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Micro e pequenas empresas podem se inscrever em certificação do Selo ODS

O Instituto ACIM, em parceria com o Sebrae, está promovendo o Selo ODS 2021, que tem como objetivo certificar micro e pequenas empresas comprometidas com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU). Ainda é possível se inscrever para a turma que inicia na próxima segunda-feira (dia 28).

O investimento do treinamento online para as micro e pequenas empresas era de R$ 1,6 mil. No entanto, a inscrição está com 50% de desconto, já que o Sebrae subsidia R$ 800 de cada empresa. As sessões de treinamento acontecerão em grupos de, no máximo, dez empresas.

Os treinamentos abordarão os seguintes temas: como construir uma estratégia de sustentabilidade; imersão nos ODS; cases de projetos; workshop para construção de projetos e indicadores; mapeamento de práticas e treinamento para certificação.

O Selo ODS tem o objetivo de conscientizar as empresas acerca da responsabilidade socioambiental; formar líderes e multiplicadores de sustentabilidade; melhorar a gestão de projetos socioambientais, mensurando e monitorando práticas sustentáveis; fomentar projetos que cumpram as metas da Agenda 2030 da ONU e incorporar a sustentabilidade no planejamento e na gestão empresarial.

As empresas que são comprometidas com os 17 ODS recebem o Selo Ouro, as que atendem entre oito e 16 objetivos recebem Selo Prata, e as que atendem entre dois e sete ODS recebem Selo Bronze. O selo pode ser utilizado nos materiais de divulgação das empresas certificadas.

A inscrição para a certificação deve ser feita pelo https://www.sebraepr.com.br/loja/produtos/tp_online_curso_gestao_da_sustentabilidade_/122994. Mais informações pelo e-mail gestao@institutoacim.org.br ou WhasApp: (44) 999771376 ou (44) 997399515.

ODS

Os 17 ODS da ONU são: erradicação da pobreza; fome zero e agricultura sustentável; saúde e bem-estar; educação de qualidade; igualdade de gênero; água potável e saneamento; energia limpa e acessível; trabalho decente e crescimento econômico; indústria, inovação e infraestrutura; redução das desigualdades; cidades e comunidades sustentáveis; consumo e produção responsáveis; ação contra a mudança global do clima; vida na água; vida terrestre; paz, justiça e instituições eficazes; e parcerias e meios de implementação.

Obras de ampliação do aeroporto de Maringá estão na fase final

As obras de ampliação da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Regional Silvio Name Júnior, de Maringá - que passará de 2,1 mil metros para 2,380 metros - estão em fase final. O projeto também inclui ampliação de pátios, da Seção Contra Incêndio (SCI) e inserção de pista de taxiamento de aeronaves.

Com a nova estrutura, somada à concessão do Terminal de Cargas (Teca) à empresa mineira Bhzlog, será viabilizado o retorno de operações de cargas internacionais. “Estamos finalizando as obras de ampliação da pista agora, em junho. Nosso projeto prevê a internacionalização de cargas, que já será uma realidade nos próximos meses, resgatando nossa região como polo logístico, formando um grande hub”, destaca o superintendente, Fernando Rezende.

O aeroporto também vai ganhar um terminal de passageiros de aproximadamente oito mil metros quadrados, o dobro do tamanho do atual. “Já estamos com o projeto de ampliação do terminal de passageiros, que está sendo desenvolvido pela Infraero. Esse recurso também será feito por meio da Secretaria de Aviação Civil (SAC) e vai duplicar o tamanho do nosso terminal com a instalação de pontes de embarque, escadas rolantes e mais elevadores. Estamos prevendo ainda a internacionalização de passageiros para os próximos dois anos”, acrescenta.

Além disso, a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) enviará novos equipamentos para a Torre de Controle, avaliados em R$ 10 milhões, que serão instalados até o final do ano; e o ILS, nova estação meteorológica que será implantada no primeiro semestre de 2022, avaliada em R$ 20 milhões. Entre reformas e novos equipamentos, serão investidos cerca de R$ 150 milhões, oriundos do Governo Federal.

