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Carta aberta ACIM

26 de fevereiro de 2021

A Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) manifesta preocupação em relação ao decreto nesta sexta-feira em todo o Paraná.

1.    Compreendemos a grave situação que enfrentamos e a necessidade de serem adotadas medidas emergenciais

2.    O setor produtivo tem feito sua parte, investindo em medidas de distanciamento e prevenção, trabalhando de forma responsável e segura

3.    A suspensão do funcionamento de parte da atividade produtiva comprometerá seriamente os empregos e a renda, ainda mais após o período de dificuldade financeira enfrentada pelas empresas justamente devido à pandemia

4.    No entanto entendemos que: 
a)    É preciso aumentar a fiscalização
b)    Ampliar o número de leitos hospitalares e
c)    Intensificar a realização de testes para que, assim, os setores que trabalham de forma responsável não sejam penalizados, impactando empresas e colaboradores.

ACIM - Associação Comercial e Empresarial de Maringá

Decreto N° 546

Decreto N°546 
Atenção ao novo decreto publicado ontem (22) pela Prefeitura de Maringá. As medidas entram em vigor a partir de quarta, 24 e seguem até dia 07 de março.

  • Toque de recolher: 21h à 5h;
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  • Serviços de Delivery: até 22h;
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  • Multa de R$ 1 mil em caso de descumprimento;
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  • Suspensas as aulas presenciais em instituições de ensino públicas e privadas;
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  • Multa de R$ 1 mil para quem não usar máscara em locais públicos e particulares de uso comum (clubes, associações, condomínios etc);
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  • Multa de R$ 4 mil para estabelecimentos comerciais, clubes, associações, condomínios e similares que permitirem pessoas sem máscaras em seu interior;
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  • Atividades comerciais de rua, galerias e centros comerciais: 
    Segunda a sexta: das 8h às 18h
    Sábado: 9h às 13h
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  • Prestadores de serviço: 
    Segunda a Sábado: das 8h às 18h
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  • Shoppings centers (inclusive praça de alimentação):
    Segunda a Sábado: das 10h às 20h
    Domingos: 14h às 20h
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  • Praças de alimentação atenderão 50% da capacidade e manterão distância de 1,5 metros entre mesas;
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  • Padarias: Todos os dias: das 6h às 20h;
  • Bares, restaurantes, lanchonetes, carrinhos de cachorro quente, tabacarias, disk cerveja, food trucks e afins: Segunda a Domingo: das 6h às 20h;
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  • Não é permitida colocação de mesas, cadeiras, banquetas e similares nas calçadas de todos os estabelecimentos citados acima;
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  • Não será permitida a realização de eventos, festas, confraternizações, churrascos e afins. Com exceção para pessoas do mesmo núcleo familiar, com no máximo 10 pessoas;
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  • Não está autorizada utilização de churrasqueiras e salões de festas de condomínios, clubes sociais e associações;
  •  
  • Academias de ginástica, escola de natação, pilates, lutas, dança, crossfit e assemelhados;
  • Segunda a Sexta: 6h às 20h
  • Sábados: 6h às 12h
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  • Aulas coletivas com no máximo 4 pessoas;
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  • Não estão autorizadas atividades esportivas coletivas (futebol, futsal, vôlei, basquete, handebol, futevôlei, vôlei de areia, beach tennis, etc.);
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  • Práticas de tênis poderão ocorrer com apenas 2 pessoas
    Cerimônias em templos religiosos: Segunda a Domingo: até 20h30; Máximo de 30% da capacidade local de público;

O documento oficial, você confere no site ou nas redes sociais da Prefeitura.

Fonte: Prefeitura de Maringá

Fomento Paraná oferece linha de crédito para empresas de turismo

Bares, restaurantes, hotéis, pousadas e empresas de infraestrutura para eventos podem acessar uma linha de crédito disponibilizada pela Fomento Paraná. A linha Fomento Turismo tem o objetivo de ajudar o setor e seus subsetores a superar os impactos negativos causados pela pandemia do novo coronavírus.  

A linha de crédito funciona com repasse de recursos do Fundo Geral do Turismo (FUNGETUR) destinada a financiar a implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos turísticos, além de capital de giro associado ou puro, no limite de R$ 2 milhões, com taxa de juros de 0,57% ao mês. Já o prazo de pagamento varia de 12 a 60 meses.

Podem solicitar crédito pessoas jurídicas de direito privado, preferencialmente micro, pequenas e médias empresas, sediadas no Paraná, legalmente constituídas e estabelecidas no setor turístico. Para fazer o pedido, o empresário deve procurar o correspondente da Fomento, que fica no prédio da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), e auxiliará no processo de acesso ao crédito. Mais informações pelo telefone (44) 99999-3415.

