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ACIM se reúne com representantes do sistema de saúde pública e privada

A alta no número de casos de coronavírus e a elevação da taxa de ocupação hospitalar foram assuntos de uma reunião realizada nesta quinta-feira na sede da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), da qual participaram diretores da entidade e representantes de hospitais públicos e privados, planos de saúde e técnicos da prefeitura.

A proliferação do vírus nos últimos dias, não só em Maringá, como em outros municípios, está dificultando a compra de insumos, como luvas e equipamentos de proteção individual usados por profissionais de saúde. Outro problema relatado é o cansaço dos profissionais que estão trabalhando há vários meses no atendimento aos pacientes. Também na reunião foi discutida a dificuldade de fiscalizar festas clandestinas e aglomerações em geral. 

Nos próximos dias a prefeitura intensificará a fiscalização em estabelecimentos comerciais e espaços públicos, bem como em terrenos baldios. Por meio do canal de denúncia da Ouvidoria, pelo telefone 156, todas as pessoas podem e devem denunciar situações irregulares, especialmente aquelas relacionadas a aglomerações e a ausência do uso de máscaras. 

 Durante o encontro, o presidente da ACIM, Michel Felippe Soares, frisou a necessidade de unir as forças de segurança pública para ampliar a área de cobertura das fiscalizações, estabelecendo uma ocupação antecipada de regiões que venham apresentando problemas. Ainda foi deliberado, em comum acordo, a iminência de reduzir o horário de funcionamento de bares e restaurantes, antecipando seu fechamento da meia-noite para às dez horas. Sugeriu-se, ainda, a criação urgente de uma campanha de conscientização de bons hábitos para evitar o aumento do número de casos de Covid-19 na cidade. Felippe também destacou que com a curva em ascensão das taxas de ocupação nos leitos de enfermarias e UTIs da cidade, somada a evolução nos índices de contaminação, medidas são necessárias neste momento a fim de preservar vidas e evitar que restrições ainda maiores sejam impostas em breve. 

O secretário Municipal de Gestão, Clóvis Augusto Melo, assumiu o compromisso de seguir as recomendações, especialmente aquelas defendida pelos médicos, diretores e gestores do sistema público e privado de Saúde que estiveram presentes na reunião. Melo salientou que um grupo de trabalho será criado com a participação da sociedade civil organizada, e que os próximos encaminhamentos acerca deste tema serão decididos por seus integrantes.

Ação inovadora promove negócios para o comércio, em Maringá

Além de ganhar visibilidade do serviço ou produto ofertado, participantes terão acesso a rodadas de negócios com varejistas

 

Até a próxima terça-feira (10), empreendedores de Maringá e região têm a oportunidade de se cadastrar e integrar o “Portfólio de soluções amigas do comércio”. A ação, uma das estratégias do programa Varejo Inteligente, tem o objetivo de gerar negócios entre fornecedores locais de tecnologias e serviços inovadores com empresas do comércio, que passam por um momento de transformação.

Podem se inscrever empresas que ofertam soluções nas categorias: meios de pagamento, ambientes virtuais, e-commerce, engajamento do consumidor, operações, logística, inteligência das coisas, entre outras. Além de ganhar visibilidade da solução, por meio dos canais dos realizadores do Programa Varejo Inteligente, os participantes terão acesso a rodadas de negócios constantes com varejistas, a partir de 2 de dezembro, com o lançamento do portfólio.

O material será permanente, passando por atualizações periódicas. “Essa ação é como um mapeamento de fornecedores que podem resolver necessidades dos comerciantes. A intenção é fazer a economia local girar, aproximando quem oferece soluções de quem precisa delas”, diz Erica Sanches, consultora do Sebrae/PR, instituição que coordena o trabalho.

As empresas inscritas serão submetidas a uma avaliação do Sebrae/PR. Segundo Erica, será analisada a jornada do cliente dentro da solução. Todas as empresas, aprovadas e não aprovadas para o portfólio, receberão um diagnóstico com subsídios para aprimorar os produtos ou serviços ofertados. “Vamos verificar se a solução de fato entrega o que propõe. As empresas não aprovadas que fizerem melhorias poderão se inscrever para serem incluídas nas próximas atualizações do portfólio”, explica a consultora. 

 

Varejo Inteligente

O Varejo Inteligente, que abriga a inciativa do “Portfólio de soluções amigas do comércio”, é realizado em parceria pelo Sebrae/PR, Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Prefeitura de Maringá, Sindicato do Comércio Varejista de Maringá (Sivamar) e Sistema Fecomércio. O programa visa engajar empresas e instituições em um Núcleo de Inteligência do Comércio, mapear e conectar soluções de empresas amigas do comércio, movimentar o ecossistema de negócios do comércio, gerando valor agregado por meio de parcerias, e disseminar conhecimento qualificado, tendências e tecnologias para impactar o consumidor.

 

Inscrições

Para fazer parte do portfólio não haverá custo. Já o diagnóstico necessário para a inclusão no material tem valor com 70% de subsídio para as primeiras 30 cadastradas. O link para cadastramento é o https://forms.gle/38nC70l. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (44) 3220-3474.

Conhecimento para crescer e inovar

Escola de Negócios substitui Centro de Treinamentos e amplia portfólio; novos espaços para cursos presenciais e EAD e trabalho baseado em atualidade, relevância e praticidade são as apostas para oferecer conhecimento em todos os níveis gerenciais



Diante da complexidade dos novos modelos de negócios e gestão, é grande a exigência por aprimoramento e desenvolvimento prático de habilidades e potencialidades. A Escola de Negócios da ACIM chega para substituir o Centro de Treinamentos na tarefa de capacitar os profissionais e incentivar o espírito de inovação e o empreendedorismo no mundo dos negócios.

Orientada à formação de lideranças, gestores e colaboradores, a escola é resultado de um processo de reestruturação, idealizado pela ACIM a partir do mapeamento de novas demandas. A diversidade de cursos abrange todo o universo de negócios e gestão, que vai além dos conteúdos operacionais, tais como administração, contabilidade e finanças.

“Queremos ampliar os horizontes melhorando habilidades e competências, e oferecendo ferramentas para a criação de soluções inovadoras e diferenciadas. Os cursos operacionais demandados pelas empresas continuam sendo ofertados. Só que agora a grade será incrementada com temas que nos permitem caminhar à frente e antecipar tendências”, explica o vice-presidente da ACIM José Carlos Barbieri.

A Escola de Negócios aposta em um modelo de ensino voltado ao aprendizado rápido, com professores renomados e discussão de cases reais. “A ideia é impactar pessoas com conteúdos práticos, atuais e relevantes”, resume Barbieri, acrescentando que a metodologia prioriza cursos rápidos. “Nossa preocupação é o impacto, não a carga horária”.

