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Balanço comercial de Maringá soma US$ 1,467 bi no ano

Em agosto a balança comercial de Maringá somou US$ 234,38 milhões, alta de 15,5% em relação ao mesmo mês do ano passado e queda de 9,2% em relação a julho. No acumulado do ano a balança comercial totalizou US$ 1,467 bilhão.

As exportações de agosto somaram US$ 247,30 milhões, alta de 10,2% em relação a agosto de 2019 e queda de 7,6% em relação a julho. Nos oito primeiros meses do ano as exportações atingiram US$ 1,650 bilhão, aumento de 14,8% na comparação com igual período de 2019.

Já as importações de agosto somaram US$ 12,9 milhões, com queda de 40% em relação a agosto de 2019 e alta de 36,4% sobre julho. No acumulado do ano as importações totalizaram US$ 183 milhões, praticamente o mesmo valor do ano passado, com alta de 0,4%.

Com esses indicadores, Maringá mantém a segunda posição no ranking das exportações do Paraná e nono lugar no Brasil. Já no ranking das importações, a cidade continua em oitavo lugar no Paraná e passa de 104º para 106º no Brasil.

 

Produtos

Os principais produtos exportados no período foram: soja (80%), açúcares de cana ou de beterraba e sacarose quimicamente pura (5,9%); carnes e miudezas de aves (5,1%); milho (3,6%) e tortas e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja (2,1%).

Os principais produtos importados foram: díodos, transístores e dispositivos (49%); transformadores e conversores elétricos, bobinas de reactância e de autoindução (12%); artes e acessórios destinados às máquinas e aparelhos das posições (4%), adubos e circuitos integrados e microconjuntos eletrônicos (1,6%).

Os principais compradores de produtos maringaenses foram China (76%), Paquistão (2,3%), Bangladesh e Irã (2%) e Coreia do Sul (1,7%). E os principais fornecedores foram China (80%), Alemanha (2%), Rússia (1,7%), Itália (1,6%) e Vietnã (1,4%).

 

Fonte: Instituto Mercosul com dados da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (SECINT)

Com decreto municipal, Maringá Liquida é estendida para sábado

    Desde a última terça-feira os consumidores estão tendo a oportunidade de comprar no comércio de Maringá com descontos especiais. É que está sendo realizada mais uma edição da Maringá Liquida, que continuará até sábado até as 18 horas para lojas do comércio de rua e das 11 às 22 horas para os shoppings. Como o decreto municipal 1331/2020 permite que esses estabelecimentos voltem a abrir aos sábados, a campanha foi estendida – nos sábados seguintes o comércio de rua passa a abrir das 9 às 13 horas. Centenas de lojas de bairro, região central e shoppings participam.
    A novidade desta edição é que os consumidores também podem fazer compras online em www.maringaliquida.com.br. Assim, o consumidor tem a opção de receber as compras em casa, retirar na loja ou comprar presencialmente. Em todas as formas de compra, o consumidor ganha uma raspadinha em compras a partir de R$ 100. E se encontrar a raspadinha premiada, ganha R$ 100 na mesma loja onde efetuou as compras. São quase R$ 100 mil em prêmios.
    A Maringá Liquida é uma realização da ACIM e Sivamar, tem patrocínio de Webber Acabamentos, Ordini Presentes, Loja Planeta, Lojas Giga, Shopping Cidade e Shopping Avenida Center e apoio do Sicoob.

Destaque GPTW & ACIM 2020

    Pelo terceiro ano consecutivo, a GPTW e parceira da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) numa pesquisa de clima organizacional voltada para empresas com mais de cinco colaboradores. É o Destaque GPTW e ACIM 2020, cujas inscrições vão até 15 de novembro.
    Além de medir o clima organizacional por meio de um questionário confidencial voltado para a equipe, as empresas que obtiverem nota mínima de 70, num ranking que vai até 100, terão a chancela de que investem e valorizam seus colaboradores, por meio do selo GPTW como excelente lugar para trabalhar e do certificado GPTW e ACIM. Essas empresas ainda poderão concorrer aos demais rankings do GPTW das Melhores Empresas para Trabalhar. 
    São quatro categorias, de acordo com o número de colaboradores: de 5 a 29 funcionários; de 30 a 99; de 100 a 999; e acima de mil. Para participar, é preciso acessar o link https://conteudo.gptw.com.br/destaque-gptw-acim que  um consultor entrará em contato com você. 
    O evento de reconhecimento às empresas certificadas acontecerá no primeiro trimestre do ano que vem.

Em sistema drive, jantar solidário da ACIM Mulher levantará recursos para instituto

Depois de ‘viagens gastronômicas’ para Veneza, Paris, Argentina e no universo sertanejo, o destino do projeto ‘assim se ama, ACIM se abraça’ será um drive-in. E desta vez os ingredientes para o jantar vem de uma forma especial. É que com o distanciamento social, as conselheiras da ACIM Mulher, o conselho de mulheres empresárias e executivas da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), estão comercializando uma cesta de dar água na boca em que o comprador vai finalizar o preparo de uma massa em casa, regado a um bom espumante. Ao custo de R$ 145, a cesta é composta por champanheira, espumante, massa, molho, queijo ralado, manjericão e uma receita fácil de preparar, que serve duas pessoas ou mais.

Os recursos da ação solidária serão destinados aos projetos do Instituto ACIM, que assessora empresas e entidades e tem o trabalho focado na responsabilidade socioambiental, por meio de incentivo a projetos, renúncia fiscal.

Líder é um potencializador da capacidade de evolução

Desenvolver pessoas e guiá-las em uma jornada profissional com propósito. Este é o desafio de quem ocupa cargos de gestão e liderança, de acordo com o professor Marcelo Masini Melo, dono de uma extensa carreira executiva e acadêmica na área de Gestão e Tecnologia em Sistemas Produtivos.

“Liderar é usar as habilidades para desenvolver pessoas e fazer com que elas compreendam seu papel e se comprometam com a empresa, independentemente das relações ocorrerem em ambiente presencial ou a distância”, assegura o profissional, ao comentar a nova rotina de trabalho de empresas e profissionais neste período de pandemia.