ACIM receberá professora doutora Nise Yamaguchi no sábado

Reconhecida por sua contribuição a estudos de câncer no pulmão e outros tipos de câncer, a professora doutora e médica Nise Yamaguchi visitará a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) neste sábado, a partir das 9 horas. Depois, às 10 horas, ela ministrará palestra transmitida online para os conselheiros da entidade sobre ‘resiliência e superação em tempos de Covid-19’.
Nise tem mestrado em Imunologia e doutorado em Pneumologia, pela Universidade de São Paulo, integrou o Comitê para Assuntos Internacionais da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), foi diretora científica da Sociedade Brasileira de Cancerologia, representante do Gabinete do Ministro da Saúde para o Estado de São Paulo, presidente e cofundadora da Associação Brasileira de Cuidados Paliativos. Atualmente é membro da Diretoria de Projetos da Comissão Europeia para o Desenvolvimento das Capacidades de Países de Baixa e Média Renda, no Instituto Internacional de Prevenção e Pesquisa (iPRI – International Prevention and Research Institute), e membro da força-tarefa em Imunologia de Tumores da Sociedade Americana de Pesquisa do Câncer (American Association for Cancer Research – AACR).

Maringá lidera ranking de melhores cidades para viver

Maringá lidera o Índice de Desafios da Gestão Municipal, que avalia as cem maiores cidades brasileiras para viver. É a terceira vez que a Cidade Canção ocupa a primeira posição – as outras foram em 2017 e 2018. O levantamento da consultoria Macroplan leva em consideração 15 indicadores de educação, saúde, segurança e saneamento básico. Reportagem da Exame, que trouxe o estudo, mostra que na última década Maringá melhorou sua posição em saneamento e sustentabilidade, área em que saiu do sétimo lugar para o terceiro entre 2009 e 2019. Nos últimos cinco anos foram investidos R$ 50 milhões em melhorias no sistema de água e esgoto, que atende 100% da população. Os cem maiores municípios brasileiros concentram quase 83 milhões de habitantes, o que representa 40% da população brasileira, e 53% dos empregos formais.

ACIM e lideranças se reúnem com chefe da Casa Civil do Paraná

A convite da prefeitura de Maringá, representantes da ACIM e de entidades de classe se reuniram com o chefe da Casa Civil do Paraná, Guto Silva, nesta sexta-feira na prefeitura. O presidente da Associação Comercial, Michel Felippe, destacou a importância do aumento do efetivo da polícia militar e de delegados da polícia civil. Ele também ressaltou a necessidade da duplicação de 20 quilômetros entre Maringá e Iguaraçu, cujo anteprojeto foi custeado pela iniciativa privada, além de ter reforçado a importância da instalação da indústria de remédios do Tecpar em Maringá e de incentivos fiscais para empresas tecnológicas. Ao final da explanação, Michel Felippe entregou um documento ratificando as reivindicações já protocoladas junto ao governo do estado.
Guto Silva destacou que está sendo elaborado novo projeto do trevo do Catuaí Shopping, cujos recursos para a obra estão garantidos. Disse que os recursos de R$ 280 milhões para a duplicação da rodovia que liga Maringá e Iguaraçu também estão garantidos e reconheceu que há um desfavorecimento em relação aos investimentos na segurança pública de Maringá e que serão estudadas medidas que poderão ser adotadas pelo governo do estado. O chefe da Casa Civil anunciou ainda que Maringá fará parte do projeto de lei que prevê benefícios para cidades paranaenses atraírem investimentos.
Sobre o pedágio, cujos contratos de concessão vencerão neste ano, Guto Silva destacou que no modelo proposto pelo governo do Paraná, as praças terão redução de no mínimo 40% na tarifa, mas será necessário construir novas praças em rodovias estaduais. 
Participaram da reunião o prefeito Ulisses Maia, os deputados federais Enio Verri e Ricardo Barros, o deputado estadual Delegado Jacovós e representantes da Câmara Municipal. Guto Silva cumpriu uma agenda de dois dias em Maringá, participando de reuniões setoriais. Ulisses Maia destacou o trabalho da prefeitura para tornar a economia local mais digital e adiantou que Maringá ocupa a primeira posição no Brasil de sustentabilidade e responsabilidade fiscal – a informação será divulgada nos próximos dias pela revista Exame.

Agenda da ACIM tem 15 cursos em fevereiro

Redes sociais, design, liderança e gestão da qualidade são alguns dos temas dos cursos que a Escola de Negócios da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) realizará neste mês. A agenda começará no dia 6, com ‘Marketing digital para profissionais da saúde’, totalizando 15 capacitações nas modalidades online e presencial, todas ministradas por especialistas com experiência de mercado. O valor é a partir de R$ 69. A Escola de Negócios oferece cursos relevantes para empresários, executivos e profissionais de cargos operacionais e gerenciais. No caso de cursos presenciais são respeitadas as medidas de distanciamento social e é obrigatório o uso de máscara pelos participantes e instrutor. Para mais informações e inscrições o telefone é (44) 99999-2496 e o site é www.escoladenegocios.acim.com.br Curso Data Modalidade Marketing digital para profissionais da saúde 6/02 Presencial Workshop: Instagram como ferramenta de vendas 9/02 Presencial Intensivo em Gestão Financeira 9 a 11/02 Presencial Como encontrar, desenvolver e reter talentos 12/02 Presencial Growth Hacking: Gestão digital como motor de crescimento do seu negócio 22/02 Presencial Departamento pessoal completo 22/02 a 4/03 Presencial Store Design 22 e 23/02 Online Gestão da Qualidade 22 a 26/02 Presencial Estratégias de desoneração da folha 23 e 24 Presencial Copy writting 24e 25/02 Online Inglês para negócios 24 a 26/02 Presencial Linkedin para negócios 25 e 26/02 Presencial Novas modalidades de recebimento 25 Presencial Competências em lideranças 26 e 27 Presencial Workshop: edição de fotos e vídeos pelo celular 27 Presencial