De acordo com o presidente do Instituto Mercosul, Aluizio Andreatta, “as reformas no aeroporto vão garantir a retomada das operações de comércio exterior em Maringá, contribuindo para recolocar a cidade no mapa do comércio exterior brasileiro”.

Ao longo de sua história, o aeroporto de Maringá passou por diversas obras e melhorias. Em 2008 foi instalada a Torre de Controle, um dos mais modernos sistemas de controle de tráfego aéreo do Brasil. Em 2010 o aeroporto foi elevado à categoria 7 pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), indicando a capacidade de combate a incêndios de grande porte, e no mesmo ano foi inaugurado o novo pátio, que passou a ter 12 posições de aeronaves. Esses dois fatores tornaram possível a operação de aviões cargueiros no local.

Além disso, em dezembro do ano passado, ocorreu a interdição total do aeródromo por 15 dias para reconstrução do pavimento asfáltico da pista de pouso e decolagem, bem como melhorias que aumentaram o índice de resistência.

ACIM realiza palestra com diretor-presidente da Fundação Butantan

Como está o processo de vacinação da covid no Brasil? E como é a produção do primeiro imunizante brasileiro contra o coronavírus? Quem falará sobre estes assuntos será o diretor-presidente da Fundação Butantan, Rui Curi, na próxima segunda-feira, às 19 horas. A palestra será transmitida pelo canal ACIM Maringá no Youtube e é aberta ao público.

Curi é conhecido pelo trabalho pioneiro com metabolismo de células glutamina imune e controle de funções de leucócitos. Ele foi professor titular do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biomédicas e Bolsista visitante no Departamento de Bioquímica e da Escola de Patologia de Dunn (Oxford), Faculdade de Medicina de Bruxelas (Bélgica), Departamento de Medicina-USUHS e NIH (Bethesda), além de ter sido premiado como Bolsista pela Fundação Simon Guggenheim e Scopus/CAPES por suas realizações científicas.

Segue o link:

https://www.youtube.com/watch?v=-gDOnxXpm3c

Prefeitura de Maringá lança programa com juro zero e aval da Noroeste Garantias

Para incentivar a geração de emprego e renda, a prefeitura lançou, nesta quarta-feira, o programa Maringá Juro Zero que vai conceder crédito para empreendedores locais com taxa de juro zero. Para isso, a prefeitura de Maringá vai subsidiar os juros de quem fizer o pagamento da parcela em dia.
As operações serão avalizadas pela Noroeste Garantias, com crédito concedido pela cooperativa de crédito Cresol. 

Empreendedores informais, ou seja, sem CNPJ, e formais com menos de um ano de atividade poderão ter acesso a até R$ 5 mil. Já os Microempreendedores  Individuais (MEIs), microempresas e empresas de profissionais liberais com cadastro municipal com, no mínimo, um ano de atividade poderão emprestar até R$ 15 mil. 

O crédito deverá ser pago todo dia 10 em até 36 meses - em caso de atraso na parcela, haverá incidência de juro máximo de 0,89% e o benefício será reestabelecido quando a parcela for paga no prazo correto. Não poderão participar do programa empreendedores com operações de crédito em atraso ou inadimplentes.

O Juro Zero foi instituído pela lei 11.222/2020 e tem como parceiros a Noroeste Garantias e a Cresol, que venceram edital para participar da oferta. O programa vai disponibilizar R$ 4 milhões para o pagamento de juros, recursos que vieram da Câmara Municipal como resultado das economias legislativas no ano passado. A estimativa é que o programa possibilite até R$ 30 milhões em crédito.