Em média, serão ofertados entre 14 e 20 cursos mensais, com opções a partir de R$ 59. Também há possibilidade de treinamentos in company, voltados para atender às necessidades específicas de uma organização, com conteúdo personalizado e cronograma adequado à disponibilidade da empresa. “O nosso foco sempre será o associado, embora a Escola de Negócios esteja aberta a toda a sociedade interessada em adquirir conhecimento”, reforça o diretor.


Modelo híbrido

Durante a pandemia do coronavírus, o mundo digital e a tecnologia mostraram o seu potencial e a tendência é que, na educação corporativa, serão exigidos novos formatos, metodologias e parcerias para dar mais sentido e agilidade ao processo de formação.

A Escola de Negócios surgiu alinhada à ideia de modelo híbrido, que mescla atividades presenciais e virtuais. Os participantes podem escolher entre cursos presenciais, online/ao vivo e EAD. Na plataforma de Ensino a Distância são cerca de 1,2 mil títulos.

Os cursos online, com transmissão em tempo real, são ofertados pela ferramenta Google Meet. Após a inscrição, o link da aula é enviado ao participante no primeiro dia do curso. “Esta é uma tendência que veio para ficar”, afirma o vice-presidente da ACIM.

Para aqueles que optarem pelo ensino presencial, a Escola de Negócios reserva uma experiência em ambientes modernos e inovadores. Os espaços físicos do antigo Centro de Treinamentos foram reformados e agora contam com suporte tecnológico, sem deixar de lado o conforto. “São salas modernas e acolhedoras”, diz Barbieri.

Os frequentadores da Escola de Negócios também têm livre acesso à estrutura do Inovus, laboratório de inovação que utiliza a metodologia design sprint para testar ideias e/ou projetos em poucos dias. O ambiente físico conta com arquibancada e espaços de coworking.


Na vanguarda

Quando o consultor Adriano Cipriano iniciou a trajetória na ACIM, há quase duas décadas, o cenário era muito diferente. “Minha história com a ACIM é tão antiga que ministrei os primeiros treinamentos na sede da rua Neo Alves Martins”, recorda o especialista em Comunicação e Neurovendas.

De lá para cá, foram inúmeras as mudanças, a começar pelo endereço da Associação Comercial. Hoje a ‘casa do empreendedor’ maringaense fica em um prédio recém-reformado na rua Vereador Basílio Sautchuk.

Outro ponto relevante diz respeito às transformações no mercado corporativo. E é justamente para se adaptar a este novo cenário que a ACIM acaba de implantar a Escola de Negócios. Iniciativa que, segundo Cipriano, coloca a Associação na vanguarda quando o assunto é treinamento e desenvolvimento empresarial.

“A sociedade e as formas de fazer negócios e interagir vêm sofrendo alterações importantes nos últimos anos, e a chegada da pandemia antecipou uma série de tendências. Ao estruturar a Escola de Negócios, a ACIM entrega o que é necessário para as pessoas e empresas, demonstrando uma perfeita sintonia entre aquilo que o mercado precisa”, afirma o consultor, em referência ao tripé atual, prático e relevante.

Para Cipriano, ao oferecer novos conhecimentos e práticas, a escola contribui para a melhoria na qualidade do empresariado e profissional maringaense. Ele também vê a possibilidade de impactos na economia local por meio da geração de novos negócios, postos de trabalho e renda.

Em relação à concorrência com empresas e consultorias de grandes centros – parcerias desejadas pela ACIM -, o consultor classifica como saudável. “Isso acaba promovendo uma melhoria nos consultores e instrutores maringaenses, que vão procurar se desenvolver para não ficar devendo nada para os ‘forasteiros’. No meu caso, posso dizer que será interessante, uma vez que também atuo com consultoria e treinamentos em grandes centros como Curitiba e São Paulo”.

Embora tenha por hábito a atualização dos conteúdos, uma vez que o compromisso é entregar o melhor curso aos clientes e associados da ACIM, o consultor realizou ajustes para atender ao novo formato da Escola de Negócios. Sua área contempla cursos de Qualidade no Atendimento, Vendas, Neurovendas e Comunicação.

Os novos espaços físicos também recebem elogios do consultor. Modernos, eles possibilitam ministrar treinamentos com a utilização de ações e dinâmicas que ajudam na fixação dos conteúdos. “Ao mudar os espaços e investir em tecnologia, a ACIM traz os treinamentos para uma linguagem atual e interativa com os alunos. Essa interatividade gera melhor compreensão dos temas trabalhados”, conclui.


Educação e inovação

‘Fazer para aprender’ em vez de ‘aprender para fazer’. Este pensamento tem norteado a atuação da AAA Inovação, desde 2017, na missão de transmitir educação e informação às cerca de 150 mil pessoas com quem ‘conversa’ mensalmente por meio da sua base de e-mails, mídias sociais, plataforma e eventos presenciais. São empreendedores, empresários e profissionais com sede por inovação e resultados.

“Lifelong learning é a expressão da nova educação. Não existe mais a opção de pararmos no tempo, pois as mudanças nos engolem, e rápido. A educação é talvez o principal fator transformador em nível global, mas as empresas e profissionais esquecem disso em suas trajetórias. Não existe a menor possibilidade de qualquer profissional que queira se manter no mercado não pensar em sua educação”, avalia o CEO da AAA Inovação, Lucas Lima.

Neste cenário, a missão da AAA Inovação tem sido encontrar as maiores tendências, ler cenários, entender metodologias e práticas, para auxiliar profissionais e empresas a se desenvolver para que estejam à frente em seu mercado.

Ao se unir à Escola de Negócios da ACIM, a empresa assume o compromisso de ajudar a traduzir para os maringaenses a complexidade de um mundo em transformação, bem como tornar palpável e prático o ‘o que fazer’ neste processo, visando a mudanças comportamentais, tecnológicas e de mercado. Para tanto, aposta na autoridade do seu quadro de facilitadores e palestrantes e na profundidade com que abordam cada temática.
“A parceria é resultado de uma demanda dos associados e colaboradores por inovação e educação corporativa. Nossos propósitos são parecidos e buscam levar resultados relevantes para as empresas, de forma a gerar vantagem competitiva e escala para os empresários maringaenses”, afirma o CEO.
A Escola de Negócios e a AAA Inovação também partilham da mesma opinião sobre o tripé atualidade, relevância e praticidade. “Muitas iniciativas de educação não conseguem abraçar os três. E é uma dificuldade conseguir saber o que é atual e permanecerá relevante. Nosso papel como organizações de educação é, inclusive, auxiliar na distinção entre sinal ou ruído ou, se preferir, entre o que é somente atual e o que é atual e relevante”.

Com sede em Curitiba, a AAA Inovação conta com 12 workshops principais, mais de 500 aulas em sua plataforma e pelo menos 15 temáticas de palestras. Todos os clientes são tratados de forma consultiva, por isso os conteúdos são desenvolvidos e adaptados às necessidades.

Na Escola de Negócios não será diferente. Os formatos dos treinamentos serão feitos de acordo com o que melhor impactar o aluno, respeitando as medidas sanitárias e as restrições vigentes. Neste início, a ideia é tratar temáticas como Transformação digital, Nova Economia, A nova liderança, Métodos ágeis, Pensamento inovador e Cultura da inovação.


