemplo genérica


Notícias
De seguidores a clientes
De seguidores a clientes

Ferramenta importante para a conversão de vendas, Instagram precisa de conteúdos interativos, postagens frequentes e que mostrem ‘autoridade’ da marca em relação ao assunto No mercado desde 2009 com a loja de roupas femininas Cor de Pimenta, Michele Carraschi e a mãe, Neusa Carraschi, logo perceberam que as redes sociais poderiam ser grandes aliadas nos negócios. Com a experiência da mãe na área de marketing, Michele foi para o Facebook e em 2013 começou uma trajetória de sucesso que perdura. “Minha mãe tinha experiência com o Orkut, e com a popularização do Facebook migramos para lá”, conta. No início as postagens eram focadas nos produtos. “Basicamente postávamos fotos das peças e isso bastava. Em pouco tempo conquistamos seguidores na página e, consequentemente, começamos a vender mais”, afirma. Com o passar do tempo surgiram outras plataformas, os consumidores se tornaram mais exigentes e foi preciso se adaptar. Em 2014, as empresárias lançaram o e-commerce, e desde 2015 têm marcado presença também no Instagram. “Atualmente temos 260 mil seguidores no Facebook e 40 mil no Instagram, além de vendermos pelo site e pelo WhatsApp, com envio de produtos para todo o país”, diz. Segundo a empresária, os consumidores de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande os Sul são os que mais compram. Os resultados são fruto de uma mudança na forma de trabalhar as redes sociais. Michele mudou a estratégia e passou a investir em conteúdo e não apenas postar fotos dos produtos. “Começamos a dar dicas de como usar as peças, postar tendências e fazer trabalho de personal stylist. Mais do que ajudar a clientes a escolher as peças, queremos oferecer informações práticas de como tornar o guarda-roupas funcional”, afirma. No Instagram, a Cor de Pimenta explora todas as ferramentas: feed, stories, reels e IGTV e mantém regularidade nas postagens. “Postamos conteúdo todos os dias, inclusive aos finais de semana, às vezes mais de uma vez no feed e várias nos stories”, explica. A loja conta ainda com equipe que se dedica exclusivamente às vendas online e redes sociais e oferece treinamento semanal sobre como tornar o atendimento humanizado. “Ter uma equipe focada no digital ajuda a manter o relacionamento estreito com as clientes. Procuramos sempre responder rápido e sanar todas as dúvidas, isso faz muita diferença”. Nas postagens no feed e reels, em março, a marca trouxe conteúdos mostrando como combinar saia xadrez, looks do estilo romântico, como combinar peças da cor marrom e estilo esportivo. Com a pandemia, quando mais do que nunca os canais digitais mostraram sua força, a Cor de Pimenta conseguiu driblar as adversidades, afinal, o universo online fazia parte da rotina. “O maior impacto foi quando os decretos não permitiram sequer vir à loja para trabalhar internamente. Fora isso, conseguimos manter as vendas aquecidas, sobretudo graças ao Instagram”, diz. O Furação do Instagram Com 105 mil seguidores no Instagram, Talita Zuccoli, do perfil @talita_ny, começou a jornada nas redes sociais em 2013 no Facebook. Personal shopper, ela viajava para os Estados Unidos com frequência, compartilhando dicas e os bastidores das viagens. “Sempre gostei de me comunicar, então contava detalhes de tudo o que fazia, desde quando saia do Brasil, passando pelas compras, hotéis e restaurantes que frequentava até a volta para casa, mas isso era de forma inconsciente, na época nem se falava em engajamento”, diz ela, conhecida como Talita NY e idealizadora do curso ‘Seja o furacão do Instagram’. Quando Talita atingiu a marca de 5 mil amigos no Facebook e soube da possibilidade de alcançar mais gente, migrou para o Instagram e se manteve próxima dos seguidores, no entanto, nem sempre conseguia interagir respondendo mensagens diretas. “A falta de interação é um dos erros de quem quer se posicionar no Instagram e reverter o engajamento em vendas, por isso, hoje tenho uma equipe de quatro pessoas para me auxiliar na tarefa”, diz. Atualmente Talita recebe entre 400 e 500 mensagens por dia e mostra seu dia a dia como influenciadora, dá dicas sobre como criar conteúdos e aumentar o engajamento. Com os resultados alcançados no perfil, Talita se tornou referência quando o assunto é produção de conteúdo, tanto que