Professor da Franklincovey e sócio da MMM Desenvolvimento e Assessoria Organizacional, Melo conversou com a Revista ACIM e elencou as características imprescindíveis a um líder. Falou ainda sobre inovação, projetos para melhorar a performance organizacional e a necessidade de indicadores para as pequenas empresas:

 

Qual é o grande desafio de liderar em período de pandemia?
Estamos vivendo uma transformação imensa neste universo de liderar a distância e num ambiente virtual. Mas o grande desafio não tem a ver com a distância ou o virtual, e sim com as habilidades, as competências, a mentalidade e as ferramentas que usamos neste universo, que exige novas ações e principalmente um posicionamento diferente. É diferente a forma de interação e o nível de confiança. Como não estou vendo a pessoa, há o questionamento se isso vai impactar no resultado do trabalho. Na maioria das vezes sabemos que o controle a distância não prejudica a produtividade. Daí a importância de estimular a equipe, ajudar na sua evolução e em criar um ambiente no qual as pessoas entendam o quanto a sua contribuição é útil ao resultado e se comprometam com a empresa. Também é importante lembrar que os funcionários remotos precisam de tecnologia, ferramentas e softwares no ambiente doméstico. Acredito que o modelo de trabalho virtual vai trazer inovações imensas no processo de construção de confiança, exigência de nova postura e engajamento. Até pouco tempo era uma obrigação exclusiva das companhias atuar no desenvolvimento profissional, agora passa a ser uma obrigação do líder incentivar os seus liderados neste ponto. Trata-se de um grande desafio da liderança para manter os resultados, porém ouso dizer que em alguns casos o resultado será melhor do que no presencial.

E como ser um líder coach?
Ele precisa conhecer a si mesmo. Se não tiver o domínio das suas ações e o conhecimento do impacto delas, a possibilidade de ajudar os liderados a liberar o seu potencial é muito pequena. Por exemplo, não dá para esperar que um líder com a postura da era industrial, do modelo ‘faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço’, engaje as pessoas. Estamos numa sociedade em que as pessoas precisam sentir que o líder é um potencializador da sua capacidade de evolução. O papel do líder coach é questionar, ouvir e incentivar. Um dos erros que o líder não pode cometer é fazer pelas pessoas aquilo que elas deveriam fazer por si mesmas.

Inexperiência em gestão é possível de ser superada?
Caso implique em falta de resultados, a forma mais simples e justa de solucionar a inexperiência é um projeto de gestão para desenvolver essa pessoa. Buscar uma mentoria para que ela possa aprender, evoluir e compreender o seu papel no dia a dia. Gestão e liderança ninguém nasce sabendo, são processos de desenvolvimento. Todos podem ser líderes se realmente se dedicarem e quiserem, porque também há a questão de se as pessoas estão satisfeitas na posição que ocupam. Precisa-se proporcionar aos gestores inexperientes a capacidade de evolução, e a responsabilidade disso é exclusivamente do líder. A arte de liderar está em colocar as pessoas certas no ônibus e depois achar o lugar certo para elas.

Quais são os erros comuns de um líder?
O líder precisa entender a dimensão da sua responsabilidade no ambiente organizacional, ou seja, precisa saber o que se espera dele. Da mesma forma, ao conversar com seus liderados, ele deve deixar claro o que espera deles a partir das condições de trabalho proporcionadas. Cabe ao líder conquistar os liderados e motivar seu engajamento. Mas não é mandando, manipulando ou tornando simplória as coisas complexas. Liderar significa trabalhar com gente. Quem não gosta de gente, não vai liderar.

Como manter equipes motivadas na pandemia?

Envolvendo e dando voz às pessoas. Não jogando em cima delas volumes absurdos de trabalho sem antes identificar suas capacidades para entregá-lo. Não é o controle a distância que funciona, é a comunicação online robusta e a capacidade de gerar um plano visível de colaboração que darão resultado. Envolver as pessoas a distância não é tão complexo assim. Hoje temos ferramentas incríveis para fazer reuniões remotas e promover uma conexão e interação até maior do que no presencial em termos de eficácia.

Pequenas empresas também precisam de indicadores de performance?

Não dá para uma pequena empresa pensar em evoluir sem ter indicadores. O indicador básico é o controle de caixa. Saber o que entra e o que sai, o que tenho para receber, o que tenho que pagar, o que tenho para investir. Não dá para contar jamais com o dinheiro que um dia vai entrar. Aquelas que na pandemia contavam com o dinheiro futuro, não existem mais. A segunda coisa é conhecer a margem em profundidade. Ou seja, o que ganho, quanto custa, quanto preciso ganhar. Entender as variáveis de custo fixo e variável. Tem que entender sobre velocidade, e nisso me refiro ao estoque. Hoje existem ferramentas boas, com custos acessíveis para usar. Também preciso saber qual o crescimento almejado. Preciso ter indicadores de cliente, saber o quanto ele está satisfeito e o valor que dá ao meu negócio.

 

Como as pequenas empresas podem criar um ambiente que estimula a inovação?
Não impedindo que a inovação aconteça. Para tanto deve-se evitar o ambiente de comando e controle, do eu mando e você obedece, sou o chefe e você, subordinado. Quando chama para si a capacidade de fazer pelo fato de ter construído o que construiu, a inovação jamais vai acontecer pelo desempenho das outras pessoas. Até existem pessoas incríveis que superam os processos internos porque são inconformadas por natureza. Essas pessoas são especiais, mas são poucas perto do universo que trabalhamos. Não se deve criar processos que atrapalhem a evolução das pessoas. Inovação não acontece simplesmente porque estou pedindo, acontece quando há condições favoráveis. Não dá para ter uma política que exige que tudo seja consultado e informado, e de repente olhar para as pessoas e dizer: você tem que inovar. Pessoas cumprem à risca o que foi mandado para não serem penalizadas porque esta é a cultura. E aí não há espaço para inovação.