Rumo ao sucesso

A Speed Cursos é outra marca que traz seu know-how para a Escola de Negócios. Idealizada há quatro anos para transmitir conhecimento de forma rápida e eficaz, a metodologia da empresa especializada em cursos e treinamentos se encaixa no conceito da escola.

“O intuito é adquirir conhecimento e já conseguir colocá-lo em prática. Por isso, precisamos de algo instantâneo e didático, que possa ser absorvido rapidamente e implementado no dia a dia”, explica empresário Carlos Nunes, idealizador da Speed Cursos ao lado do sócio Mateus Lippi.

Não à toa Nunes destaca os três pilares da Escola de Negócios – atualidade, relevância e praticidade – como fundamentais para a aquisição de conhecimento e desenvolvimento profissional. “Conteúdo por conteúdo se acha em qualquer lugar. Conteúdo que acrescenta e faz a diferença exige profissionais capacitados”.

Por isso, os treinamentos adquiridos ou licenciados para a plataforma da Speed têm como professores ou tutores profissionais que atendam a três critérios: domínio de conteúdo, domínio de palco e currículo. Os dois primeiros dizem respeito ao conhecimento e habilidade para repassar o conteúdo, enquanto o currículo está atrelado à trajetória.

O grande diferencial da marca, de acordo com o empresário, é o sistema inteligente para identificar ‘gaps’ de competências. O sistema faz o mapeamento dos pontos positivos e negativos dos alunos e sugere outros treinamentos para melhorar e desenvolver habilidades.

O portfólio da empresa conta com cerca de 1,2 mil cursos de mais de 40 áreas focados, principalmente, em treinamento de vendas, gestão, liderança, logística, competências de RH e administrativo. Mas não é só isso. Lazer e entretenimento também estão entre as opções. Na Speed é possível, por exemplo, aprender como falar em público ou se tornar um churrasqueiro ou confeiteiro.
“Nosso público é formado por pessoas que querem se aperfeiçoar, ter um currículo melhor e estão interessadas em alcançar o sucesso por meio do conhecimento. Quanto mais capacitados são o gestor e o colaborador, quanto mais entendem sobre produtos, técnicas de venda, gestão e liderança, maior retorno a empresa terá”, assegura o empresário.

Na condição de parceiro, Nunes acredita que a Escola de Negócios deve impactar o mercado maringaense de forma expressiva dada à metodologia escalável de treinamento, proporcionando conhecimento rápido e atualizado.

“Acreditamos na Escola de Negócios para levar o conhecimento e as estratégias certas para o mercado e para as empresas. É um conceito moderno colocado em prática por meio de uma plataforma didática e premium no setor de EAD. Sem falar nos ambientes físicos tecnológicos que estimulam o aprendizado”, conclui o empresário.

Um ambiente sadio para as gerações Y e Z

Conhecer potencialidades e limitações de cada geração é o caminho para aparar arestas e focar em resultados


 

Quando terminou a graduação em Química, Ana Paula Bonini, hoje com 35 anos, chegou ao mercado de trabalho cheia de vontade de fazer a carreira decolar. Com foco em atuar na indústria, o primeiro emprego foi em uma usina de cana-de-açúcar, onde fazia análises de controle de qualidade. Foram quatro anos desempenhando a função, mas o trabalho não lhe trazia satisfação. “Saímos da faculdade com a crença de que vamos conseguir executar o trabalho da forma como aprendemos e acreditamos, mas, de imediato, acaba sendo uma ilusão”, diz.

Disposta a dar outro rumo à vida profissional e encontrar uma ocupação menos mecânica, Ana Paula pediu demissão e retornou para a universidade para cursar outra graduação, Engenharia de Produção. Não demorou até que ela estivesse novamente empregada, desta vez na indústria de confecção, onde fazia planejamento e controle de produção. O trabalho mecânico da experiência anterior foi substituído por um ambiente dinâmico, mas ainda faltava algo para Ana Paula se sentir realizada com o trabalho.

Ao longo da trajetória, ela ainda atuou em um núcleo de pesquisas da Universidade Estadual de Maringá (UEM), mas o contrato era temporário. Quando começou a pandemia, ela teve o contrato de estágio obrigatório da segunda graduação suspenso e decidiu dar outro rumo à carreira. “Por muito tempo tive o sentimento de gastar energia em algo que não condizia com a minha essência, que estava distante daquilo que acreditava. Queria a liberdade de tomar decisões, criar e me dedicar a algo que contribuísse com o mundo e com o meio ambiente”, diz.

Foi organizando as ideias e listando possibilidades que nasceu a Natunabarra Saboaria Artesanal. “Busquei algo que estivesse alinhado aos princípios que acredito: consumo consciente, uso de insumos naturais e respeito ao meio ambiente”, diz. Com o conhecimento adquirido ao longo da trajetória e pouco investimento, Ana Paula criou três produtos, que estão em fase de testes. “São três sabonetes, todos com óleos essenciais, vegetais e extravirgem, além de manteigas naturais”.

 

Em busca de propósito

A trajetória da Ana Paula reflete parte dos anseios das gerações jovens em relação ao mercado de trabalho. De acordo com o consultor empresarial J. Rodolfo Grou, a geração Y (ou millennials), que compreende os nascidos entre 1980 e 1995 e têm entre 25 e 40 anos, busca um propósito no trabalho que executa. “Em geral, são profissionais que chegam ao mercado com boa formação, pois tiveram oportunidade de estudar e se preparar, também valorizam a qualidade de vida, a flexibilidade, buscam inovação e são focados em resultados rápidos”, diz.

Outro ponto positivo da geração Y é que os profissionais valorizam o compartilhamento e o debate e sabem que o crescimento vem por meio da entrega de resultados. Por outro lado, segundo o consultor, parte dos profissionais da geração Y e também da geração Z (nascidos entre 1995 e 2010 - com menos de 25 anos) tem dificuldade de ouvir ‘não’ e respeitar hierarquias, isso, em geral, é consequência de uma criação permissiva e com poucas frustrações, já que algumas famílias optaram por dar aos filhos aquilo que não tiveram. “Essas características muitas vezes refletem no desempenho profissional. Alguns acreditam que só pelo fato de terem estudado e se formado merecem cargos e salários altos”.

As gerações jovens também apresentam falta de resiliência e maturidade. “Para alguns, uma cobrança por resultado é motivo de choro e de vontade de pedir demissão”, diz. Além disso, alguns são desatentos e exigem que os gestores deixem as funções estratégicas para auxiliá-los em tarefas simples ou a corrigir erros”.

Para explorar as potencialidades dessas gerações e promover o desenvolvimento integral que favoreça o indivíduo e a empresa, é preciso adotar ações que busquem valorizar o desempenho e as metas cumpridas, para manter a motivação e estímulo dos colaboradores. Outra atitude importante é deixar claro o que é esperado de cada um. “Mesmo que o gestor pareça repetitivo, é preciso falar e lembrar os detalhes, já que as gerações mais jovens tendem a minimizar a relevância”.