A vida não está no amanhã ou no ontem

Desde o início da pandemia, parte da população vive em compasso pela vida pós-Covid. Outros, saudosistas, vivem apegados ao tempo em que as máscaras não eram obrigatórias e os abraços e apertos de mãos eram bem-vindos. Seja para quem ‘vive’ no futuro ou no passado, o jornalista e professor universitário Clóvis de Barros Filho faz uma alerta: o tempo é irrecuperável e a vida é agora. 
“A vida tem valor suficiente para não se deixar substituir por outra. O que foi vivido em 2020 foi vivido, não há o que falar em recuperação em nenhum aspecto. Se tentar fazer de novo o que fez em 2020, vai colocar o ano seguinte no lugar do ano anterior e deixará de viver novamente”, pontua Barros.
Especialista em ética e autor de vários livros, o jornalista acredita que a pandemia deixará lições importantes à humanidade, apesar do sofrimento imposto pelas vidas perdidas. Em entrevista à Revista ACIM, ele também falou sobre felicidade e capacidade de reinvenção:

O senhor acredita que 2020 trouxe lições importantes à humanidade?
Toda vez que enfrentamos alguma dificuldade, e ela não nos destrói, nos tornamos mais fortes porque desenvolvemos novas competências e habilidades. Nesta situação de pandemia, aqueles que não sucumbiram e não perderam entes queridos, tiveram a possibilidade de enfrentamento e desenvolvimento de competências que os tornaram melhores, mais capacitados para enfrentar as adversidades e mais resistentes ao mundo. Dei aula na universidade por 30 anos e trabalhei como palestrante por 15 anos, sempre com pessoas à minha frente. O ano que passou me ensinou a falar para um buraquinho de computador e, por isso, hoje tenho uma competência a mais. Continuo sabendo falar quando as pessoas estão à minha frente, mas consigo me comunicar sem vê-las. Houve um ganho. Só que os ganhos costumam vir às custas de sofrimento, esforço, erro e fracasso.

Em tempos de pandemia e isolamento social, há espaço para o otimismo?
Otimismo reúne duas palavras: ótimo e ismo. O tal ismo indica que o que vem antes dele é o que tem maior valor. Por exemplo: liberalismo é uma convicção compartilhada de que a liberdade é o que há de mais importante, não pode ser preterida nunca. No caso de socialismo, a sociedade está acima dos outros valores. Então, otimismo é uma convicção de que a vida será ótima e isto está acima de tudo. Diria que é possível ficar só com a primeira parte e deixar o ismo de lado. Sabemos que a vida não é sempre ótima. Decepção, frustração, fracasso e derrota fazem parte. Por isso, devemos apostar no aperfeiçoamento de competências no sentido de dar à nossa vida a maior contribuição possível. Apostaria numa espécie de perfeccionismo, não no sentido de perfeição, mas de aperfeiçoamento. Entretanto, otimismo também envolve o acaso, a sorte, entre outras coisas que não controlamos. Por isso, fico com a parte do otimismo que depende de mim e refuto a que não depende, porque esta costuma dar errado ou ao menos dá errado frequentemente. Seria ingenuidade ignorar a capacidade que o mundo tem de nos agredir, nos entristecer, nos matar.

Ser otimista é um diferencial tanto na vida pessoal como na profissional?
É um diferencial porque a maioria não pensa assim. A maioria aposta na comodidade, na possibilidade de fazer o que sabe, mantendo níveis de mediocridade no sentido de médio e suficiente para ser aprovado ou manter o emprego. Há mentalidades arraigadas de alunos que estudam o mínimo para passar. E depois, costumam ser os mesmos que trabalham o mínimo para conservar seus empregos. Por isso, apostar em si e na possibilidade de buscar excelência, de fazer o amanhã melhor do que hoje, é um diferencial poderosíssimo que costuma ser apreciado.


É exagero dizer que as pessoas estão negligenciando o presente e vivendo de saudosismo ou à espera do retorno da normalidade?
Neste tempo de pandemia o discurso oficial é de que enquanto tudo isso não passar estamos em compasso de espera, como se fosse um aperitivo ou uma sala de espera. O problema de pensar assim é que a vida não está no amanhã nem no ontem. Quando se apequena a vida do agora em nome do ontem ou do amanhã, evidentemente deixa-se de viver ou vive-se mal. A aposta na imediaticidade do presente com seus valores é a única chance que temos de continuar vivendo bem. Se for esperar situações ideais, é possível que não se viva bem nunca mais, porque quando acabar a Covid virão outras coisas. Há crises econômicas, crises internacionais, guerras, problemas de mercado, de desemprego, quer dizer, não dá para esperar um mundo paradisíaco para que a vida seja plena porque ela não será nunca.