Os interessados deverão solicitar uma análise em www.maringa.pr.gov.br

Mesa-redonda da ACIM discutirá mercado livre de energia

As empresas que adotam o mercado livre economizaram 34% na conta de energia elétrica em 2019. É o que calcula a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). Por meio desse ambiente são negociadas as condições comerciais como preço, quantidade de energia contratada e período de fornecimento. É um mercado que representa 30% da energia elétrica consumida no Brasil.

O tema será discutido em uma mesa-redonda realizada pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) em 28 de junho, às 19 horas. Com transmissão pelo Facebook e Youtube da ACIM, o evento gratuito terá as participações do diretor-geral da Copel Mercado Livre, Franklin Kelly Miguel, que é doutor em Sistemas de Potência pela USP; e do diretor de operações da Cocamar, Osmar Liberado, que é administrador de empresas e especializado em Gestão Financeira. A Cocamar adota o mercado livre, possuindo seis contratos de compra de energia de vários fornecedores, entre eles com a Copel. A mesa-redonda será mediada pelo pesquisador e especialista na história local, Miguel Fernando.

Para que uma empresa recorra ao mercado livre de energia, é preciso ter demanda superior a 500 KW – a título de comparação, um transformador de rua comum, que abastece várias residências, tem capacidade de 75 kW.

Catuaí disponibiliza loja para campanha do agasalho do Instituto ACIM

Até o final de julho o Instituto ACIM, braço social da Associação Comercial, arrecada agasalhos e cobertores para a população em situação de vulnerabilidade social. São aproximadamente 20 pontos de coleta em diversas empresas de Maringá. Todas as doações serão destinadas ao Provopar.

Um dos pontos de arrecadação é o Catuaí Shopping Maringá, que inovou: em um dos corredores foi montada uma loja vazia com manequins, araras e cabides sem nenhuma peça. A ideia é que a população ajude a preencher os espaços com a solidariedade.

Segundo a presidente do Instituto ACIM, Nádia Felippe, a iniciativa do shopping veio somar forças. "Com os efeitos da pandemia e a proximidade do inverno, sentimos a necessidade de apurar nosso olhar para o próximo e ajudar na necessidade específica de arrecadar os agasalhos e cobertores", diz. Em breve, o Instituto ACIM vai lançar outra campanha, com foco na população idosa.

ACIM realiza hoje palestras gratuitas e online com desembargadores

Dois desembargadores ministrarão palestras imperdíveis nesta segunda-feira (dia 14) a convite da ACIM. Abertas ao público e com transmissão pela internet, as palestras terão início às 19 horas, sendo ministradas por Cassio Colombo Filho e Marcus Aurelio Lopes.

Desembargador aposentado, Colombo Filho vai debater ‘Justiça reconhece morte por covid-19 como acidente de trabalho’. Ele falará sobre a legislação e as implicações às empresas. Atualmente, ele é advogado na Romar, Massoni e Lobo Advogados, além de ser mestre em Direito Constitucional, professor universitário, escritor e palestrante.

Já Lopes debaterá o teletrabalho e os cuidados que as empresas devem ter ao adotar essa modalidade de trabalho. Também mestre e professor universitário, tomou posse como desembargador neste ano.

As palestras serão transmitidas pelo canal ACIM Maringá no Youtube.

Aeroporto de Maringá recebeu mais de 9,5 milhões de passageiros em 20 anos de operação

O Aeroporto Regional de Maringá Silvio Name Júnior, que completou 20 anos, recebeu ao longo de sua história mais de 9,5 milhões de passageiros. Neste período, 4,8 milhões de pessoas embarcaram e mais de 4,7 milhões desembarcaram em solo maringaense.

A expectativa era receber 900 mil passageiros ao longo de 2020, o que representaria acréscimo de 20% em relação a 2019, com aproximadamente 740 mil embarques e desembarques. No entanto, devido à pandemia, o crescimento foi adiado para 2022.