 

Y e Z de alta performance

Aos 31 anos, Eduardo Hikishima comanda uma equipe de 39 colaboradores na Freefaro, empresa que fabrica acessórios para animais de estimação, como coleiras, guias e peitorais. Por lá, a geração Y e Z ocupa quase 90% dos postos de trabalho: são 11 colaboradores da geração Y e 23 da geração Z. O próprio CEO é um millennial, por isso, a cultura organizacional está alinhada ao perfil das equipes. “Somos uma empresa jovem e moderna, e procuramos, por meio de uma gestão aberta e de fácil acesso e comunicação, extrair as potencialidades das gerações jovens”, diz.

Segundo Hikishima, a empresa conta com equipe de alta performance e tem baixa rotatividade. Para isso, ele investe diariamente no relacionamento com os colaboradores. “Os mais jovens precisam constantemente saber se estão no caminho certo, por isso, é fundamental que o gestor esteja disposto a dar feedbacks, mas, sobretudo, é preciso lembrar que a formação de uma equipe produtiva começa na contratação”, afirma. Para o CEO, duas características são fundamentais na hora de contratar: competência e disposição. “O grande benefício de investir em jovens com essas qualidades é que a empresa consegue moldá-los e prepará-los para ascender gradativamente”, diz.

Ao longo da trajetória, Hikishima percebeu que os mais jovens costumam perder o interesse rapidamente, por isso, três estratégias para manter a equipe motivada é desenvolver ações de recompensa e valorização e também ser flexível. “Na empresa temos o ponto eletrônico, mas se alguém precisar chegar mais tarde ou sair mais cedo, tudo bem, ninguém vai olhar de ‘cara feia’, cada um sabe a carga horária que precisa cumprir e os resultados que deve entregar”. Outra característica, principalmente da geração Z, é a valorização da diversidade e, neste quesito a Freefaro busca criar um ambiente de respeito e tolerância. “Aqui todos têm abertura para se expressar. Tatuagens, religião e orientação sexual não são problemas”.

 

Sem glamour no início

No escritório Medina & Guimarães, que tem sede em Maringá e filiais em Curitiba, Florianópolis e Brasília, as gerações jovens conquistaram espaço com esforço e dedicação. Atualmente a equipe de advogados é formada por 30 profissionais, destes, mais da metade é das gerações Y e Z. De acordo com o sócio José Miguel Garcia Medina, o perfil dos profissionais varia entre os que estão no começo da carreira, com cerca de quatro anos na profissão, passando pelos que cursaram ou estão cursando mestrado ou doutorado, até aqueles que possuem pós-doutorado. “Ainda assim considero que somos um escritório marcadamente jovem”, diz.
Também docente no ensino superior, Medina observa que entre alguns paira a ideia de que na advocacia reconhecimento e boas remunerações aparecem automaticamente. “Sobretudo nas redes sociais, há a transmissão da falsa ideia de que logo após tornar-se advogado o glamour que cerca a profissão aparece como num passe de mágica, o que não é verdade”, diz. Segundo ele, na maioria dos casos é preciso bons anos de investimento pessoal para conquistar espaço e ser bem remunerado.
O imediatismo é uma das características das gerações jovens e, conforme Medina, também precisa ser trabalhado entre os recém-formados. “A maior parte dos advogados vive dos honorários de cada processo, por isso, as remunerações costumam oscilar. Saber lidar com adversidades e ter paciência são características indispensáveis”, diz. Por fim, o advogado recomenda aos profissionais jovens que busquem desenvolver resiliência. “Estude muito, trabalhe duro, de forma séria e honesta. Se não der tudo certo em determinada área, não permita que esse tropeço faça desanimar ou desistir. Levante e siga em frente. Isso tudo, um dia, será reconhecido”, finaliza.

 

Lojas cuidadas – e atrativas

Campanha incentiva revitalização de estabelecimentos comerciais, valorizando o entorno; arquiteto recomenda que pequenas reformas e alterações sejam feitas a cada dois ou três anos

 

 

Para proporcionar um ambiente aconchegante e moderno, a Panificadora e Confeitaria Pão Quente, localizada na avenida Mandacaru, foi totalmente revitalizada em janeiro. No mercado desde 1985, o estabelecimento ganhou nova pintura, piso, iluminação, balcões, entre outros ajustes. O projeto foi feito pelas arquitetas Fernanda Yamamoto e Maíra Gonçalves.

Manter a panificadora cuidada sempre foi prioridade, segundo a empresária Maria de Lourdes Soares. “Há quatro anos investimos em um estacionamento próprio, há dois anos reformamos a fachada, além de termos feito melhorias internas. Mas neste ano decidimos investir em uma mudança maior: trocamos praticamente tudo, é uma nova padaria”, reforça.

Segundo a administradora do estabelecimento, Danielle dos Anjos, a revitalização trouxe benefícios não só para os clientes, mas para os funcionários, que encontram um ambiente agradável para trabalhar. “Sempre tivemos como prioridade servir os clientes com produtos de qualidade e um excelente atendimento, além de proporcionar aos funcionários um ambiente saudável de trabalho. Nossa missão não é só vender o ‘pão’, mas proporcionar memórias afetivas, servindo produtos que são feitos artesanalmente com dedicação e carinho, porque o que fica na memória são os momentos que partilhamos o pão com quem amamos”, reforça.

Além de compor o cenário da cidade, as fachadas, calçadas e vitrines são o cartão de visitas de um estabelecimento. O acesso comercial atrai a atenção do pedestre para que ele entre e consuma, segundo o arquiteto e urbanista Bruno Nunes.

“Uma fachada renovada beneficia o empreendedor por chamar a atenção do consumidor e por ser atrativa dentro da concorrência comercial, além de valorizar os eixos comerciais da cidade. Fachadas limpas, com visual clean valorizam não só a loja, mas todos os vizinhos, transformando aquele eixo em um ponto de atração para o público consumidor”, detalha.

Segundo ele, o primeiro passo para revitalizar uma loja é definir o público-alvo, o investimento financeiro e o que o empreendedor quer mostrar sobre o estabelecimento, além de buscar um profissional para fazer o projeto e o planejamento.

“É possível criar um conceito para essa revitalização alinhado ao orçamento e ao desejo do empreendedor. Muitas vezes pequenas alterações e a visão de um profissional são opções econômicas e criam grande impacto visual. Modificações como o aumento da vitrine para a loja se tornar mais atrativa e o investimento em um projeto de iluminação adequado para focalizar os pontos principais da loja são alterações econômicas e que causam grande impacto em projetos de revitalização”, acrescenta o arquiteto.

E um bom projeto de iluminação é peça-chave para tornar a loja mais atrativa. “Uma fachada atrativa, com um visual limpo e de fácil identificação aliada a um projeto de iluminação bem pensado para destacar os produtos de uma loja atraem a atenção do público”, enfatiza.