já ministrou, na ACIM, três cursos para profissionais liberais e pequenas empresas. A ideia é mostrar formas de ser assertivo e conquistar mais audiência. “O Instagram não deve ser apenas uma vitrine virtual, é preciso mostrar o valor do que está sendo vendido, porque aquilo é relevante e fará diferença para quem comprar”, diz. Segundo Talita, é fundamental compreender as diferenças entre as ferramentas do Instagram e criar conteúdos específicos para cada uma. “No feed transmitimos as primeiras impressões, e isso é o que determina se alguém vai passar a seguir o perfil, nos stories é legal mostrar o dia a dia, os bastidores do trabalho. Já o IGTV é para aprofundar um tema e mostrar autoridade no assunto, e o reels pode ser usado para conteúdos descontraídos, como uma dança”, explica. Talita recomenda investir em um bom smartphone que garanta qualidade nas fotos, vídeos e transmissões online. “Não há nada pior do que vídeos em que áudio e imagens estão dessincronizados, isso acaba com o interesse de quem está assistindo”, pontua. Stories com legenda Para alavancar os resultados da oficina mecânica, o casal Marina Queiroz e Matheus Carvalho foi em busca de conhecimento. Marina fez o curso da Talita, na ACIM, e conseguiu aumentar o engajamento na página do Instagram, com 5,2 mil seguidores, em 90%. “Achava que alguns conteúdos não tinham relevância, mas percebi o quanto as pessoas gostam de ver os bastidores, e isso nos aproxima do público”, diz. Uma das dificuldades era aumentar o engajamento de mulheres no perfil da oficina, o que foi possível, por exemplo, usando a caixinha de perguntas. “Este é um espaço onde as pessoas podem perguntar sem medo, então foi uma oportunidade de nos comunicar melhor com o público feminino, tirarmos dúvidas e transmitirmos confiança no nosso trabalho”, afirma. Depois do curso, Marina, que administra as redes sociais da Matheus Car, passou a investir na qualidade das fotos e legendas. “Um detalhe que não sabia era a importância de inserir texto nos stories, só depois é percebi como nós, enquanto usuários, temos o costume de assistir aos stories com o som desligado, e deixamos o conteúdo passar batido”, explica. Especialista nas marcas francesas Citroën, Renault e Peugeot, o casal passou também a gravar vídeos com conteúdos direcionados a esse público. “Sem dúvida, as dicas que aprendi estão fazendo diferença no Instagram. Agora conseguimos transmitir mais autoridade no trabalho que fazemos”, revela. Foco na experiência Para ajudar empresas do varejo a faturar mais, em julho do ano passado foi lançado o Programa Varejo Inteligente, uma parceria entre Sebrae/PR, prefeitura, ACIM, Sivamar e Sistema Fecomércio PR que traz ações, inovações e capacitações. Consultora do Sebrae e gestora no programa, Érica Sanches afirma que o objetivo final é criar um ecossistema favorável aos negócios. “A pandemia acelerou tendências e alguns empresários se veem em uma enxurrada de informações, no entanto, nem sempre sabem o caminho para superar as dificuldades. Queremos criar articulações e fornecer soluções”, explica. Entre os temas abordados pelo programa estão experiência e jornada do cliente, mídias sociais, governança, processos e tecnologias de automação. Érica explica que sempre surge uma ‘onda’ tecnológica. “Foi assim com os sites, depois veio o e-commerce e em seguida, os aplicativos”, diz. No entanto, segundo ela, é preciso avaliar se essas ferramentas vão agregar à marca de acordo com o plano e modelo de negócio. “Muitas vezes os empresários se rendem à ideia de que precisam seguir tendências, mas não traçam estratégias que se convertam em vendas”, explica. Segundo a consultora, a mesma lógica serve para as redes sociais: não adianta estar nas plataformas, mas não se comunicar de forma de eficiente. “O consumidor mudou a forma de se relacionar com as marcas e hoje busca experiências, conteúdo, informações que façam sentido, que agreguem e gerem credibilidade, portanto, exigem criatividade e dedicação das marcas”, afirma. Sobre o Instagram, que está em evidência, Érica diz que a plataforma oferece grande potencial de vendas dada a quantidade de recursos para a criação de conteúdo, no entanto, também precisa de processos. “Os erros mais comuns são não ter rotina, não definir a persona e fazer postagens que não agreguem ao consumidor”, diz.