A ampliação da pista de pousos e decolagens e demais melhorias que estão sendo feitas na estrutura do aeroporto contribuirão para a retomada econômica e crescimento no fluxo de voos, explica o superintendente, Fernando Rezende. “No final de 2019 tínhamos grande expectativa de crescimento no volume de passageiros com o retorno da Latam para Maringá, em dezembro de 2019. Tanto que registramos grande aumento no volume de passageiros em dezembro, janeiro e fevereiro de 2020. Nossa expectativa foi adiada em função da pandemia, no entanto, acreditamos que teremos grande crescimento a partir de 2022. Ainda é cedo para falar em números, mas com a ampliação da pista de pouso e melhorias que totalizam mais de R$ 90 milhões, teremos anos de muito crescimento no volume de voos e de passageiros”, detalha. Além disso, por meio de parceria com a Infraero, o aeroporto de Maringá vai ganhar terminal de passageiros de oito mil metros quadrados, o dobro do tamanho do atual.

Para o presidente do Instituto Mercosul, Aluízio Andreatta, "a evolução do número de passageiros no aeroporto demonstra o grande potencial da estrutura, e o cenário é otimista tendo em vista o investimento que está sendo feito e a retomada dos voos de cargas internacionais".

Atualmente as três principais companhias aéreas brasileiras operam no Aeroporto Regional de Maringá: Azul, Gol e Latam.

Pesquisa aponta otimismo no comércio para Dia dos Namorados

Empresários e consumidores estão otimistas com o desempenho do varejo no período que antecede o Dia dos Namorados, com expectativa de aumento nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. É o que aponta pesquisa contratada pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap) que ouviu 500 comerciantes e 1.000 consumidores em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava, Ponta Grossa e Francisco Beltrão. O levantamento demonstrou que a expectativa geral dos comerciantes com as vendas no Dia dos Namorados é superior ao ano anterior para 39% dos entrevistados. Em Maringá, de acordo com o estudo, as vendas devem ser 2,9% maiores que no mesmo período do ano passado. Das seis regiões pesquisadas, Maringá é a segunda com menor expectativa, atrás de Francisco Beltrão, com alta de 1,4%. Já os comerciantes de Cascavel são os mais otimistas, com estimativa de alta de 15,4%. A média, das seis cidades, é de alta de 6,1%. No Paraná, o entusiasmo do empresário em relação à atual situação econômica do Brasil e à situação financeira dos clientes para os próximos seis meses aumentou 10 pontos em relação à pesquisa do Dia das Mães, ficando em 135 pontos, numa escala que vai de 0 a 200, sendo 100 neutro e 200 otimista. Em abril o Índice de Confiança do Comerciante era de 125 pontos, o que significa que os comerciantes continuam preocupados com a situação atual, mas estão mais confiantes.  Consumidor O levantamento junto aos consumidores apontou que os presentes mais citados foram calçados/roupas (34%), perfume/cosméticos (23%), joias (13%), almoço/jantar (19%), chocolates (18%) e flores (16%). Os demais entrevistados mencionaram cestas matinais, acessórios e eletrônicos. A pesquisa mostra que a maioria dos consumidores no estado (80%) pretende comemorar a data em casa. Com margem de erro de 3% para consumidores e 4% para comerciantes, a pesquisa foi realizada pela Datacenso entre os dias 20 e 27 de maio.