Na calçada, é possível inovar, por exemplo, com o uso de parklets, quando permitido pela prefeitura de Maringá. O uso de bancos e vegetação na fachada também cria atração visual. Nunes sugere que os empreendedores realizem pequenas reformas e alterações programadas de dois a três anos nos estabelecimentos. “A falta de atualização de um comércio ao longo dos anos acaba deixando o local descuidado visualmente. Essas pequenas reformas e alterações chamam a atenção do público e trazem interesse para o comércio”, finaliza.

Outros pontos simples, mas importantes fazem toda a diferença no visual da loja, como deixar as cores da fachada sempre vivas, cuidar da limpeza de vitrines, pisos, balcões, displays e prateleiras, além de manter pontos de higienização em toda a loja, principalmente em tempos de pandemia do novo coronavírus.

 

Campanha

Preservar o ambiente da loja física é tão importante quanto a variedade de itens para venda, a qualidade dos produtos e as formas de comunicação utilizadas. Tanto que a ACIM lançou a campanha ‘Comércio Bonito é Comércio Bem Cuidado’, que busca incentivar os empreendedores a revitalizar suas lojas. A campanha está sendo divulgada em outdoor, redes sociais e pelo e-mail marketing da entidade.

Além de agregar valor à marca e atrair clientes, manter o espaço físico cuidado contribui com a beleza da cidade. A organização da loja é parte fundamental para que os clientes e potenciais clientes encontrem os produtos e serviços ofertados.

Como a Associação Comercial é correspondente da Fomento Paraná, as micro e pequenas empresas encontram linhas de crédito para capital de giro e investimento, como reforma, ampliação, aquisição de equipamentos, entre outros. O valor do crédito é a partir de R$ 21 mil, com prazo máximo de 60 meses e carência de até 12 meses. Mais informações pelo e-mail fomentoparana@acim.com.br ou WhatsApp (44) 99999-3415.

Outra opção de crédito para a revitalização do ambiente comercial é a Noroeste Garantias, entidade sem fins lucrativos que avaliza operações de crédito de micro e pequenos empreendedores. Com isso, os empreendedores que quiserem reformar a loja e melhorar a fachada contam com uma linha de crédito especial do Sicoob, com taxa de 0,55% mais CDI, em operações com o aval da Noroeste - o prazo é de até 48 meses. A operação deve ter valor máximo de R$ 50 mil e é preciso enviar orçamento ou projeto no valor total da obra. Para acessar o crédito, é necessário apresentar os documentos que constam em www.noroestegarantias.com.br, agendar uma visita pelo telefone (44) 3023-2283 ou com os consultores da ACIM.

Faz um Pix

Modalidade possibilitará operações em até dez segundos, em qualquer horário, nos 365 dias do ano; novidade funcionará a partir de 16 de novembro

 

O Pix, novo meio de transferências e pagamentos anunciado pelo Banco Central do Brasil (BC), começará a funcionar em 16 de novembro. Até o final de outubro, o número de chaves registradas por consumidores e empresas para utilizar a opção passou dos 50 milhões. Em Maringá, de olho na facilitação dos processos financeiros, o Grupo Cat se cadastrou em diferentes instituições financeiras para operar com a solução.

A empresa atua nos segmentos de prestação de serviços, gerenciamento de frotas, atendimento profissional, capacitação e treinamentos, com clientes em todo o Brasil. Por isso, conta com um sistema gerencial com tecnologia avançada, que será otimizado ao agregar a funcionalidade. Para o sócio do grupo, Marcio Bento Lucio, será como se a empresa ganhasse dois dias na semana para se programar. “Vimos a ferramenta como uma oportunidade de aperfeiçoamento do nosso sistema. Poderemos nos organizar nos 30 dias do mês de fato, porque o Pix não tem limite de dia e horário para transações”, diz.

Segundo o empresário, a novidade vai gerar impacto positivo no fechamento de caixa. “Acontece de um vencimento cair no sábado, mas realizarmos o pagamento na segunda-feira. Com a possibilidade de pagar nos devidos dias, o trabalho para o fechamento de caixa será facilitado”, explica. Ele acrescenta entre as vantagens a possibilidade de economia. “A expectativa é que o Pix seja mais barato que outros meios de pagamento. Além disso, a maior liberdade para programar operações também ajuda a economizar.”

Criado para ser rápido, competitivo e seguro, o Pix revolucionará a maneira como as pessoas lidam com o dinheiro. A principal novidade é que a operação será realizada em até dez segundos, em qualquer horário, nos sete dias da semana, com possibilidade de programar pagamentos.

A opção será oferecida aos consumidores e empresas por aplicativos de bancos, internet banking ou por sistemas de outras instituições financeiras. Outra possibilidade é usar carteira digital – as empresas que utilizam softwares para pagar e receber precisam atualizar o sistema com a novidade.

Diferente dos meios de pagamento atuais, que exigem dados da conta de origem e de destino, além de CPF e nome completo, a modalidade identificará o recebedor por ‘chave’, definida pelos usuários na hora do cadastro no banco. As chaves podem ser o número do celular, CPF/CNPJ, e-mail ou as aleatórias geradas pelo sistema. Aí é só informar uma delas ao pagador para a operação acontecer. Por meio da funcionalidade, também será possível efetivar a transferência de valores por QR Code.

Cada pessoa pode ter até cinco chaves por conta e as empresas, 20, sendo que não é possível repetir de uma conta para outra. “Ao cadastrar o CPF como chave para uma conta-corrente e também se desejar cadastrar uma chave Pix para a poupança, seja na mesma ou em outra instituição, o usuário terá que utilizar uma chave diferente”, explica a analista de apoio ao negócio do Sicoob, Danielle Morgon de Oliveira.

Desde novembro do ano passado, o Sicoob disponibiliza em formato piloto a solução SicoobPay no aplicativo, cujas melhorias ajudaram a cooperativa nas adaptações para operar o Pix. Segundo Danielle, até 14 de outubro o Sistema Sicoob possuía 309.918 cadastros, o que representa 6,3% dos clientes da instituição. “Nossas ações estão direcionadas para que todos façam o cadastro e possam aproveitar as facilidades do novo método. Lançamos pop-ups no aplicativo e estamos dando orientações.”

A agente ressalta que o sistema conta com os mesmos protocolos de segurança das transferências bancárias que o Sistema Financeiro Nacional oferece. Além disso, possui camadas de segurança oferecidas pelas próprias instituições financeiras por meio dos celulares, como biometria, reconhecimento facial e outras.

Esse cuidado pode ser reforçado pelo usuário. Como o Pix não pode ser cancelado, em caso de envio de dinheiro para a conta errada, será preciso pedir a devolução para o recebedor. “Atenção aos golpes. Quando alguém liga pedindo um código SMS ou e-mail com a desculpa de atualizar o cadastro em uma plataforma, não repasse as informações. As instituições financeiras jamais pedem isso. É também importante conferir o valor e os dados do recebedor na tela antes de concluir a transação”, aconselha.