Os consultores têm falado em soft skills. O que são essas chamadas habilidades comportamentais?
Quando falamos em desenvolvimento, não existe um ponto de chegada, existem pontos de evolução. Por isso, a habilidade número um é a aprendizagem, é a capacidade de aprender e renovar conhecimento e atitudes em ciclos frequentes e contínuos. Outro ponto fundamental é a capacidade de entender e assumir a responsabilidade que suas escolhas são as únicas responsáveis pelo resultado. É preciso construir relações por meio da geração de empatia e da habilidade de adaptação ao mundo, bem como de cooperar e comunicar de forma honesta e respeitosa. Para isso, temos usado muito a questão da curadoria, que é a capacidade de identificar as informações, gerando experiência e conhecimentos mais relevantes e estratégicos para o desenvolvimento do profissional. Em resumo, soft skills é a habilidade de viver com gente, a capacidade de ajudar os outros a entregar o seu melhor. E onde tudo isso começa? Em você. Porque se você não prestar a atenção e achar que as pessoas têm que realizar as coisas por obrigação, que liderança está fazendo? Elas podem chegar lá, mas alguém tem que ser o puxador da fila, este é o papel do líder. Importante destacar que o sucesso do líder depende da sua capacidade de desenvolver seus liderados, já que o resultado depende da entrega deles. As habilidades que levavam você como colaborador individual a ter sucesso não são nem perto as mesmas necessárias para liderar.


 

A reinvenção para sobreviver

Diante da queda de público e faturamento, empreendedores oferecem, com agilidade, novas formas de consumo, e sobram boas ideias, como clube de assinatura de pizza e compra de violões a preço simbólico ofertada por uma escola de música

 

Consultores de gestão apregoam a importância da reinvenção do negócio. Na prática, empreendedores precisam ser ágeis para implantar mudanças em meio a uma pandemia e criar formas das pessoas consumirem seus produtos e serviços. Fácil não é, mas também não é impossível. Que o digam as irmãs Talita Lopes e Natasha Lopes, que da noite para o dia viram o faturamento da Black Heels despencar para quase zero no início da pandemia. Especializada em produtos de maquiagem, a empresa foi fortemente impactada pela suspensão das atividades do setor de festas e eventos, um dos mais afetados pelo isolamento social.

“No primeiro mês da pandemia o faturamento da loja foi quase a zero e nos meses seguintes não chegou a um terço do necessário para cobrir os custos. Fomos muito impactadas, principalmente porque, sem eventos presenciais, os maquiadores praticamente pararam as atividades”, desabafa Talita.

De acordo com pesquisa divulgada pelo Sebrae em abril, 88% dos micro e pequenos empresários do Paraná tiveram diminuição do faturamento por causa dos reflexos da crise causada pelo novo coronavírus. Mais da metade registrou queda mensal superior a 50%.

No caso das irmãs Lopes, o jeito foi recorrer à criatividade para seguir com a missão de transmitir boas sensações por meio da autoestima e beleza. “Nossa ideia não é vender o produto, mas mostrar às pessoas o quanto é gostoso e fácil cuidar da imagem no dia a dia. Priorizamos um atendimento diferenciado, indicando produtos de uma maneira personalizada”, diz a empresária.

Além da variedade de marcas nacionais e internacionais, a Black Heels, que tem sete anos, destaca-se pelo protagonismo na criação do primeiro co-beauty de Maringá, um espaço destinado aos profissionais da beleza, a custos baixos, para a realização de produções, atendimentos, cursos ou treinamentos. Lá também acontecem cursos vips de automaquiagem, testes de temperatura e coloração da pele, workshops de autoimagem e produções. “Essa ideia surgiu para darmos suporte aos maquiadores e fidelizarmos o público”, explica Talita.

Aliás, o contato próximo com a clientela, em especial com as integrantes do Clube Black de Maquiadores, está entre as estratégias adotadas pelas irmãs para reerguer o faturamento. Outra foi a aceleração do projeto de vendas online, trocando o sistema para um omnichannel, para marcar presença em marketplaces. Para tanto, elas contaram com a ajuda de assessoria especializada no ramo. “Hoje nosso principal meio de faturamento é online”, conta Talita.

As empreendedoras também transferiram para o universo online alguns serviços, a exemplo do curso ‘Como dar curso de automaquiagem’. E foi da internet que veio a inspiração para o pacote de maquiagem com fotos profissionais, ofertado por meio de uma parceria com Vidal Balielo Junior. “Com essa parceria conseguimos valores acessíveis. Empresários e usuários de mídias sociais estão aderindo ao serviço para renovar as fotos de uma maneira moderna para divulgações”, comemora a empresária.

O próximo passo é inovar explorando mais o conhecimento da irmã e sócia em relação à colorimetria e visagismo. Além de maquiadora, Natasha é especialista nessas áreas que utilizam as cores e linhas na maquiagem como ferramentas para valorizar a beleza de cada rosto.

 

Clube de assinatura e kits

O casal Aline Garcia e Clayton Adami colocou em prática diferentes e criativas estratégias para manter o fluxo de caixa e a equipe de colaboradores da La Piccola Pizzaria. No mercado desde abril de 2009, a pizzaria conhecida pelo cardápio gourmet e ambiente intimista viu o tíquete médio despencar cerca de 80% com a impossibilidade do atendimento presencial. Foram 57 dias atendendo apenas por delivery.

“O impacto maior não foi no número de pizzas, mas nos acompanhamentos. Porque quando o cliente vem aqui, além de saborear a pizza, ele bebe vinho, coquetel ou cafezinho. Experimenta uma sobremesa”, explica Aline.

A solução para equilibrar as contas e capitalizar o negócio foi recorrer ao modelo de clube de assinatura. E o retorno foi acima do esperado. Em poucos dias o La Piccola Club Gourmet contava com 50 adesões. Os planos semestrais ou anuais, nos valores de R$ 330 e R$ 600 à vista, garantem pizzas exclusivas mensais aos assinantes.

“São pizzas especiais que no cardápio custam mais de R$ 70. Em uma das edições fizemos salmão com molho meunière”, conta a empresária, acrescentando que o assinante tem a opção de retirar o pedido no balcão ou consumir no local.

E por falar em cardápio, são mais de cem opções, todas receitas próprias do casal e preparadas com produtos preferencialmente da horta orgânica mantida na pizzaria. “Temos como bandeira a sustentabilidade, então as ervas e temperos são produzidos na nossa horta”.