O caminho para a felicidade passa pela ética e pela solidariedade?
Se imaginarmos que a ética é a arte da convivência justa, uma busca conjunta ou prejudicial a uma das partes, diria que sim. Mas iria além. Se a ética implicar um desagrado pessoal, e isto costuma acontecer, ela deve prevalecer mesmo trazendo tristeza momentânea e episódica. A ética não é feliz para todos o tempo inteiro, já que pressupõe uma equação com múltiplas variáveis, e a sua felicidade é só uma delas. É possível que a ética traga revolta, tristeza e fracasso, porque para conseguir o que você queria, talvez fosse necessário agir de maneira canalha, e é isso que a sociedade não deve tolerar. Quanto à solidariedade, as pessoas costumam se enganar sobre este conceito. O primeiro passo é entender que a solidariedade nada tem a ver com generosidade. A solidariedade é um acordo de pretensões ou poderíamos dizer que é uma orquestração racional dos egoísmos individuais. No caso da generosidade, abre-se mão do que se tem em nome do outro, porque quando um ganha, o outro perde. A solidariedade é mais frequente do que a generosidade, porque nem todo mundo está disposto a abrir mão do que é seu em nome do outro. Um exemplo clássico de solidariedade é o mercado. Se entro numa livraria, dou uma nota de R$ 50 e compro um livro, o que isso quer dizer? Diz que para mim o livro vale mais do que os R$ 50, caso contrário, ficaria com a nota. Se o livreiro me dá o livro e fica com a nota é porque os R$ 50 valem mais do que o livro para ele. Neste gesto consegui o que queria e ele conseguiu o que queria. Temos aí um momento de solidariedade numa operação orquestrada e racional. Generosidade haveria se ele me desse o livro e não cobrasse, ou se eu desse os R$ 50 e não levasse nada. Então, de fato, a felicidade depende da solidariedade, porque quando operamos com mais gente, temos mais chance de conseguir o que queremos.

A pandemia exigiu que profissionais e empresas se reinventassem rapidamente. O que separa quem teve sucesso de quem não teve?
As novas condições materiais de vida tornaram certos ofícios, serviços e produtos mais necessários do que outros. O sucesso dependeu muito de variáveis que transcenderam o profissional. Veja o meu caso, um palestrante que viveu boa parte da vida dando palestras em auditório e de repente ficou sem auditório. A partir do momento que faço palestra online, o trabalho é outro, as características são outras. Muito do trabalho de comunicação corporal foi amputado neste novo modelo. Desapareceu um profissional para surgir outro. Alguns, dependendo do ofício, tiveram a sorte do mundo precisar deles, outros não. Um comissário de bordo, por exemplo, num mundo em que não se anda de avião, perde espaço. O outro cenário, e neste depende parcialmente do profissional, é a capacidade de adaptação às novas condições e possibilidades do exercício da atividade. Foi o que fiz. Mas existem certos ofícios que foram severamente punidos pelas novas condições de vida, e isso vai além do mérito, da boa vontade e do esforço de cada um.

As pessoas estão lidando melhor com o medo e a ansiedade?
O que está acontecendo é menos prudência. No começo estava todo mundo quieto em casa. Agora, enfadadas e aborrecidas, as pessoas resolveram se arriscar mais. Só que sair para o bar ou para festejar não é lidar melhor com a ansiedade. Isso dá mostras de alienação e até de desvios psicológicos e psíquicos agudos. Estar em casa quieto e um pouco angustiado é uma coisa. Sair para o mundo e colocar sua vida e a dos outros em risco não pode ser entendido como solução para a ansiedade. Existem certos medos que são necessários, a menos que você não queira continuar vivendo.

É possível dimensionar como será a vida pós-pandemia?
Em um primeiro momento haverá mais respeito pelo dinheiro e pelas condições materiais. Grandes eventos corporativos, com a contratação de palestrantes a peso de ouro para ir a Cancún com toda a empresa, não devem mais acontecer com ou sem pandemia. Isso representa ganho econômico para a empresa que não terá mais que pagar avião e hotel. Naturalmente é péssimo para as companhias áreas, agências de eventos, fabricantes de brindes, hotéis e espaços para eventos. Todos devem ser um pouco mais prudentes com seus gastos ou ao menos diminuir o gasto desmensurado.