O meio ambiente pede licença

Qualquer atividade ou empresa que possa causar impacto ambiental precisa de licença junto a órgãos públicos; processo pode ser agilizado se ‘autolicenciamento’ for aprovado   A engenheira química Isabela Menegassi começou a desenvolver cosméticos por prazer, para uso individual, os amigos ficaram sabendo, começaram a comprar e a disseminar os produtos, entre sabonetes, hidratantes, xampu e condicionador. Com a ampliação do portfólio e a possibilidade de expandir o público veio a necessidade de regularizar a produção. “Muitas pessoas pediam para colocar os produtos em suas lojas, mas tínhamos que nos regularizar, termos todas as licenças. Chegou um momento em que não víamos outro caminho para crescer que não fosse ter uma empresa”, conta a proprietária da Tropicália Cosméticos Naturais. Como a obtenção de licenças leva alguns meses, Isabela teve de terceirizar a produção para continuar no mercado. “Antes da regularização, tínhamos 21 produtos, mas como a licença é individual, atualmente temos seis licenciados e regularizados junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, explica. O sonho é voltar a ter produção própria, mas como o investimento é grande e leva tempo, a empresa segue só com a distribuição e com a parte de inovação até recuperar o fôlego. “Para regularizar um produto leva-se, em média, três meses. Não podíamos ficar parados. Para regularizar nosso espaço foram mais quatro meses, então, precisamos deste tempo para nos organizar e, quem sabe, num futuro próximo, termos nossa própria indústria, regularizada e com todas as licenças necessárias”.   Desburocratização de processos A legislação diz que qualquer empresa que possa impactar negativamente a natureza ou a população precisa de licenças ambientais e junto à Anvisa, com regras e deveres a serem cumpridos. Para o vice-presidente para assuntos de meio ambiente da ACIM, Marcelo Felix Frade, que é consultor no assunto e proprietário da Ingá Ecológica, a busca pelo licenciamento é primordial. “Ele é necessário para o crescimento consciente e seguro tanto para o empreendedor quanto para a sociedade e o meio ambiente. O licenciamento é uma forma do poder público defender e preservar o meio ambiente, minimizando os impactos ambientais, e os órgãos licenciados dão o caminho para que isso ocorra”. O grande esforço, atualmente, é desburocratizar o processo na busca pelas licenças e regularizações. “É inviável para um pequeno empresário, que está no início, ficar quatro meses ou mais aguardando uma licença. Tem licença que demora mais de um ano para sair”. Para agilizar o processo, há uma discussão no Senado Federal: em maio um projeto de lei que altera procedimentos para o licenciamento ambiental no país foi aprovado pela Câmara e começou a ser analisado pelo Senado. O objetivo é simplificar e agilizar processos. “Sou favorável a essas mudanças. A demora acaba penalizando o empreendedor que está aguardando para iniciar um negócio. No entanto, o projeto deve ser amplamente discutido”. Frade detalha que está sendo proposto um novo modelo, o de Licenciamento por Adesão e Compromisso (LAC), uma espécie de autolicenciamento. O empreendedor emite via internet a licença, comprometendo-se a cumprir a legislação ambiental. “Em São Paulo esse tipo de modalidade existe para empreendimentos de baixo impacto. No Paraná foi instituído pela Resolução do Conselho Estadual de Meio Ambiente nº 107, de 2020, mas ainda deve ser incluído no Sistema de Gestão Ambiental (SGA) do estado para que a solicitação possa ser feita”.   Conformidade gera benefícios Obter uma licença, mais do que trabalhar com segurança, é demonstrar ao consumidor o compromisso com o meio em que está operando. Obrigações seguidas à risca conferem valor ao produto desenvolvido. Para a consultora do Sebrae/PR, Rosineide Pereira, a formalização e o registro geram oportunidade e ganhos para o negócio. “Estar em conformidade com as leis federais, estaduais e municipais geram mais parcerias, acesso a linhas de crédito, oportunidade de exportação e também de receber subsídios do governo”. A informalidade, segundo a consultora, é um risco que pode gerar transtornos. “Muitas vezes até por desconhecimento, micro