Sustentabilidade, aliás, é o diferencial do kit de coquetéis criado pelo casal. No gim box ‘mais ecológico’ do mercado, como faz questão de destacar Aline, a bebida vai acompanhada de dosador, colheres e pinças para o preparo dos drinks. O detalhe é que os acessórios são confeccionados com bambu, mesmo material dos canudos ecológicos disponibilizados aos clientes.

O kit de coquetéis, no entanto, não foi o único produto lançado durante a pandemia para reforçar as finanças da empresa. Depois vieram a caixa de temperos e a caixa de biscoitos amanteigados, esta última uma receita de família. “É minha mãe quem me ajuda na fabricação”, explica. O detalhe é que as bolachas são delicadamente decoradas com flores naturais comestíveis e vão acompanhadas de uma geleia artesanal. “São boas opções de presente e têm ajudado a aumentar o tíquete médio”, ressalta.

Outra contribuição importante vem das filhas do casal. Com as aulas presenciais suspensas, Aynara, 13 anos, e Valentina, 8 anos, têm ficado mais tempo na pizzaria e aproveitado o período ‘ocioso’ para personalizar as embalagens da La Piccola com desenhos e recadinhos para os clientes.

“Essa ação das meninas repercutiu muito. Agradecidos pelo carinho, os clientes acabam postando as embalagens nas redes sociais, o que dá visibilidade à pizzaria”, finaliza a empresária, confiante em dias melhores.

 

Foco no delivery

Quando inaugurou, em março de 2019, o foco da Jon Pizza Co. era o atendimento presencial. Era no badalado salão da pizzaria, confortavelmente acomodados, que os clientes se deliciavam com as saborosas pizzas artesanais doces e salgadas. “O produto e os processos são artesanais e complexos. Focávamos no salão para garantir a entrega com 100% de qualidade”, justifica o empresário Jonathan Yu Yamaue, que é o criador das receitas.

Apaixonado por pizza desde a infância, Jon decidiu transformar a paixão em negócio. O pontapé foi em 2012, quando estava na faculdade e elaborou um plano de negócio de uma pizzaria com modelo diferenciado. Para tanto, buscou inspiração fora. Foram várias viagens para Estados Unidos e Europa à procura de sabores e técnicas ainda inéditas no Brasil.

“Aprendi a fazer pizza em casa e realizei milhares de testes até chegar à receita atual. Foram várias rodadas de pizzas para amigos na sacada do meu apartamento, usando um forno de churrasqueira adaptado de alta temperatura”, recorda.

O resultado são pizzas artesanais e individuais, em média de 25 centímetros, feitas com massa de longa fermentação que rapidamente conquistaram o paladar dos maringaenses. Não demorou para que o endereço na avenida Horácio Raccanello Filho, 4825, se tornasse referência.

Mas aí veio a pandemia e o empresário viu o salão esvaziar. Obrigado a fechar as portas por um período e se adaptar às regras dos decretos municipais, ele precisou mudar a estratégia do negócio. O foco que era 90% no presencial passou a ser 100% no delivery ou retirada no balcão. A entrega, que antes era feita por aplicativos, teve que ser reforçada com a oferta de serviço próprio.

O isolamento social elevou as vendas em 30% em média. Nos finais de semana a alta chega a quase 80%. O público é, na maioria, famílias que têm a opção de cada um escolher seu sabor preferido, já que a pizza é individual. São 14 sabores salgados e dois doces.

Para atender à crescente demanda, foi preciso investir em um forno que tem quase o dobro do tamanho do antigo, na ampliação da estrutura e na contratação de colaboradores. “Com o aumento inesperado de pedidos, tivemos que aumentar a capacidade de produção para melhorar o atendimento e diminuir os atrasos na entrega. Por ser artesanal, produzimos o pedido minutos antes de sair para a entrega para garantir a qualidade”.

Para fazer os investimentos, o empresário recorreu a um financiamento avalizado pela Noroeste Garantias. “Não estávamos preparados para investir na pizzaria atual porque estávamos concluindo a execução do nosso projeto de expansão”, conta Yamaue, referindo-se à unidade de Londrina, prevista para ser inaugurada neste mês.

Também estão nos planos a retomada do atendimento presencial para que os clientes, os antigos e novos, possam redescobrir a satisfação de saborear uma pizza direto do forno para a mesa.

 

Música para os ouvidos

Aos poucos a música vai tomando conta do ambiente novamente. Os sons que ecoam pelos corredores e salas da ADM Academia de Música são os mais variados: do piano ao teclado, passando pelo violino, saxofone e flauta doce até violão e a viola. Tem também guitarra, contrabaixo e bateria. A eles se juntam a animação da sanfona e do ukulele.

Não há música melhor para os ouvidos do músico e educador musical Osmar Pereira, um dos sócios da escola de música inaugurada em 2017, juntamente a Rogério Fernandes, com apoio e gestão de Daiane Cortones e Fernanda Rodrigues. Em especial depois de um período de silêncio total, imposto pelos decretos municipais, que fez o faturamento da escola cair significativamente.

“Tivemos redução da grade de atendimento e do quadro de colaboradores, limitação de permanência de pessoas nos nossos espaços, além da suspensão das aulas em grupo, modificação do calendário escolar e cancelamento de eventos”, lamenta Pereira.

Felizmente, já há motivos para comemorar. Depois de desistências, o número de alunos está próximo dos aproximadamente 450 que a escola tinha antes da pandemia. Muitos vieram atraídos pelas campanhas promocionais realizadas pela escola, como a de descontos no ato da matrícula para qualquer curso e principalmente a que viabilizou a compra de violões a preços simbólicos.

As aulas de violão popular, aliás, estão entre as mais concorridas ao lado das de teclado, piano e bateria. Também é grande a procura pelas atividades de técnica vocal e musicalização infantil – a escola atende alunos de todas as faixas etárias, até bebês, e conta com 20 colaboradores.

Além das campanhas promocionais, a implantação de aulas online repercutiu positivamente, apesar das barreiras iniciais. Pereira cita a dificuldade de manter a excelência da aula presencial no ensino remoto e a falta de habilidade de alguns com a tecnologia, mas ressalta a necessidade de adaptação. “É fato que a influência da tecnologia vai acelerar nos próximos anos”.