E como deve ser a educação?
Não se pode dizer: ‘este ano está perdido, recupero lá na frente’. Nem na educação nem nas empresas, no trabalho ou em lugar algum isso é possível. É preciso respeitar a vida e o tempo em que ela acontece. Talvez a pandemia tenha nos ensinado que os nossos educandos precisam saber trigonometria, álgebra, história, mas também precisam que a escola lhes forneça condições de pensar sobre a vida, coisa que ela nunca fez. Quando um ente querido está morrendo de Covid no hospital é pouco necessário saber que sen²(θ) é igual a 1 (trigonometria). É muito necessário saber pensar sobre a vida e sua finitude, sobre seus valores, porque isso trará consolo, força e resistência. É hora da educação se debruçar sobre os valores de vida.

 

Com trabalho ativo do Sinepe, escolas particulares retomam aulas presenciais

Estudantes aprenderam equação, ciência e um monte de outros conteúdos por meio de aulas remotas. Do outro lado, professores trabalharam de forma ininterrupta para preparar conteúdos e ministrar aulas online, e instituições fizeram grandes investimentos para ofertar ensino remoto. Foi um período de muito trabalho para garantir aulas síncronas e uma educação de qualidade. Mas faltava o ambiente escolar, tão importante para a convivência dos estudantes e para otimizar o conhecimento. Com o aval de médicos e pesquisas, um novo cenário se vislumbra com a autorização, por meio de decreto do governo do Paraná, da prefeitura de Maringá e de municípios da região, para o retorno das aulas presenciais, no início de fevereiro. Isso foi possível após um longo trabalho das escolas privadas e do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Noroeste do Paraná (Sinepe/NOPR).  A entidade discutiu e se reuniu com autoridades públicas para mostrar a importância das aulas presenciais: foram quase 20 reuniões com representantes da prefeitura, Secretaria de Saúde, Núcleo de Educação, Câmara Municipal, Ministério Público, entre outros agentes. A reivindicação do retorno das aulas foi parar até na Justiça, com uma ação impetrada pelo Sinepe contra o governo do estado. Apesar da liminar não ter sido atendida pelo juiz, dias depois, em outubro, o governo autorizou a retomada das atividades extracurriculares presenciais. As iniciativas do Sinepe tiveram o objetivo de defender o direito à educação de milhares de estudantes e para garantir a sobrevivência das 350 instituições de ensino instaladas nos 114 municípios da região.  O modelo adotado pelas instituições, que está determinado em decreto, prevê a oferta de duas modalidades: presencial e remota. Para as famílias que assim desejarem, haverá aulas remotas. E quando houver necessidade, a escola poderá adotar rodízio entre os estudantes nas aulas presenciais, para garantir o distanciamento social. As instituições investiram em tapetes sanitizantes, dispensers de álcool em gel, tecnologia para continuar oferecendo aulas a distância, entre outras iniciativas para garantir o retorno seguro aos estudantes. “Em vários países, a educação é considerada uma atividade essencial, por isso, as aulas foram suspensas por um período bem menor do que no Brasil. Isso acarretou prejuízos enormes aos estudantes, famílias e às escolas”, comenta o presidente do Sinepe, Wilson de Matos Silva Filho. No Paraná, o governador quer tornar a educação essencial, por isso, um projeto de lei deve ser submetido à Assembleia Legislativa ainda em fevereiro.

Sancor Seguros comemora chegada de 2021 com balanço positivo

A Sancor Seguros inicia 2021 com um balanço positivo. A Companhia encerrou 2020 com resultado 22% maior do que o previsto para o ano (considerando a média das carteiras Vida, Auto e Patrimonial) ao enfrentar a pandemia do coronavírus com investimentos em tecnologia e inovação. Isso possibilitou a continuidade dos trabalhos dos colaboradores em segurança, mantendo a qualidade do atendimento aos clientes e parceiros. Além dos números acima da meta, outro destaque foram os méritos por meio da conquista de premiações relevantes no segmento segurador.     Somente este ano, a Sancor recebeu estatuetas da CVG RS, JRS e o Prêmio Segurador Brasil. “Foram conquistas relevantes e que chancelam nosso trabalho. Especialmente por se tratar de reconhecimentos concedidos por mídias e organizações que estão extremamente ligadas ao segmento e possuem total conhecimento para concederem estas apreciações. Além disso, subimos no ranking das ‘500 Maiores do Sul', o que também é importante, pois consolida nosso trabalho como empresa de uma forma geral”, lembra o superintendente Comercial e Marketing, Rosimário Correa Pacheco.     A maioria das premiações do meio segurador veio pela atividade no produto Pessoas. O segmento, que cresceu mais de 30% em relação ao ano passado, foi altamente beneficiado pelo desenvolvimento de tecnologia no setor. “Com a criação de aplicativos foi possível realizar a contratação e emissão de apólice em apenas cinco minutos, por exemplo. Isso trouxe mais praticidade e segurança na aquisição de nossos produtos”, diz Pacheco, que também atribui as novas aquisições de Seguros de Pessoas ao trabalho realizado pelo Canal Cooperativas. “Andamos de mãos dadas com nossos parceiros. A ideia é sempre ter diferenciais na cobertura para tornar nossos produtos mais competitivos”.     Diferencial este que fez também com que a carteira de Auto tivesse grande visibilidade este ano, performando acima do mercado, e que, em julho, chegou a registrar crescimento de quase 10% nas contratações. “Houve um processo de reajuste tarifário, no qual ficamos mais competitivos, o que fez com que os resultados aparecessem”, diz Pacheco.      Para o superintendente, outro fator importante nos resultados positivos da Companhia teve relação com a motivação dos colaboradores. “Em nome de todos os gestores de áreas da Sancor Seguros, agradeço os colaboradores que mantiveram a dedicação à empresa, mesmo em home office, sem comprometer o atendimento aos nossos corretores e clientes. Nosso time se manteve presente e próximo dos nossos parceiros diariamente, com visitas virtuais, lives e telefonemas, buscando entender o momento de cada corretor e atendê-los nesse processo de adaptação”, conclui. Sobre a Sancor Seguros     Empresa do maior conglomerado segurador da Argentina, com 75 anos de atuação naquele país, a Sancor Seguros opera no Brasil desde 2013 por meio da matriz em Maringá, 7 filiais e 12 escritórios comerciais. Proteger conquistas e sonhos, promover progresso e bem-estar, estes são os propósitos que fazem a Sancor Seguros inovar sempre e seguir em expansão: em 2020 registrou faturamento de R$ 402 milhões. São mais de 2 milhões de segurados, cerca de 200 colaboradores e mais de 2 mil corretores parceiros. Com portfólio consistente, a Sancor Seguros atua nos segmentos Pessoas, Auto, Patrimonial e, também, no Agronegócio.  