e pequenas empresas acabam negligenciando a normalização em seus empreendimentos. Isso pode gerar prejuízos ou até colocar o funcionamento em risco”, ressalta Rosineide. O descumprimento também impede a competitividade e a busca pela excelência, impedindo a certificação ou a atribuição de selos de qualidade. “E isso não depende do tamanho do empreendimento, seja no setor industrial, de comércio ou de serviços. O cumprimento das normas torna as rotinas das empresas mais seguras, estabelece condições para competição, facilita a implementação de tecnologias, estimula a inovação, entre outros benefícios. Além de se tornar referencial para o mercado, tornam-se mais competitivas e fortes”, defende.   Passo a passo Para quem precisa ou quer se regularizar, o caminho é, inicialmente, se informar sobre qual o órgão ambiental deve pedir a licença: Secretaria Municipal de Meio Ambiente ou o Instituto Água e Terra (IAT) - antigo IAP. “Em seguida é necessário solicitar ao município uma carta de anuência de uso e ocupação do solo, ou seja, informar que a atividade está de acordo com o plano diretor da localidade. Tendo isso em mãos, começa-se o processo”, explica Felix. Outra dica do consultor é fazer uma visita à Secretaria de Meio Ambiente ou IAT para coletar informações e avaliar se será preciso a contratação de um profissional para realizar o processo de licenciamento. O custo desse processo é variável. Para o IAT a taxa leva em consideração a área ocupada, número de colaboradores, fase da licença e investimento. O próprio sistema calcular o valor, conforme as informações preenchidas.   Novo local Há 12 anos funcionando em Maringá, a Alfazema Manipulação passou recentemente por mais um processo de obtenção de licenças e regularização por conta da mudança de endereço. Uma nova licença foi necessária e o processo foi o mesmo. “Precisamos da aprovação do projeto arquitetônico, no papel. Quando aprovado pela Vigilância Sanitária local, enviamos o memorial descritivo que passou por análise, para daí iniciarmos a obra”, conta a farmacêutica Fernanda Biava Vera, proprietária da empresa. Com a obra concluída foi preciso uma nova vistoria para a obtenção do alvará sanitária como farmácia de manipulação. Com dez funcionários, a empresa atua na manipulação de fórmulas, medicamentos fitoterápicos para a saúde e para a beleza. Também trabalha com a revenda de produtos. Fernanda acrescenta que dependendo do produto manipulado é necessária uma licença específica. “Para hormônio de uso oral ou antibiótico, por exemplo, será preciso uma autorização diferente”. São controles de qualidade rígidos, mas necessários para manter a qualidade dos produtos. “Periodicamente enviamos nossos produtos para um laboratório de controle de qualidade, em Curitiba, e precisamos manter tudo isso documentado. Temos um farmacêutico full time, pois algumas entregas só podem ser feitas por ele. Também temos uma empresa específica que faz a coleta dos resíduos (produtos vencidos, fórmulas não-retiradas) para garantir a destinação correta”. O meio ambiente agradece.   Etapas para o licenciamento ambiental na abertura de empresa: Licença Prévia (LP): Necessária na fase de planejamento. Analisa a viabilidade ambiental da localização do empreendimento e traz condicionantes que devem ser atendidas para a próxima fase. Licença de Instalação (LI): Autoriza o início da implantação (construção) do empreendimento conforme as especificações dos projetos aprovados na fase anterior, trazendo em suas condicionantes parâmetros, procedimentos e ações que devem ser seguidos e podem ser submetidos à fiscalização ambiental e necessários para que a próxima etapa do licenciamento ambiental seja alcançada. Licença de Operação (LO): Aprova o funcionamento do empreendimento, após a verificação do cumprimento de todas as condicionantes ambientais estabelecidas nas etapas anteriores, e determina novas medidas de controle ambiental e normas estabelecidas que devem ser atendidas durante sua operação.   Quem precisa de Licenciamento Ambiental? Todo empreendimento ou atividade que pode causar impacto ambiental. O tipo de licença vai depender do porte, potencial poluidor, risco ambiental e natureza da atividade.