Prova disso foi o sucesso das campanhas de divulgação e das lives realizadas por meio de plataformas digitais. “Nas apresentações, com a participação dos professores e alunos, conseguimos divulgar os nossos módulos de ensino”, comemora.

Pereira cita outros pontos importantes para a retomada do negócio, entre elas as ações conjuntas organizadas pelo Núcleo Setorial das Escolas de Música de Maringá (Núsica), do programa Empreender da ACIM, do qual é conselheiro e integrante.

Por enquanto, o atendimento segue o modelo híbrido, com parte dos alunos presenciais e o restante no ensino remoto. Até porque as aulas foram retomadas na sede que fica na avenida Mandacaru. Nos espaços anexos aos parceiros Colégio Santa Cruz, Colégio Regina Mundi e Escola Criarte continuam suspensas.

E em breve a ADM contará com nova unidade, que funcionará em um espaço de 600 metros quadrados no centro. “Estamos nos preparando para a inauguração. Almejamos melhorar o nosso serviço e continuar entregando acima de tudo bem-estar e música para a vida das pessoas”, finaliza.

 

 

‘Menor preço’ para os pedágios

Entidades do setor produtivo paranaense defendem que licitações sejam vencidas por empresas que oferecerem menores tarifas; editais deverão ser encaminhados até o final do ano para TCU

 

Após 24 anos, em novembro de 2021 acabam os contratos de pedágio das rodovias do Paraná. Com isso, os governos estadual e federal preparam as propostas para as licitações que serão abertas no ano que vem. Para a remodelação da malha rodoviária, estão previstas a ampliação do Anel de Integração de 2,5 mil quilômetros para 3,8 mil quilômetros, além de duplicações e inovações. O plano para concessões de 30 anos está em fase final e ainda pode sofrer alterações.

Entre os principais pontos do projeto, que ainda precisam ser definidos pelos governos estadual e federal, está o tipo de escolha do vencedor da concessão. Contra o modelo de outorga onerosa, o de menor preço é o defendido por entidades que representam o setor produtivo paranaense.

De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Carlos Valter Martins Pedro, a definição dos vencedores da licitação com base no menor preço reduzirá significativamente a tarifa cobrada dos usuários. “O setor produtivo paranaense tem uma conta muito cara que paga há mais de 20 anos por causa de um modelo de pedágio equivocado, que elevou as tarifas e não garantiu a realização de boa parte das obras necessárias. Isso gera custos extras e perda de eficiência no transporte de mercadorias, influenciando na competitividade dos produtos paranaenses em relação aos de outras regiões do país.”

A Fiep e outras entidades do G7 têm buscado articular a aceitação do modelo de menor preço junto aos órgãos dos governos federal e estadual envolvidos na elaboração do plano. “Também estamos mobilizando o setor industrial, realizando reuniões em todo o estado para formar um posicionamento homogêneo da indústria paranaense sobre o tema, que pretendemos apresentar nas audiências públicas que serão realizadas nos próximos meses”, diz.

O presidente da Faciap, Marco Tadeu Barbosa, destaca que o alto custo e a não execução de obras impacta negativamente do grande empresário ao pequeno comerciante. “Somos um estado agrícola que tem custo logístico alto por conta dos pedágios e das rodovias em más condições. Mesma situação vivem as pequenas empresas que precisam viajar levando e trazendo mercadorias na região”, exemplifica.

Barbosa ressalta que a reestruturação das estradas é necessária para ajudar a preservar vidas. “Com rodovias em mau estado, todo mundo perde. O setor produtivo tem um custo maior, todos sofrem com a falta de segurança e vidas se vão. Se for aberto um edital transparente, com cronograma definido de obras e a participação de diversos concorrentes, certamente teremos um pedágio mais justo.”

Tendo participado das articulações, a ACIM encaminhou no último mês para o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, ofício recomendando a escolha pelo modelo de menor preço. Conforme o documento, o atual modelo não garantiu a execução das obras previstas, o que é esperado com os novos contratos, além da redução nas tarifas. “Para isso, sabe-se que o processo licitatório será fator preponderante para a diminuição nos valores impostos pelas concessionárias de pedágio”, diz o documento.

 

Menor tarifa

O gerente de Assuntos Estratégicos do Sistema Fiep, João Arthur Mohr, explica que existem três sistemas para escolha do vencedor dos editais de concessões: o de maior outorga, o de menor tarifa e o híbrido.

No modelo de menor preço, o governo estipula a tarifa teto que deverá ser cobrada na praça de pedágio e os requisitos contratuais. Ganha o consórcio que cumprir os requisitos e oferecer o maior desconto sobre a tarifa teto. “A empresa terá que cumprir todos os encargos cobrando uma tarifa 20%, 30%, 40% abaixo do proposto”, exemplifica Mohr. Já a outorga onerosa, usada com frequência no estado de São Paulo, é vencida por aquele que pagar o maior valor para o governo para ter direito a concessionar um trecho determinado, com tarifa definida em edital.

Segundo Mohr, a outorga onerosa foi descartada, mas o governo ainda considera um modelo híbrido, que permite que a tarifa teto tenha desconto inicial, limitado a um determinado percentual, mas coloca como segundo critério – se mais de um consórcio oferecer o desconto máximo – o pagamento de maior outorga. “O ponto positivo da menor tarifa frente aos demais é o usuário pagando o menor preço e a possibilidade de queimar gorduras existentes no projeto”, pontua.

Para garantir que no modelo de menor tarifa as obras sejam executadas, as entidades sugerem mecanismos como a criação de seguros. “Não adianta uma tarifa muito baixa, mas não ter obras acontecendo. Queremos uma tarifa justa, abaixo do valor de hoje, com garantia de execução das obras”, frisa Mohr. Ele acrescenta que a maior administradora do Brasil venceu a concessão da rodovia de integração do Sul no Rio Grande do Sul oferecendo 40,3% de desconto na tarifa. “Isso mostra que é possível ter empresas sólidas concorrendo nas licitações por menor preço.”