Estoque de segurança garante manutenção dos negócios
Estoque de segurança garante manutenção dos negócios

Ampliar armazenamento é oportunidade de se organizar diante da quebra inesperada de fornecimento; empresas com demanda crescente apostam em pedidos maiores Vários setores vêm enfrentando atrasos e dificuldades para aquisição de matéria-prima, em razão do desabastecimento como consequência dos impactos da pandemia. Para driblar o problema, as empresas estão fazendo pedidos antecipadamente e estocando mais, como a Mondress Lingerie. Mônica Assis, segunda geração à frente da empresa, conta que mesmo com as restrições, a fábrica não parou e produziu máscaras por 45 dias. Após esse período, a empresa focou na produção de lingeries para o mercado online, que apresentava aumento na demanda. “Trabalhávamos com metodologia enxuta, então quando começou a pandemia, seguramos pedidos de matéria-prima que tínhamos para receber e barramos entregas, voltando a receber a mercadoria conforme ajustamos a produção”, conta. A demanda online, no entanto, aumentou mais que o previsto. Esse fator, combinado ao período de lockdown nos fornecedores, forçou a Mondress a fazer entregas parciais de pedidos. É que alguns tecidos, antes recebidos em um prazo de 20 a 30 dias, passaram a chegar com 60 dias, sendo que o principal deles, utilizado na confecção de cintas modeladoras, passou a chegar entre 90 e 180 dias. Até os fornecedores de aviamentos, que atendiam à pronta-entrega, passaram a pedir prazo de 60 dias. A empresa chegou a ter que parar as vendas para o atacado em outubro do ano passado por não tem como produzir. “O fornecedor de tecido ainda está pedindo prazo de seis meses, e o de aviamentos está em 60 dias. Arcos de metal só com 60 dias também. Os fornecedores de tecido alegam que importam o fio, que faltou no mercado internacional. É uma cadeia de atraso”, diz Mônica. O preço dos produtos para o consumidor final sofreu impacto e foi ajustado em outubro passado e depois em janeiro deste ano, sofrendo aumento de cerca de 20%. Um novo reajuste está em estudo, já que o fornecedor de tecido tem repassado aumentos mensais. “Seguramos o que podíamos e só vamos ver o reflexo desse preço nas vendas no decorrer de 2021”, comenta Mônica. Soluções Para minimizar os problemas, a empreendedora mantém conversas com os fornecedores de tecidos todos os dias, dispondo-se a comprar o pedido de qualquer desistência. As compras também aumentaram, chegando a 300 quilos de tecido de cada cor por mês para as cintas modeladoras. “Foi uma tarefa diária controlar todos os números e procedimentos internos. Saímos um pouco do modelo enxuto. Compramos para mais meses, precisamos reformar a empresa porque não tinha estrutura para comportar tudo. Renda, por exemplo, que comprávamos para 60 dias, estamos comprando para seis meses”, conta Mônica. Beneficiada pela demanda online, a empresa cresceu em torno de 25% no faturamento e aumentou o quadro de 43 para 53 funcionários. Só não cresceu mais porque não existe matéria-prima para aumentar a produção. Também foi preciso voltar a priorizar o atacado, forçando a empresa a diminuir a oferta no varejo online. O estoque praticamente esgotou. Mônica relata que a empresa passou por uma crise interna de reestruturação em 2015. Foi a partir daí que foram abertos canais de venda próprios, o que fez a diferença na pandemia. “São os multicanais e a exportação para países como Paraguai e Bolívia que têm nos segurado.” Setor agrícola A pandemia provocou uma profunda crise financeira mundial – na América Latina a queda do Produto Interno Brito (PIB) foi a pior do último século. A turbulência fez o mercado internacional correr para comprar mais, provocando redução nos estoques. Esta movimentação acarretou recordes nas produções, o que aumentou a demanda por materiais. Segundo o gerente de compras da Irrigafort Produtos Agrícolas, Eric Inumaru, os problemas de desabastecimento começaram em outubro do ano passado, entre eles atrasos na entrega de pedidos e reajustes de preços quase semanais. Um dos produtos que tem faltado na loja e que teve a demanda aumentada é o PVC. Uma grande fornecedora tem pedido