ESG pelo bem dos negócios e da sociedade

Potencializar os impactos positivos das empresas e minimizar os negativos são objetivos das práticas abarcadas pela sigla e já adotados por empresas locais   Atividades e práticas nas áreas ambiental, social e governança, o ESG (Environmental, Social and Governance), ou ASG (Ambiental, Social e Governança), vem se popularizando. Uma das explicações é a crescente preocupação dos consumidores com a responsabilidade socioambiental das empresas. Em 2019, pesquisa realizada pela agência norte-americana Union + Webster e divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) mostrou que 87% dos brasileiros preferem comprar de empresas sustentáveis e 70% se disseram dispostos a pagar um pouco mais por isso. O mundo dos investimentos também ajuda a explicar essa tendência. De acordo com o relatório sobre ESG da XP Investimentos, realizado em 2020 e atualizado em fevereiro deste ano, no mundo US$ 30 trilhões estão sob gestão de fundos que adotam estratégias sustentáveis. A fundadora e diretora da consultoria Geração Social, Carolina Braz Pimentel, diz que o termo ESG foi usado pela primeira vez em 2004 pelo Pacto Global e Banco Mundial num convite a instituições financeiras e investidores para refletir sobre a necessidade de incluir no mercado de capitais os fatores abarcados pela sigla. A explicação pode fazer parecer que o tema interesse a grandes corporações apenas, mas o ESG pode ser incorporado pelas micro, pequenas e médias empresas. Na prática trata-se de avaliar os impactos da atividade do negócio e trabalhar para potencializar os positivos, minimizar ou até erradicar os negativos. O caminho para a implantação passa por identificar e buscar compreender as expectativas e interesses de colaboradores, clientes, fornecedores e outros públicos afetados pelo negócio, que pode traçar as próprias estratégias para gerir os impactos na sociedade. “É importante também o alinhamento com os princípios do Pacto Global e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).” Agente de transformação na Geração Social, Nadheska Rodrigues explica que no eixo ambiental é preciso conhecer os impactos da operação, uso de recursos naturais, mapear a rede de suprimentos para rastrear impactos, possuir ações e metas para reduzi-los. No eixo social deve haver preocupação com políticas e relações de trabalho, de igualdade racial, promoção da igualdade de gênero, ações antidiscriminação, proteção de informação e dados. Com relação à governança, a organização deve ter código de ética e de conduta e disponibilizá-lo aos interessados, práticas antissuborno e anticorrupção, conselhos administrativo, consultivo e de ética, políticas e canais de denúncia amplamente divulgados, práticas antirretaliação. Utilizar a voz da empresa para gerar conscientização atravessa os três eixos. Para Nadheska, só existem desvantagens na implementação do ESG se a empresa praticar “maquiagem verde”, que é quando há a divulgação de ações que não ocorrem de fato ou quando a organização se utiliza da responsabilidade social para encobrir práticas nocivas. “Possuir práticas de ESG representa diferencial e gera credibilidade. Para quem está crescendo ou planeja ter uma empresa perene e sustentável, apostar em práticas ESG é fundamental não só para atrair investidores, mas para manter consumidores e talentos”, comenta.   Desde a fundação Na Cresol, as práticas do ESG vêm sendo adotadas desde o início das atividades, há 26 anos. Segundo o diretor-superintendente Anderson Wolff, se a instituição avançou em média 46% em seus ativos em 2020, há influência das ações do ESG. Atualmente os programas e práticas empregados na Cresol atingem mais de 620 mil cooperados e de 5 mil colaboradores, distribuídos em 17 estados, seja pela formação e treinamento ou pelo modelo agregador de renda. No âmbito social o contato com os colaboradores e cooperados é humanizado. “Engajamos os colaboradores para que tenham o ‘olhar do dono’ e respeito pelas pessoas. Seguimos todas as formas de diversidade, oportunizando trabalho para todos os gêneros e raças, bem como para PCDs”, diz Wolff. Ainda sobre o eixo social, entre as ações estão as de educação financeira que só em 2020 impactaram 10,4 milhões de pessoas. No aspecto da governança, os órgãos são compostos por