 

Preço

O preço da tarifa dependerá de cinco fatores. O primeiro depende do fluxo de veículos na rodovia; o segundo está relacionado à quantidade de obras realizadas; o terceiro é influenciado pelo cronograma de obras (se no início da concessão, pode exigir tomada de financiamentos, encarecendo a tarifa); o quarto é influenciado pelo número de concorrentes disputando o edital; e o quinto fator, pelo modelo de escolha do vencedor dos editais.

Por essa razão, Mohr explica ainda não ser possível estipular o custo das tarifas de pedágio. “Com o modelo de menor tarifa somado à garantia de diversos concorrentes, com publicação dos editais em português e em inglês, a tendência é o preço diminuir de maneira expressiva. Algumas praças podem ter desconto maior, outras menor. Tudo depende dos fatores e do modelo escolhido para fazer a licitação assim como o número de consórcios concorrendo", diz.

 

Etapas

A Empresa de Planejamento e Logística do Brasil (EPL), com o governo do Paraná, deve finalizar o plano para renovação da malha em setembro, quando o documento será entregue para o Ministério de Infraestrutura e para a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná.

Os editais serão organizados pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) após a realização de audiências públicas e encaminhados para o Tribunal de Contas da União (TCU) até o final do ano para publicação em março de 2021, conforme previsão. A licitação ocorrerá entre junho e julho do mesmo ano.

As audiências públicas serão realizadas em outubro – previsão de obras, localização das praças de pedágios e as respectivas tarifas outros detalhes serão apresentados para a sociedade civil por meio de videoconferência para sugestões de alterações.

Inicialmente estão previstos oito lotes, com uma audiência pública para cada. Atualmente são seis lotes, com 27 praças de pedágio no Estado.

 

Aumento da malha e melhorias

A expectativa é que com o menor preço nas praças de pedágio e rodovias em melhores condições, o custo logístico do setor produtivo diminua, potencializando segmentos do mercado e gerando atração de investimentos para a malha das cidades atendidas.

Caso a inclusão de 1,3 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais for aceita, mais 2,4 mil quilômetros serão duplicados. Entre os possíveis novos trechos concessionados estão a PR-323 (entre Maringá e Guaíra), a PR-092 (de Jaguariaíva a Jacarezinho), PR-280 (de Francisco Beltrão a Palmas) e a PR-445 (de Mauá da Serra a Londrina). Algumas rodovias federais também devem fazer parte da remodelação, que visa à segurança, competitividade e comodidade.

Outras obras previstas são 550 quilômetros de faixas adicionais, cerca de 20 contornos, 200 passarelas para pedestres e mais de 350 trevos. Além disso, a segurança dos caminhoneiros deve ser fortalecida com áreas de descanso.

Entre as inovações, há previsão de implantação do International Road Assessment Programme (IRAP), sistema internacional de segurança em rodovias para ajudar a identificar pontos críticos das estradas para reduzir acidentes, além de wi-fi. Também estuda-se reduzir a tarifa para usuários frequentes, por exemplo aqueles que moram em uma cidade e trabalham no município vizinho, passando por praças de pedágio diariamente. Está previsto ainda um desconto de 5% para usuários de tag (dispositivo de passagem automática).

Maringá Liquida terá cinco dias e loja virtual

Maior promoção conjunta do comércio local distribuirá R$ 100 mil em prêmios e terá e-commerce de dezenas de empresas


O consumidor poderá escolher como fará compras no comércio durante a Maringá Liquida: de forma presencial ou virtual, já que pela primeira vez a campanha terá e-commerce, com a participação de dezenas de pequenas empresas, o que contribuirá para a digitalização dos negócios e para evitar aglomerações, tão necessária em período de pandemia. Mas não será a única novidade: serão cinco dias de promoção, em vez de quatro, de 8 a 12 de setembro.

Outra boa notícia é que o kit básico de participação - com cem raspadinhas, bandeirolas, cartazes e tags - teve subsídio de 20 a 100%, dependendo da data de adesão. A plataforma online também foi gratuita ou teve subsídio, dependendo do período de adesão. A plataforma permite o cadastro de até 75 produtos por loja, tem chat online, integração por Whatsapp e com o sistema dos Correios, rastreamento do pedido, entre outros diferenciais. Como a página é gerenciável, o próprio lojista fica responsável pela gestão.

Já o consumidor terá a opção de receber as compras em casa pelos Correios ou retirar na loja, e em ambas as modalidades receberá as raspadinha do estabelecimento comercial. É que, assim como nas edições anteriores, haverá raspadinhas premiadas, totalizando R$ 100 mil em prêmios. Ao encontrar o bilhete premiado nas compras a partir de R$ 100, o consumidor ganha R$ 100 em produtos na mesma loja onde efetuou as compras – é o próprio lojista que disponibiliza o prêmio ao consumidor.

 

Capacitações

Para ajudar os empresários a aumentar as vendas presenciais e pelo e-commerce, a ACIM preparou quatro capacitações. A primeira foi uma palestra em 25 de agosto, sobre ‘Vitrine como ferramenta de vendas e geração de fluxo’, conduzida pela visual merchandiser Márcia Pino, que é especialista em moda, comunicação e produto; e pelo empresário e sócio da Gela Boca Thiago Ramalho. A segunda palestra foi em 31 de agosto sobre cenário econômico, com o diretor-presidente do Centro Cooperativo Sicoob e do Bancoob, Marco Aurélio Borges de Almada Abreu, e com o presidente do Sicoob Metropolitano, Luiz Ajita. Na terceira, em 2 de setembro, às 19 horas, Nailor Marques Junior falou sobre atendimento. E a quarta tem como tema vendas para a Maringá Liquida, em 3 de setembro. Todas foram gratuitas e transmitidas pelas redes sociais.

A campanha é realizada pela ACIM e Sivamar, tendo patrocínio de Webber Acabamentos, Ordini Presentes, Planeta, Lojas Giga, Shopping Cidade e Shopping Avenida Center e apoio do Sicoob. Para mais informações e adesão, os telefones são 0800 600 9595, (44) 3025-9603 e (44) 99842-0088.