prazo de 60 a 90 dias para a entrega, antes feita entre 15 e 45 dias. “Aumentou a procura também na parte de sais de adubo e estão faltando materiais”, diz Inumaru. A solução foi aumentar o estoque regulador. Mesmo assim ficaram janelas. Em relação ao estoque de tubos, por exemplo, a empresa mantinha 500 peças de cada diâmetro e hoje o volume é o dobro. O gerente conta que os preços aumentaram, sendo que uma parte foi absorvida pela empresa e a outra repassada ao consumidor final. “Os fornecedores estão sem previsão de normalizar as entregas. A expectativa seria neste primeiro semestre, mas acreditamos que levará mais tempo”, projeta. Controle e gestão Segundo o consultor Sebastião Cabrita, que ministra cursos na Escola de Negócios da ACIM, pode-se considerar que um estoque possui bom controle se os registros espelharem a quantidade de produtos físicos. Esse alinhamento de dados exige dedicação das equipes na manutenção das informações sobre os movimentos dos produtos e atenção redobrada neste momento. “O que as empresas não podem deixar de dar atenção quanto aos estoques são: giros dos produtos, margens de lucro e capacidade financeira da empresa em honrar os compromissos”, diz o consultor. Ele ressalta que o “estoque de segurança” visa a garantir que a atividade da empresa seja mantida por determinado período caso o fornecimento dos produtos seja interrompido de forma inesperada. Desta forma, uma das principais vantagens quando bem dimensionado, é a oportunidade de se organizar diante da quebra inesperada de fornecimento de produtos, reduzindo ou neutralizando o impacto negativo na produção ou na comercialização do item. “O mau dimensionamento desse estoque de segurança levará os gestores a decisões errôneas, comprometendo inclusive a mobilização do capital humano e financeiro”. O consultor pontua que para alguns segmentos o atual cenário é desfavorável, com baixa demanda, enquanto para outros é o inverso. “Nas duas condições o termômetro para definir se o gestor deverá investir mais ou menos em estoque será a ‘demanda’, pois ela define o volume de consumo dos produtos ou serviços”. Outro ponto destacado pelo consultor é a necessidade de classificação técnica do mix de produtos, a fim de se encontrar um melhor fluxo de vendas. Isso porque a manutenção das margens de lucro tem sido um dos grandes desafios das empresas. As causas são diversas, como as frequentes flutuações dos custos, o que gera instabilidades nos indicadores de sustentabilidade da empresa e, por consequência, exige dos gestores mais atenção na formação de preços.   Dicas para a gestão de estoque - Há diversos métodos para a gestão de estoque, mas a correta utilização de um Sistema ERP (Software que realiza a integração de dados de uma empresa num único local) pode ser considerada uma das melhores metodologias no controle do estoque, porque proporciona aos gestores dados sobre a situação do estoque e seus resultados - Efetuar a conferência frequente do estoque (execução de inventários rotativos) - Avaliar e corrigir as causas que levaram às divergências do estoque físico como apontado no sistema operacional (não é correto apenas ajustar o saldo, mas é importante compreender a causa da divergência, ou seja, avaliar o processo e a conduta das pessoas envolvidas) - Identificar e avaliar os tipos de movimentos que os produtos realizam de entrada e saída do estoque, pois cada movimento gera um processo. Fonte: Consultor Sebastião Cabrita

Escritório em casa: a vez do teletrabalho
Escritório em casa: a vez do teletrabalho