conselhos de administração e fiscal, bem como diretoria executiva, além de estruturas de auditorias interna e externa. Os conselhos são formados por cooperados eleitos em assembleias. “Foram R$ 16,8 milhões creditados como juros ao capital social e temos mais de 3 mil empreendimentos urbanos e rurais acompanhados por nossos programas de desenvolvimento”, complementa Wolff sobre as ações de governança. A preocupação com o meio ambiente, outro pilar do ESG, também mobilizou ações. Em 2020, foram oito mil voluntários envolvidos em ações socioambientais. Wolff acrescenta que a Cresol promoveu linhas de crédito para os investimentos em projetos de energias renováveis e, associada à Paraná Energias, adquiriu energias de fontes renováveis para as agências diretamente dos produtores que tiveram seus projetos financiados pela cooperativa. O diretor diz que a ESG tem atraído investidores mais preocupados com o socioambiental, mas também vem mudando os investimentos da cooperativa: a instituição está empregando na primeira agência de Maringá a certificação HBC (Healthy Building Certificate). De acordo com ele, será a primeira cooperativa do país a ter a certificação relacionada à preservação ambiental, seja por meio de reúso de água ou utilização de energia renovável, e à preocupação com a qualidade do ar, quantidade de emissões sonoras e dos materiais utilizados nos ambientes da cooperativa. “Chega ao nível de medir a radiação emitida pelas pedras utilizadas em nossas construções, tipo e cores de tintas, presença de exaustores para cada impressora e filtros de água, além de outros itens verificados para se obter a certificação”, detalha.   Inclusão nas estratégias Os temas inerentes ao ESG fazem parte, segundo o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Metropolitano, Luiz Ajita, do DNA da cooperativa. “A sustentabilidade, a governança cooperativa, a gestão ética, os aspectos culturais, sociais, ambientais e econômicos são trabalhados fortemente em nosso dia a dia, pois acreditamos que por meio deles garantiremos a perenidade”, diz. Desde a fundação da cooperativa, em 1999, práticas ESG são realizadas e aprimoradas conforme a evolução regulatória, a mudança comportamental das pessoas e a necessidade de adotar uma postura mais consciente como empresa. O presidente explica que a responsabilidade socioambiental é considerada na definição das estratégias, negócios e operações e existem indicadores de avaliação definidos e com acompanhamento mensal. O tema impacta 679 colaboradores e seus familiares. Já na comunidade, só em 2020, mais de 100 mil pessoas foram alcançadas com projetos e ações sociais. “Além disso, mais de 123 mil cooperados são beneficiados com a nossa maneira de ser e atuar. Se levarmos em consideração que cada cooperado impacta pelo menos mais três pessoas de seu convívio, como amigos e familiares, esse número é infinitamente maior”, ressalta Ajita. Dentre as iniciativas ambientais, sociais e de governança, Ajita destaca: programa de coleta de pilhas e baterias para descarte adequado; redução da quantidade de impressões de documentos e adesão à assinatura eletrônica; campanhas internas sobre a importância de preservar recursos naturais; economia de água, energia e outros; programas de educação financeira e ambiental; formação de líderes cooperativistas; políticas, manuais, códigos de ética e conduta e normativos internos que garantem a eficiência, ética, integridade, segurança e perenidade da cooperativa, entre outras. Sobre os resultados das ações, por exemplo, um programa  formou mais de mil professores, que divulgaram a cultura cooperativista para crianças; instalação de placas fotovoltaicas em seis agências e mais de 1.700 financiamentos de energia fotovoltaica; pelo Instituto Great Place To Work, atualmente, é umas das melhores empresas para trabalhar na América Latina, Brasil e Paraná. “Os cooperados enxergam o valor em nossa marca, principalmente o público jovem. Acreditamos que os esforços não são apenas para cumprir normas ou exigências do mercado. Praticar o ESG fortalece a imagem, atrai pessoas alinhadas com nossa filosofia e, consequentemente, crescemos de maneira consistente, segura e desenvolvendo o ecossistema em que estamos inseridos”, acrescenta Ajita.

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