 

Intermediários

Outra vantagem do Pix será eliminar intermediários entre as contas, como emissor e bandeira de cartão, maquininhas, sistema para integrar tudo isso e boleto, conforme explica o diretor de inovação e novos negócios da Matera, Alexandre Pinto – a empresa é desenvolvedora de tecnologia para o mercado financeiro e tem escritório em Maringá.

Um comerciante que possui loja física poderá, por exemplo, fixar a chave em forma de QR Code no caixa, bastando o cliente ler o código com a câmera do aparelho celular para efetuar o pagamento do produto de forma direta e imediata, por meio do aplicativo do seu banco ou fintech. “O custo com intermediários poderá ser reduzido, bem como com boleto, que não é uma solução barata”, diz o diretor.

Para o e-commerce, o Pix também abrirá oportunidade para a maior conversão de vendas. “As compras são por cartão de crédito ou boleto. No caso do cartão, 2% a 3% do valor de venda vai para o custo da transação do cartão e 3% a 4% para os sistemas antifraude. Por isso há desconto no boleto, que acaba saindo mais barato. Mas é comum o cliente encher o carrinho, gerar o boleto e desistir. Com o Pix, o cliente não deixará o pagamento para depois”, explica.

Sobre o boleto, o diretor explica que ainda existe uma vantagem. “A empresa consegue utilizar boletos como instrumento de cobrança e protestar. No caso do cartão, o cliente pode comprar e cancelar antes de o valor ser faturado, deixando o ônus com a empresa.”


Tarifas

Para o consumidor, o custo será zero, com apenas duas exceções: em casos de vendedores pessoas físicas que recebem Pix pela venda do produto ou serviço e em situações de autorização de débito mensal. Já as empresas precisarão pagar taxas para utilizar a opção, mas segundo Alexandre Pinto, a tendência é que o custo seja reduzido em comparação ao TED, DOC e boleto. “O Banco Central deixou aberto para negociação comercial, para que se chegue a um preço justo pelo livre mercado. Vale as empresas pesquisarem o banco que oferece a melhor condição.”

Segundo o BC, mais de 700 bancos, fintechs, cooperativas de crédito, entre outros, estão aptos para operar o sistema. Essas instituições precisam investir em tecnologia e pessoal para garantir operações em qualquer horário e proteção contra fraude. “A facilidade e rapidez abrem uma janela de oportunidade para fraudadores, por isso a instituição tem que se preparar não só para oferecer o serviço, mas para oferecer de forma segura, e tudo isso gera custos”, explica o diretor.

 

Perguntas e respostas

- O que é o Pix?

O Pix é um meio de pagamento assim como boleto, TED, DOC, transferências entre contas de uma mesma instituição e cartões de pagamento

- TED e DOC vão acabar?

​Não há intenção do Banco Central do Brasil em extinguir outros meios de pagamento

- É preciso ter conta no banco?

Não necessariamente, mas é preciso ter conta em um prestador de serviços de pagamento (instituição financeira ou instituição de pagamento) participante do Pix. Pode ser conta-corrente, poupança ou conta de pagamento pré-paga

- Só é possível usar Pix se tiver celular?

O smartphone deve ser o canal mais usado, mas a critério de cada instituição, o acesso também poderá ser por internet banking, presencialmente nas agências, nos caixas eletrônicos ou nos correspondentes bancários. Há previsão de disponibilização de uma forma de pagamento offline para 2021

- Haverá tarifas para consumidores?

Em geral, não. Mas há casos em que pode haver cobrança, a exemplo de vendedores pessoas físicas que recebem Pix pela venda do produto ou serviço, além de casos de autorização de débito mensal. Microempreendedores individuais (MEIs) e empresários individuais seguem as regras de pessoas físicas. A Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) segue as regras de pessoa jurídica.

Fonte: Banco Central do Brasil


 

“Se não mudar o modelo mental, não adianta comprar tecnologia”

Desafiadas diariamente a melhorar seu modelo de negócio, as empresas brasileiras têm apresentado desempenho pífio no que diz respeito às transformações digitais. Essa dificuldade, segundo o consultor Luís Lobão, advém dos sistemas de administração herdados das antigas e tradicionais formas de organização humana, como militares e religiosas.

“Nossas empresas ainda têm uma estrutura organizacional do século passado, quando o modelo de níveis hierárquicos foi criado em 1920. O modelo de gestão baseada no comando e controle está se tornando obsoleto”, alerta Lobão, especializado em Governança Corporativa e Estratégia Empresarial com ênfase em crescimento.

Ele destaca que tais modelos foram projetados para fins de comando e controle em uma época em que não havia internet, smartphone e nenhuma forma de tecnologia digital, e quando a supervisão pessoal era a única maneira de ficar de olho nos funcionários. Além disso, as organizações não tinham como foco os clientes ou a inovação, mas a concorrência. “A governança corporativa tradicional está ameaçada e precisa responder rapidamente aos requisitos de negócio que esta nova era digital impõe”, destaca Lobão.

Os desafios da transformação digital, aliás, são temas do seu mais recente livro: ‘A Jornada da Transformação Digital’. Lançada no mês passado, a obra foi escrita em parceria com Carlos Zilli e pretende, de maneira prática, ajudar líderes e empreendedores nesta jornada.

Além de consultor, Lobão atua como palestrante internacional. Começou a carreira como executivo do Grupo Gerdau, e nos últimos 20 anos tem se dedicado a apoiar as empresas a se tornarem mais competitivas e longevas. No seu currículo constam ainda a experiência como diretor da HSM Educação Corporativa e professor/pesquisador da Fundação Dom Cabral, onde atuou em centenas de projetos do Brasil e exterior.

 

Qual a importância da inovação no varejo?

Oferecer uma excelente experiência ao cliente de ponta a ponta é uma obrigação. Precisamos colocar o cliente em primeiro lugar, e a maioria das empresas tradicionais tende a ser centrada na concorrência. Elas prestam muita atenção aos resultados financeiros, especialmente no lucro, e acabam presas a um pensamento de curto prazo. É preciso reconhecer que a inovação centrada no cliente é a única forma de prosperar em um ambiente de alta volatilidade como estamos vivendo. Gestores e empresários, em vez de passar a maioria do tempo supervisionando os outros e participando de intermináveis reuniões, deveriam estudar os consumidores e impulsionar a inovação contínua.

 

Quais os erros mais comuns na tentativa de incorporar o digital ao negócio?

O maior erro das empresas é adotar prematuramente a tecnologia sem mudar a cultura. Estou presenciando cada vez mais empresas que compram uma tecnologia e acabam obtendo resultados pífios. Várias compram BI [business intelligence] e as reuniões continuam sem dados e sem análise. Se não mudar o modelo mental, não adianta comprar a tecnologia. A função do líder é aprender a gerenciar as operações do dia a dia usando dados e métricas com ferramentas digitais, aprimorar o julgamento por meio de análise de dados, tomar decisões de alta alavancagem e não de ganhos incrementais, criar equipes multifuncionais críticas com objetivos claros, capazes de inovar e proporcionar uma melhor experiência ao consumidor.