Lições da pandemia

Quando traçou o planejamento para 2020, o empresário Eduardo Medeiros tinha em mente a inauguração de uma quarta loja da Alcance Store – revenda autorizada da JBL - e a estruturação do e-commerce da empresa. À época, a pandemia da Covid-19 era inimaginável. “Em fevereiro de  2020 participei de um evento de jovens empreendedores no Acre e ninguém sonhava com algo desta proporção”, revela. Com lojas em três shoppings da cidade, o empresário pretendia levar a marca também para o Avenida Center. A negociação sobre o ponto estava avançada e a ideia era iniciar as obras da nova loja em abril. Já o projeto do e-commerce era mais tímido. O site, até então, serviria como um canal auxiliar de vendas das caixas de som da JBL. “Fazia anos que pensava no e-commerce, mas nunca como foco principal. Era algo para dar dinâmica as vendas e facilitar a pesquisa dos clientes sobre os produtos”.  Mas isso mudou no intervalo de menos de um mês. O e-commerce entrou no ar no início de março de 2020, dias antes da paralisação de atividades não essenciais em Maringá, e rapidamente assumiu oposto de protagonista da Alcance Store. “Na primeira semana achei que o fechamento do comércio físico não se prolongaria. A ficha caiu 15 dias depois. Foi quando começou a bater o desespero”, conta o empresário.  Os shoppings ficaram fechados por 45 dias. Nesse período, Medeiros viu o fluxo de caixa desaparecer e precisou se reorganizar financeiramente. Priorizou o pagamento dos fornecedores e reservou um valor para os inevitáveis desligamentos de colaboradores.  Com as lojas físicas fechadas, o empresário debruçou-se sobre o e-commerce. Além do site próprio, os produtos da Alcance Store foram incluídos em marketplaces. E diante de um cenário com os mercados paralisados, os estoques das três lojas fizeram a diferença. “O bom era que eu tinha produto estocado para vender”. Por outro lado, faltava experiência para operar no universo online. Medeiros conta que sofreu punições dos marketplaces por desconhecer as regras e normas das operações em suas plataformas, o que resultava em queda no seu ranqueamento. “Existem critérios para garantir a qualidade dos marketplaces. Por exemplo, é preciso informar o cliente sobre o envio da mercadoria dentro de determinado prazo, e eu não sabia. Deixava para fazer a comunicação no final de semana e era penalizado. Mesmo assim as vendas cresciam”, recorda.  O período entre março e junho de 2020, segundo ele, foi de ‘grande aprendizado’. Autodidata, o empresário foi desvendando os caminhos e no início do segundo semestre já aparecia nas cabeças do ranking dos marketplaces.  “A partir de agosto conseguimos dobrar o faturamento mês após mês. Em novembro e dezembro o faturamento online foi até quatro vezes maior do que na loja física”, comenta o empresário, referindo-se à unidade do Shopping Catuaí, a única que permanece aberta – as outras duas foram fechadas. Ele diz que pensou em encerrar todas as operações presenciais diante dos resultados surpreendentes do e-commerce. O instinto empreendedor, no entanto, falou mais alto e o fez apostar numa possível retomada das vendas físicas, apesar da queda de 40%.  O foco, porém, está no online. Afinal são as transações via marketplaces que estão garantindo o bom resultado, porém Medeiros planeja investimentos no site próprio da Alcance Store e em ações em mídias sociais para fortalecer a marca. “Internet é um caminho sem volta”. Sua percepção a respeito do futuro do e-commerce encontra respaldo na troca de experiências e informações com outros empresários dentro da ACIM, de onde também veio boa parte do suporte para superar a ‘pressão psicológica’ em dias difíceis. “O associativismo fez a diferença”.  Capacidade de adaptação     Atuando há 20 anos no ramo farmacêutico, a Medicinal também passou pelo desafio de mudar o planejamento estratégico de 2020 e ‘levar’ o atendimento físico para o online para reverter a queda de quase 70% no faturamento registado no início da pandemia.  Especializada na manipulação de fórmulas e no desenvolvimento de produtos cosméticos, a empresa viu os pedidos diminuírem consideravelmente após a suspensão dos atendimentos em consultórios e clínicas médicas.  Para reduzir as perdas, foi preciso se readequar aos novos hábitos de consumo. E isso significou fazer o produto chegar ao cliente sem que ele precisasse sair de casa. “O consumidor, no geral, criou hábitos. A empresa acompanhou esta mudança oferecendo atendimento online, facilitando a entrega e fórmulas via fax ou online”, conta a farmacêutica Sônia Regina Neife Veiga Amaral, que é cofundadora da Medicinal.  