 

O ponto final de uma empresa

A decisão de fechar um negócio deve vir acompanhada de uma série de procedimentos para dar baixa junto a órgãos oficiais e de comunicação aos colaboradores e clientes   Desde que começou a pandemia no Brasil, mais de 700 mil empresas fecharam as portas. O dado é de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Só no comércio, a crise econômica causada pelo novo coronavírus provocou, de abril a junho, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), o fechamento de 135 mil lojas. O Paraná é o quinto estado com o maior número de comércios encerrados, com 9,5 mil, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A decisão de encerrar as atividades vem junto às preocupações e incertezas em relação ao futuro, por isso, estar orientado sobre as exigências legais pode evitar problemas e até processos judiciais. Segundo o advogado Alexandre Raposo, especialista em Direito Empresarial e membro do núcleo de Advogados do programa Empreender, não formalizar o encerramento de uma empresa é um erro comum. “Muitas vezes as pessoas simplesmente decidem partir para outras atividades e sequer solicitam a baixa do CNPJ”, diz. Nesse caso, segundo o advogado, se a empresa deixar de funcionar sem prestar informações aos órgãos oficiais e não realizar a baixa de maneira regular, presume-se uma dissolução irregular, já que a entrega de declarações de inatividade aos órgãos oficiais é obrigatória e, quando deixa de ser feita, torna a empresa inadimplente com a Receita Federal. Além disso, todas as obrigações empresariais como o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) serão mantidas mesmo com o negócio inativo, o que acarretará débitos desnecessários. Raposo explica que a consequência de não dar baixa formal na empresa é que, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a responsabilidade total dos débitos recai sobre o patrimônio particular dos sócios, ou seja, há a desconsideração da pessoa jurídica e transferência dos passivos vinculados ao CNPJ para o CPF. “Porém, é importante destacar que, mesmo que a baixa seja feita conforme a legislação, nada impede que posteriormente sejam lançados ou cobrados impostos, contribuições e outros encargos referentes à atividade. Mesmo com dívidas, é possível encerrar as atividades da empresa”, esclarece. Outra informação importante é que todos os tributos podem ser parcelados e não prescrevem. Passo a passo Segundo o contador Adilson Correa de Oliveira, que integra o Núcleo de Consultores do Empreender, quando há a decisão de encerrar as atividades, é importante que um dos sócios fique responsável por administrar pagamentos e recebimentos em aberto. Além disso, é fundamental definir como será feita a liquidação dos estoques físicos e providenciar a transferência dos bens da empresa. “Isso tem que ser feito antes de realizar os procedimentos de baixa junto aos órgãos federais e estaduais”, diz. Para iniciar o processo, é preciso que os sócios assinem uma ata de encerramento do negócio e formalizem o distrato social, que deve explicar o motivo da sociedade ser desfeita e como será a divisão dos bens. Empresas sem sociedade não precisam cumprir esta etapa. Em seguida, é preciso tirar extrato de débitos junto a todos os órgãos para saber se há dívidas tributárias e o valor. “É importante destacar que a baixa pode ser feita mesmo com débitos, porém, é importante ter conhecimento de cada pendência para que haja planejamento financeiro para quitação”, explica. Se a empresa comercializa mercadorias ou produção, é necessário dar baixa na inscrição estadual na Secretaria de Fazenda. Se for prestador de serviços, deve-se dar baixa na inscrição municipal e se for mista, nas duas. É preciso também verificar se há pendências na Previdência Social, mesmo que a empresa não tenha funcionários e verificar se há dívidas referentes ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), no site da Caixa Econômica Federal. Em seguida deve-se pedir a baixa no cadastro da prefeitura, confirmando se há débito tributário municipal, como o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). Para o estado, o empresário pode entrar em contado com a Secretaria da Fazenda, pedindo baixa na inscrição estadual, caso tenha. Neste caso, será verificada se há pendências em relação ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Para dar andamento ao processo de encerramento, é preciso ainda verificar a situação referente a Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União, com o objetivo de comprovar a regularização da empresa junto ao governo federal. O próximo passo é protocolar o pedido de encerramento na Junta Comercial e, por fim, a baixa do CNPJ, que pode ser feita pelo site da Receita Federal, usando o Programa Gerador de Documentos do CNPJ. Oliveira destaca a importância de ter um profissional contábil para acompanhar o processo e um advogado para os casos de conflito entre os sócios. “O encerramento de uma empresa é um procedimento que não deve deixar ‘pontas soltas’, afinal, pode prejudicar a abertura de empresas no futuro, entre outros empecilhos”, diz.   Encerramento de MEI Para dar baixa em CNPJ de Microempreendedor Individual (MEI), o processo é mais simples e não exige a apresentação de documento, basta fazer a solicitação pela internet no Portal do Empreendedor. O procedimento é irretratável e extingue a Pessoa Jurídica, mas atenção: MEI também deve ficar atento na possibilidade de haver pendências, como o DAS MEI. Neste caso, é possível cancelar o CNPJ, mas as dívidas permanecem em aberto e será preciso quitá-las. Como comunicar o fechamento Além da burocracia que envolve o encerramento de uma empresa, outra questão que precisa ser considerada é como dar a notícia ao público interno e externo. Para isso, Casimelle Zan, profissional de marketing digital, recomenda o planejamento estratégico. “A baixa de um CNPJ não deixa de ser o término de uma história, e, mesmo envolvendo uma série de outras questões, exige transparência por parte do empresário”, diz. Segundo ela, a notícia deve ser anunciada de forma clara, objetiva e sincera e seguir a mesma linha nos diferentes canais de comunicação da empresa. Já os perfis nas redes sociais devem ser desativados após 30 dias do fechamento. “Em relação à fachada, a orientação é retirar tudo o que compõe a identidade visual e, se possível, deixar apenas um comunicado impresso por alguns dias”. Outra dica é evitar expor demais os bastidores da administração dos negócios. Segundo ela, as empresas precisam dosar o tipo de informações que compartilham. “Claro que compartilhar os bastidores é uma forma de se aproximar do público, mas expor dificuldades financeiras, por exemplo, coloca a empresa em uma situação de vulnerabilidade frente aos clientes e à concorrência, portanto, minha orientação é: tenha cuidado. Algumas informações devem ficar em posse somente da diretoria da empresa e, se tiver dúvidas, procure a ajuda de um profissional de comunicação e marketing”, orienta. Durante a pandemia, outra situação enfrentada por empresários é em relação a boatos entre o público interno e externo sobre o fechamento das empresas. “Ao identificar que isso está ocorrendo, o ideal é que a direção se posicione o quanto antes e esclareça a real situação de forma clara e objetiva. O ‘fecha ou não fecha’ enfraquece a imagem e causa mais desgaste ao empresário e sua equipe”, finaliza.  