 

Soluções focadas em tratamento e integração de dados podem gerar inteligência de negócios em todas as áreas. Essa tecnologia tem sido bem empregada no Brasil?

Ainda é pouco difundido no Brasil o uso da inteligência de dados. Precisamos de tecnologia não somente para registro de dados, mas para garantir operações diárias. O sistema de dados e métricas precisa atuar entre ‘silos’ organizacionais, entre camadas, ponta a ponta e em tempo real. Tudo deve ser rastreado, medido e analisado, anomalias devem ser detectadas e decisões rotineiras precisam ser automatizadas. O líder empresarial pode se beneficiar entendendo o sistema de gestão digital, preparando-se proativamente, tornando-se catalisador em vez de uma barreira na digitalização dos processos organizacionais.

 

E dentro deste cenário tecnológico, como as empresas têm lidado com o capital humano?

A maioria das empresas tradicionais ainda gasta enormes quantidades de dinheiro e esforço em recrutar, desenvolver e reter talentos. Mas continuam limitando sua atuação, impondo processos e modelos que inibem a autonomia e experimentação.

 

As empresas brasileiras estão preparadas para oferecer uma experiência diferenciada de compra aos consumidores?

O que é uma experiência de compra? Talvez ainda estamos equivocados com a ideia de que uma experiência é somente algo surpreendente e memorável. É também, mas uma experiência de compra começa com uma jornada sem atrito. Este é o maior desafio das empresas: entender que não adianta tentar fazer algo fantástico se não conseguir entregar uma jornada em que o cliente consiga fazer as coisas de forma simples, rápida, conveniente e, principalmente, sem erros e falhas.

 

A pandemia mudou o comportamento do consumidor. Como o varejo foi impactado por esta mudança?

A maior mudança é o avanço do omnichannel, as empresas precisam abraçar esta ideia. Precisam ampliar de forma radical seu canal de vendas e permitir uma integração entre os diversos canais. O cliente experimentou, gostou e vai adotar o canal digital como uma opção de compra. Quem não tem uma estratégia digital, tem pouca chance de crescer e talvez até de sobreviver neste ‘novo normal’.

 

O que mais o varejo precisa fazer para se adaptar ao ‘novo normal’?

Além de estar mais atento ao trabalho de casa, o cliente está consumindo conteúdo nas redes sociais e vendo tutoriais na internet. Talvez esteja fazendo cursos, especializando-se, buscando alternativas para conseguir um novo emprego pós-crise. Ele está buscando novas formas de consumo consciente, talvez descobrindo que não precisa de tanta roupa nova ou que pode reduzir a quantidade de lixo que produz. Então, se a sua empresa ainda não fez nada neste sentido, comece agora. É uma necessidade de sobrevivência conversar com seus clientes pelas redes sociais. Além de focar no e-commerce e no novo padrão de consumo dos clientes, outra estratégia é a valorização de um propósito. Manter uma comunicação positiva e demonstrar empatia serão essenciais.

 

Em um momento em que se fala tanto em home office, como as empresas podem engajar equipes?

Uma pesquisa realizada pela ADP Research Institute mostra que 29% dos funcionários que atuam remotamente se dizem totalmente engajados, contra 18% que atuam em escritórios. O estudo ouviu quase 20 mil pessoas de 19 países. O problema não é o home office, é o modelo organizacional. Os gestores precisam garantir que o colaborador não se sentirá excluído por estar fora do escritório, nem tão pouco sozinho frente aos desafios. Para isso é importante manter uma comunicação igual a pessoalmente. O gestor deve perguntar como está indo o trabalho, entender os desafios, fazer reunião diária para alinhar processos se necessário, manter-se como se estivesse ao lado do colaborador. A interação entre os profissionais da empresa em grupos também é importante.
 

Qual a importância e o papel da governança corporativa para a reestruturação das empresas?
Destaco três capacidades coletivas que precisam ser incorporadas às competências atuais. Em primeiro lugar, a detecção, que diz respeito à capacidade de identificar com maior rapidez oportunidades e ameaças. Estas devem ser identificadas e moldadas por meio de atividades de varredura, antecipação e interpretação. Aqui estou incluindo toda a parte de Big Data, Analytics e inteligência. Em segundo lugar o domínio, que é a capacidade que diz respeito a tomar as decisões certas e executá-las. Finalmente, reconfigurar, que engloba a capacidade de aprimorar e alterar ativos e estruturas organizacionais à medida que os mercados e as tecnologias mudam. Essas capacidades coletivas são fatores importantes que, separadamente e em combinação, influenciam as decisões estratégicas que os principais tomadores de decisão tomam. Por muito tempo, a governança envolveu práticas e medidas de controle para permitir que as pessoas tomem as melhores decisões para criar o maior valor para a organização e seus acionistas. É uma visão tradicional que precisa ser atualizada para ir além dos aspectos de eficiência e rentabilidade. Para navegar com sucesso nas transições tecnológicas, as empresas podem e devem se beneficiar da exploração dos ativos e da exploração de novas tecnologias, simultaneamente. Nessas situações, os conselhos podem facilitar a ambidestria organizacional ao abraçar o dinamismo e a mudança, em vez da estabilidade e certeza. Desta forma, encorajando a aprendizagem, integrando e transferindo conhecimento, bem como aceitando o fracasso bem-intencionado. Consequentemente, eles colocam as organizações em uma posição melhor para lidar com as transições de negócios e mudanças estratégicas.