Essa estratégia, destaca ela, foi possível devido à liberação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), já que antes não havia permissão para que o atendimento e a entrega de produtos do receituário controlado fossem feitos de outra maneira que não presencial. “Atualmente estamos planejando onde e como investir para facilitar o atendimento online”.      Outras medidas foram a redução da jornada de trabalho e a readequação do funcionamento dos laboratórios. Os colaboradores foram divididos em dois turnos para evitar aglomerações. O mesmo ocorreu no espaço de atendimento presencial aos clientes. Houve ainda quem foi para o home office.     “Não houve demissões. O quadro de funcionários foi mantido, o que não seria possível sem a ajuda do governo nas folhas de pagamento e no adiamento do pagamento de impostos para o município”, comenta Sônia.       Manter o quadro, aliás, está entre as metas da empresa para 2021, juntamente à retomada do crescimento das vendas. Para isso, a Medicinal precisa superar a escassez de matéria-prima e a escalada dos custos de produção. Segundo a farmacêutica, a empresa sempre contou com bom estoque, mas já sente dificuldade para adquirir matéria-prima. Somada à indisponibilidade de alguns itens, o aumento dos preços de boa parte deles, puxado pela alta do dólar haja visto que a maioria é importada, preocupa e compromete a retomada do crescimento. Ainda assim, Sônia mantém o otimismo, afinal, uma das lições que aprendeu com a pandemia é estar apta às mudanças.  Reposicionamento da marca     Não há dúvidas que a pandemia impulsionou o crescimento e fortaleceu o comércio eletrônico brasileiro, levando negócios a migrar para o e-commerce. Entretanto há ainda quem acredite – e aposte muito – no potencial da loja física. É o caso do empresário Dante Lopes, sócio da Fratelli House e da Maison Fratelli, esta última inaugurada no ano passado.      A empresa de móveis e artigos de decoração planejava o reposicionamento da marca. Mirando a classe A, a ideia era abrir uma segunda unidade e promover mudanças na fachada, na logomarca, no leiaute e nos fornecedores. “O ano de 2020 seria o da virada de chave”, revela Lopes. Quando saíram as primeiras notícias sobre o coronavírus, a Fratelli estava em busca de um imóvel para a nova unidade. E o ponto ideal apareceu pouco antes da paralisação das atividades não essenciais. Trata-se de um prédio de mil metros quadrados localizado na movimentada avenida Colombo.  “O espaço era bom, onde funcionava outra loja de móveis. Decidimos comprar o imóvel e seguir com o planejamento, até para garantir os preços. Ninguém imaginava que tudo pararia da forma como aconteceu”, revela o empresário.  Diante do novo cenário, Lopes e o sócio tiveram que refazer as contas para se adequar aos ‘novos’ orçamentos impactados pela alta do dólar. Também tiveram que lidar com o medo diante da queda brusca de faturamento com o comércio fechado. Mas nem por isso desistiram da Maison Fratelli.  Depois de 30 dias o funcionamento do comércio foi liberado e a nova unidade Fratelli abriu às portas ao público. O entrave agora era a falta de estoque ocasionada pela paralisação da produção nas indústrias moveleiras.  “Não havia produto no mercado. As indústrias não conseguiam entregar. O pior foi que o nosso custo fixo dobrou com as duas lojas. Isso assustou um pouco”, confessa o empresário.  O jeito foi reduzir os custos e se reestruturar. Parte da equipe de colaboradores precisou ser dispensada. O e-commerce, que contava com equipe própria, ficou em segundo plano. Os investimentos no canal online foram abortados.  “No nosso segmento o cliente precisa vir à loja para fechar a compra. Nossas vendas na internet eram mais de itens de decoração, que têm tíquete médio bem inferior ao dos móveis”, justifica. E a aposta deu certo. Até porque o setor está entre os ‘favorecidos’ pelo isolamento social. Obrigadas a ficar em casa, as pessoas direcionaram o dinheiro gasto com viagens e lazer para investir no aconchego e na decoração do lar.  “Havia uma demanda reprimida que fez o volume de vendas explodir, para a nossa surpresa”, diz Lopes, que ainda contou com a paciência dos clientes pela espera maior pelo produto. O prazo médio de entrega da indústria subiu de 30 dias para até 120 dias. “Se tivesse comprado mais estoque quando tive oportunidade, teria tido um resultado melhor porque para muitos o consumo é urgente, querem o item a pronta-entrega. Esta, aliás, é uma lição que fica”.  