Como as empresas podem ajudar colaboradores endividados?

Engana-se quem pensa que as preocupações com dívidas e controle financeiro se limitam ao ambiente familiar. Dados recentes do The Employer’s Guide to Financial Wellness – EUA mostram que o endividamento dos colaboradores diminui a produtividade em pelo menos 15%. Preocupação gera desmotivação, o que impacta diretamente no desempenho no trabalho e reflete na saúde financeira das empresas. Para promover segurança e evitar prejuízos nos negócios, as empresas podem auxiliar os funcionários na obtenção de crédito, mesmo aqueles que estão negativados ou com restrição. Isso pode ser feito por meio de parceria com a Crefaz, que tem sede em Maringá e oferece crédito consignado para empresas privadas em todo o território nacional. Fundada em 2013, a Crefaz oferece três produtos financeiros, com crédito disponibilizado em até 24 horas: Crédito Produtivo Privado, com parcelas com comprometimento de até 30% da renda mensal e desconto na folha de pagamento; Crédito Pessoal no Boleto, no valor de até R$ 10 mil; e o Crédito com débito na Conta de Energia, no valor de até R$ 1 mil. A instituição financeira realiza convênio com empresas privadas para disponibilizar crédito pré-aprovado para os colaboradores, com taxa de juros menor que a de outros produtos disponíveis no mercado. Além disso, a Crefaz disponibiliza integração com o sistema de folha de pagamento que auxilia na gestão do convênio, de forma personalizada e de acordo com a cultura e a política da empresa. Além do aumento da satisfação e motivação dos funcionários, as empresas conveniadas têm vantagens como gestão online da concessão dos créditos; integração com software de folha de pagamento; repasse mensal das parcelas descontadas em folha por meio de boleto; além de somar com a equipe de RH, que terá mais agilidade, redução de trabalho e mais tempo para desenvolvimento do time. Para os colaboradores, as vantagens do convênio são inúmeras: menores taxas de juros; atendimento para negativados; aprovação rápida; parcelas fixas; facilidade na contratação do crédito, podendo ser presencial, via telefone ou aplicativo (sem a necessidade de deslocamento); contratação de crédito entre 8 e 48 meses; e a comodidade das parcelas serem debitadas em folha de pagamento. A Crefaz fica na avenida Duque de Caxias, 882 - sala 503. O telefone é (44) 3013-9700.

Um espaço de inovação ao alcance dos pequenos negócios

Com acompanhamento de consultores, associados podem investir em melhorias e inovação de processos, produtos e serviços no recém-inaugurado Inovus   Um espaço colaborativo, com ambientes abertos e que estimulam a inovação e a troca de informações. Assim é o Inovus, criado pela ACIM e Sicoob, inaugurado em 17 de agosto para incentivar a inovação entre as micro e pequenas empresas. Na reforma recém-concluída do prédio da entidade o novo espaço recebeu destaque no segundo piso. É lá que os micro e pequenos empresários têm acesso a treinamentos, consultorias e experimentação em metodologias ágeis, inclusive com participação gratuita em algumas atividades. “Queremos incentivar a inovação em produtos, processos e serviços”, comenta o presidente da Associação Comercial, Michel Felippe Soares. Mediante agendamento, as empresas podem desenvolver um Produto Mínimo Viável (MVP) com a ajuda de consultores - o espaço tem a parceria do Sicoob e Sebrae. Para marcar a inauguração do Inovus, foi realizada cerimônia com a participação de diretores da entidade e autoridades como o vice-prefeito Edson Scabora e secretários municipais, todos respeitando o distanciamento social. O evento contou com a palestra do educador e especialista em economia digital Gil Giardelli. Ele destacou que vivemos a era do fisital. “É um mundo cada vez mais híbrido entre o físico e a digitalização. Já há leitor de ondas cerebrais para ajudar nas vendas e para ler sonhos. Neste contexto, sai a sobrevivência e entram as emoções. Existem fraldas que avisam se está na hora de serem trocadas e escovas de dentes que usam inteligência artificial”, citou.   Inteligência artificial O especialista destacou ainda a importância das cidades inteligentes, a exemplo de Dubai, e que unem políticas púbicas, empresários e academias em busca da inovação. Na opinião dele, a sociedade está caminhando para um mundo melhor, e a economia da inteligência artificial trará mais empregos e maiores salários. “De cada emprego fechado pela ruptura digital, abrem-se 2,6 novos. A maioria dos empregos não mudará, serão ressignificados, mas haverá novos trabalhos, como engenheiro de nanorrobôs, arquitetos de novas realidades, terapeuta de empatia artificial e programador de internet das coisas. Antes a gente dividia as pessoas em ciências humanas, exatas e biológicas, e agora precisamos de todas para resolver problemas complexos”, comentou. Para as pequenas empresas, o especialista recomendou “fazer a gestão do presente, do futuro e da inovação. Temos que entregar valores e experiência. É preciso parar algumas horas para pensar o seu negócio e o de seus concorrentes regionais. Isso não é investimento em tecnologia, é investimento em tempo e no porquê fazer isso, porque há tecnologia no mercado, até gratuitas”. A cerimônia e a palestra foram transmitidas pelo Youtube da Unicesumar, TV Unicesumar, TV Futura e Facebook da ACIM. O evento de inauguração teve o patrocínio de Sicoob, Sebrae e Unicesumar.  

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ACIM - ASSOC. COM. E EMPRESARIAL DE MARINGÁ, CNPJ 79.129.532/0001-83, RUA BASÍLIO SALTCHUCK, 388 CEP 87.013-190 CENTRO - MARINGÁ PR