Modalidade é regulamentada na Reforma Trabalhista e prevê autonomia do trabalhador na entrega de resultados; sistemas em nuvem ajudam na adoção do modelo Quando as restrições em razão da pandemia começaram, em março de 2020, a Euro Condomínios, que administra 100 mil unidades habitacionais, preparava-se para aplicar um sistema em nuvem para que os seis escritórios, que ficam em cidades distintas, tivessem acesso. A medida foi acelerada e facilitou a adaptação da empresa, em fase de expansão, para o teletrabalho. Mesmo antes das restrições, a Euro havia adotado o trabalho em casa para 95% dos colaboradores. Hoje 70% permanecem neste modelo e 50% devem continuar, mesmo após a pandemia. “Em 16 de março, antes do primeiro decreto municipal restritivo, quando começamos a ver movimentações de alguns casos, mandamos quase todo mundo para casa. De 55 funcionários, 50 foram trabalhar em casa”, diz o diretor administrativo, Marcelo Liberati. A semana seguinte foi de ‘correria’ para equipar os colaboradores. E, por causa dos custos extras, por exemplo com energia elétrica, a Euro oferece verba de representação para os trabalhadores que estão prestando os serviços de casa. “Levamos o escritório para dentro da casa de cada um, para que não fossem perdidos o conforto e a tranquilidade que oferecíamos na empresa. Mandamos móveis, cadeiras e outros recursos. O maior desafio foi a solicitação de aumento da banda larga para alguns colaboradores, mas em dois dias estava tudo organizado”, conta Liberati. Graças ao sistema implantado com a expansão, é possível acompanhar a produtividade, processos e procedimentos. O diretor diz que foram implementadas premiações mensais por alcance de objetivos. “Tínhamos dificuldade grande para atingir 100% de produtividade. Respeitamos a rotina dos colaboradores e hoje chegamos com todo mundo comemorando dois, três dias antes todas as tarefas finalizadas”, comemora. A empresa se cercou de recursos para promover o bem-estar dos funcionários, o que acabou refletindo na produtividade. Com quatro meses de pandemia, um atendimento especializado de psicologia foi contratado para ajudar as pessoas a enfrentar os desafios do momento e do ambiente doméstico. Atenção aos protocolos Na Solarium Mobília, a preocupação é promover o desenvolvimento dos funcionários seguindo os protocolos orientados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde. Segundo o proprietário João Victor Leite, os setores que não são indispensáveis para a produção na fábrica passaram a operar de casa. Com as primeiras restrições para conter a disseminação do coronavírus, a empresa concedeu férias coletivas. No retorno, todos passaram a trabalhar meio período. Só depois o teletrabalho foi adotado. Ao todo são 25 funcionários, sendo sete admitidos após a pandemia – há plano para expansão até o final do ano, com previsão de 20 contratações. A maioria trabalha diretamente na fabricação dos produtos, por isso continua atuando dentro da empresa, mas respeitando as regras de distanciamento. Principalmente os colaboradores do setor de vendas têm trabalhado de casa. “A função é parecida com o telemarketing. A equipe entra em contato oferecendo o nosso serviço. Como ainda necessitamos de atendimento na loja, revezamos as funcionárias”, explica o empresário. O trabalho de casa é possível graças ao sistema na nuvem. As colaboradoras foram equipadas com computador e celular disponibilizados pela empresa. A cada semana são repassadas metas e todos se comunicam por grupos criados no WhatsApp. Segundo o empresário, não houve prejuízos na produtividade. “O sistema pode ser acessado de qualquer lugar. Ele permite acompanhar as entregas dos colaboradores”, pontua Leite. Regras De acordo com a cartilha Teletrabalho, material educativo produzido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), o teletrabalho é realizado fora das dependências do empregador, com uso de recursos tecnológicos que não se enquadram na ideia de trabalho externo, a exemplo de motoristas e vendedores externos. Ainda de acordo com o material, a modalidade inclui o trabalho realizado em casa, em telecentros, em cafés, coworking, entre outros – o home office é um termo específico para o trabalho realizado em casa, abrangendo também autônomos e freelancers, portanto não coberto pela regulamentação. O advogado Diego Marchiotti explica que o teletrabalho foi devidamente regulamentado com a Reforma Trabalhista – Lei № 13.467/2017. “Além de possibilitar melhor enfrentamento deste estado de calamidade de saúde pública, a ferramenta favoreceu significativamente a manutenção dos empregos, a circulação de riquezas, bem como recolhimento de impostos”, diz. O regime precisa constar no contrato de trabalho. Excepcionalmente na pandemia, os empregadores podem implementar a