Além do estoque maior, o empresário pretende trabalhar com um planejamento de caixa mais ‘folgado’. Os dias de faturamento zero apontaram para a necessidade de uma margem de segurança de reserva maior. “Quantos dias uma empresa vive sem faturar? Era algo que não imaginávamos, mas que pode acontecer. Quem estava estruturado se segurou, porém muitos fecharam as portas”, lamenta.  Felizmente a Maison Fratelli está aproveitando o mercado aquecido. Obedecendo às regras de distanciamento social, o fluxo na loja aumentou consideravelmente, principalmente com a estratégia de atrair um público selecionado formado por profissionais de arquitetura e design. “Quando o cliente vem acompanhado de um arquiteto ou designer acaba comprando a sala inteira, não só o sofá”, comemora. Reestruturação  Há cerca de três anos a Organne iniciou um amplo projeto de reestruturação focado no fortalecimento da marca e na expansão do mercado. Em busca de maior visibilidade no cenário nacional, a empresa com sede em Maringá levou seus vasos vietnamitas para o Rio de Janeiro. A loja ‘carioca’ foi inaugurada há pouco mais de dois anos.  “Foi uma ação estratégica para a empresa se comunicar melhor com o Brasil a partir do Rio. O objetivo era tornar a Organne uma marca nacional”, explica o diretor Paulo Henrique Costa.  A estratégia foi bem-sucedida. Depois do Rio, os produtos se espalharam pelo território brasileiro, em lojas parceiras de decoração e paisagismo.     Paralelamente, a Organne decidiu ‘encurtar’ o caminho até o consumidor final. Antes revenda exclusiva para o atacado, a empresa passou a atuar no varejo. “Pulamos uma parte do processo e o relacionamento direto com os clientes trouxe resultados significativos”.     Essas mudanças, segundo Costa, foram essenciais para superar o cenário adverso trazido pela pandemia. Em um primeiro momento, a empresa, obviamente, sofreu os impactos do isolamento social e precisou fazer ajustes.      “Por causa do processo de reestruturação, tínhamos em mãos indicadores que ajudaram na hora de fazer o desligamento de alguns colaboradores, cortar custos e mudar a gestão de pessoas. Eram ações que seriam feitas com o tempo e foram aceleradas com a pandemia”.      Inicialmente o quadro de colaboradores caiu de 27 para 13, e depois a empresa voltou a contratar. Hoje a Organne emprega 19 pessoas. Apesar da equipe menor, as vendas cresceram impulsionadas por mudanças de gestão e remuneração estratégica. Os ajustes nas finanças incluíram ainda redução no valor do aluguel com uma troca de endereço.     Já para driblar as restrições de funcionamento impostas pelos decretos municipais e impulsionar as vendas, a empresa investiu em canais digitais, onde é possível conferir o portfólio de itens de decoração e produtos de alto padrão. “Neste ponto, o relacionamento direto com o cliente foi fundamental. Também, assim que possível, retomamos o atendimento presencial e fomos a campo em busca de parceiros”, conta.     Isso permitiu que a Organne aproveitasse o bom momento vivido pelo setor de decoração e paisagismo, valorizado em tempos de pandemia, já que o isolamento social impulsionou a busca por hobbies e o aconchego em casa.  “Ao ficar mais tempo em casa, as pessoas passaram a ter um outro olhar e a desejar um espaço aconchegante e bem decorado”, comemora o diretor.      Os resultados só não são melhores por causa dos custos de importação, que acabam impactando no produto final. Além da alta do dólar, pesa na conta o valor do frete marítimo. Os vasos importados do Vietnã chegam ao Brasil em navios, cuja circulação está restrita nos últimos meses. Com isso, o valor do contêiner para o transporte, que em maio do ano passado custava US$ 1,5 mil, agora custa US$ 10 mil.     Para contornar a variação de custos e manter o faturamento da empresa em crescimento, o diretor aposta na OKR, metodologia de gestão que ajuda a acompanhar o ritmo acelerado e dinâmico do cenário por meio de metas.     “Hoje revisamos os indicadores a cada 15 dias, porque ter informações para se planejar se mostrou uma ferramenta poderosa nos últimos meses para manter o negócio e aproveitar as oportunidades”, diz o diretor, que faz planos de seguir com a expansão da marca com a inauguração de duas lojas da Organne, uma em São Paulo e outra Curitiba, ainda neste ano. 

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