modalidade independentemente de acordos individuais e coletivos, conforme a Medida Provisória 927, dispensado o registro prévio da alteração no contrato. Marchiotti orienta, no entanto, que empresas e trabalhadores estabeleçam todas as condições em contrato. Uma característica dessa modalidade, por exemplo, é que o empregado pode realizar as atividades para as quais foi contratado a seu critério, já que o teletrabalho não admite controle de jornada. Isso, entretanto, não desobriga o trabalhador de prestar contas dos serviços ao empregador. Para preservar a boa relação contratual e evitar conflitos, devem constar em termo todos os detalhes da relação de trabalho, como as atividades executadas pelo empregado e a responsabilização pelas aquisições, manutenções, fornecimentos e reembolsos dos equipamentos tecnológicos e a estrutura necessária e adequada para a realização dos serviços. O advogado ressalta que os direitos para os empregados em teletrabalho são os mesmos do regime presencial, exceto os direitos decorrentes da jornada de trabalho presencial (horas extras, adicional noturno, sobreaviso etc). Recursos Sobre a infraestrutura de trabalho, segundo a advogada Cristianne Ganem Kisner, a aquisição, manutenção, fornecimento de equipamentos e outros recursos necessários ou adequados para o teletrabalho continuam a ser do empregador. Ela explica que caso o empregado utilize apenas de ferramentas e equipamentos que mantém em casa para fins particulares, a empresa não tem necessariamente que arcar com esse custo, desde que não demande gastos ou custos adicionais. “Se o teletrabalho demandar despesas extraordinárias, como a aquisição de computador ou software específico e aumento da rede de internet, esses custos adicionais devem ser suportados pelo empregador”, pondera. De modo geral, Cristianne orienta as empresas a ter em conta que o teletrabalho não significa apenas enviar o empregado para exercer a função em home office. A decisão deve ser pensada de acordo com a finalidade e a necessidade de cada setor ou segmento. Ela destaca que o controle do início e término da jornada, exigindo logins ou outra forma de acesso à rede do empregador em determinados horários, descaracteriza o regime de teletrabalho. Os contratos, destaca a advogada, devem ser bem elaborados, contendo o máximo de informações a fim de que não restem dúvidas sobre as obrigações e responsabilidades de cada um. Ela frisa que para isso a participação do setor de recursos humanos é fundamental, já que mesmo no teletrabalho devem ser observados os cuidados para manter o ambiente em condições ergonômicas adequadas, para doenças ocupacionais ou mesmo acidentes de trabalho. “Esclarecer sobre os riscos ergonômicos, a necessidade de utilização de ferramentas e equipamentos adequados, a fim de criar um ambiente de trabalho saudável, é essencial.” Recomendações - Respeitar a ética digital, preservando o espaço do trabalhador de autonomia, intimidade, privacidade e segurança pessoal - Regular a prestação de serviços em teletrabalho, ainda que durante a pandemia de Covid-19, por meio de contrato de trabalho aditivo por escrito, com adaptação e treinamento mínimo - Observar os parâmetros de ergonomia, as condições de organização do trabalho e as relações interpessoais - Garantir ao trabalhador o direito a pausas e intervalos para descanso, repouso, alimentação etc - Oferecer apoio tecnológico, orientação técnica e capacitação para a realização de trabalho em forma remota e em plataformas virtuais; - Instruir os empregados quanto a precauções para evitar doenças, físicas e mentais, e acidentes de trabalho - Assegurar que o uso de imagem e voz seja precedido de consentimento expresso dos empregados, principalmente em atividades que serão difundidas em plataformas digitais abertas - Estimular a criação de programas de profissionalização especializada para a mão de obra dispensada Fonte: Tribunal Superior do Trabalho


ACIM - ASSOC. COM. E EMPRESARIAL DE MARINGÁ, CNPJ 79.129.532/0001-83, RUA BASÍLIO SALTCHUCK, 388 CEP 87.013-190 CENTRO - MARINGÁ PR

Cookies: nós guardamos estatísticas de visita para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.