ACIM encerra encontros de apresentação de propostas dos candidatos a prefeito

No quarto e último evento de apresentação de propostas, a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) e o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) receberam, na última terça-feira, três candidatos a prefeito: Eliseu Fortes, Valdir Pignata e Rogério Calazans – antes, outros nove candidatos passaram pela sede da ACIM, em encontros presenciais e com transmissão simultânea pela internet.
Eliseu Fortes contou que nunca se candidatou a cargo eletivo, mas decidiu concorrer ao pleito depois de olhar a realidade política de Maringá. “Tenho uma visão que vai além do Estado dar benefícios para o particular. O Estado tem se tornando cada vez maior e as liberdades individuais estão sendo deixadas de lado. Estamos acompanhando Maringá ir para baixo, e isso não é admissível. Há pessoas que se acham donas da cidade, mas a cidade é do povo e não de nenhuma família nem clã político”, declarou. 
Se eleito, o candidato prometeu desburocratizar processos e terceirar “tudo o que for possível, menos a gestão pública”. Ele também disse que ampliará o horário de atendimento público da saúde, para permitir que o trabalhador possa fazer exames e consultas após o expediente. “A cidade destinará mais de R$ 530 milhões para a saúde no ano que vem, mas os postos de saúde não funcionam, e não é por falta de dinheiro. Maringá não é mais parâmetro para nada em gestão pública, porque a gestão atual é amadora, incompetente. As equipes de saúde da família estão todas incompletas. Por que temos tanta dificuldade com vagas de creche, se há 30 salas de aula ociosas? A prefeitura retomou o serviço de lixo sem fazer estudo nenhum”, criticou. Outra iniciativa é que os fiscais deixarão de ganhar por produtividade e será feita a readaptação de profissionais da educação afastados para trabalhar em outros setores, com o apoio de um grupo interdisciplinar. 
Já o candidato Valdir Pignata destacou que elaborou um plano de governo sucinto e coerente e que terá como uma das primeiras medidas a viabilização do Refis. “Não queremos homenagear os que não pagam, mas prestigiar aqueles que querem honrar o pagamento de impostos, e precisam de um fôlego”. Ele também se comprometeu a desburocratizar processos de abertura de empresas e garantir que o usuário do Passe do Estudante possa escolher o meio de transporte que utilizará para ir às aulas: vans, aplicativo ou transporte público.
Na área de segurança, ele quer trabalhar em sintonia com o sistema Judiciário em relação ao som alto e excessos, e investirá mais na Guarda Municipal. “Somos uma cidade que tem que ser respeitada. O Conjunto Requião está abandonado, com sujeira e lixo. As associações de bairro, que participavam da prefeitura, foram abandonadas”, destacou.
E o último candidato a apresentar propostas foi o advogado Rogério Calazans, que é empresário, foi secretário de Gestão do prefeito Ulisses Maia e superintendente do Procon. “Tenho convicção que o futuro de Maringá é de muitos desafios. O orçamento de 2021 prevê alíquota de contribuição previdenciária dos servidores subindo de 11 para 14% sem que o prefeito tenha enviado lei específica de aumento. É sinal de que nosso orçamento não está bem. Se não fizermos uma correção de rotas, nossa cidade vai chegar a uma estagnação”.
Ele também criticou os serviços internos. “Estamos em uma pandemia, com uma administração travada, que pesa sobre as pessoas que querem trabalhar. Precisamos criar um fluxo online de processos e definir o responsável por etapa. Se não reduzirmos a máquina pública bruscamente, é impossível falar em geração de emprego e renda”. 
O candidato também se comprometeu a revisar a lei de uso e ocupação dos solos, anistiar as multas emitidas durante a pandemia, quer concluir o projeto de armamento da Guarda Municipal, acabar com os corredores de ônibus das avenidas Kakogawa e Morangueira e instalar bases operacionais da Guarda Municipal. “Também vou criar o Conselho de Retomada Econômica para ajudar a criar políticas de desoneração, inclusive nos distritos”. Ele disse ser favorável à criação de consórcios públicos para a destinação do lixo e a atração de investimentos, além da criação de um programa de combate à evasão escolar e de investimentos em infraestrutura de trânsito, com construção de viadutos, túneis e repensando rotatórias. 
Antes dos três candidatos, a ACIM fez outros três encontros de apresentação de propostas: O primeiro foi em 5 de outubro, com a participação de Carlos Mariucci, Audilene Rocha e Akemi Nishimori. Em 20 de outubro foram Dr. Batista, Homero Marchese e Anníbal Bianchini. E em 26 de outubro as explanações couberam a José Luiz Bovo, Ulisses Maia e Evandro Oliveira. As transmissões estão disponíveis no Youtube da ACIM: www.youtube.com/user/acimvirtual. Cada candidato teve 12 minutos de explanação e outros oito para responder aos questionamentos do público.

José Bovo, Ulisses Maia e Evandro Oliveira apresentam propostas na ACIM

O terceiro encontro de apresentação de propostas na sede da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) contou com a participação de três candidatos a prefeito de Maringá: José Luiz Bovo, Ulisses Maia e Evandro Oliveira. O encontro foi na última segunda-feira (dia 26) e é uma parceria com o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), com transmissão simultânea pela internet. Em sua explanação, Bovo afirmou que há dois anos discute projetos e propostas para Maringá com especialistas. “Minha motivação para disputar este pleito veio ao analisar o quadro atual e a insatisfação da população por promessas não cumpridas. A cidade está abandonada”, disse. O candidato também criticou as finanças do município. “Desde 2017 tenho preocupação com a gestão fiscal. Todo ano a prefeitura gasta mais do que arrecada, e isso é um problema. Esta administração criou despesas sem fonte de recursos. Trabalhei com os prefeitos Silvio Barros e Roberto Pupin, foi o período em que o município mais gerou investimentos em relação ao orçamento. Me senti na responsabilidade de colocar a casa em ordem em Maringá e me preparei para ser prefeito”.  Se eleito, Bovo disse que a mobilidade ganhará atenção no plano de governo, aumentando as ciclovias e com ações para desafogar o trânsito. “Será uma administração de diálogo”, prometeu. Ele também disse que discutirá com a sociedade organizada um projeto de revitalização da avenida Brasil e que vai atuar para melhorar a coleta, destinação final do lixo e reciclagem. Segundo candidato a apresentar as propostas, Ulisses Maia destacou obras da sua administração. “Nenhum secretário se descompatibilizou em março para concorrer a cargo público, o que demostra o perfil técnico da equipe. Reduzimos pela metade o número de secretarias e 80% dos cargos comissionados”. O candidato destacou que a educação municipal registrou Ideb de 7,2, um recorde na história da cidade. “Do ponto de vista da saúde, durante a pandemia, lamentamos cada óbito, mas comparada à realidade do país, tivemos números muito menores. Nenhum maringaense correu o risco de ficar sem atendimento ou vaga de UTI. Além da Covid, estamos entregando o Hospital da Criança e triplicamos o número de cirurgias no Hospital Municipal. Na área de segurança, compramos 16 viaturas para a Guarda Municipal e criamos a Patrulha Maria da Penha”, destacou.  Maia enumerou ações na área da cultura e dos esportes, em que o número de associações esportivas que recebem incentivo da prefeitura saltou de 11 para 33. Ele reforçou o projeto da Cidade Industrial, a implantação da Sala do Empreendedor e o aporte de R$ 3 milhões no fundo de aval da Noroeste Garantias, o que garantiu R$ 42 milhões em empréstimos para pequenos empresários. Para as entidades sociais, o repasse saltou de R$ 5 milhões para R$ 11 milhões. E destacou que as contas públicas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas nos últimos três anos e nem ele, vice-prefeito ou secretário municipal responde por improbidade administrativa.  Já o candidato Evandro Oliveira destacou que é empresário da área de educação e que em Maringá construiu sua vida. “Neste momento de pandemia, os empresários estão sofrendo muito. Meu negócio está há sete meses fechado, trabalhando remotamente, e com as contas no vermelho. Houve um processo na gestão pública que prejudicou os empresários maringaenses”, afirmou. O candidato destacou ainda que a chapa dele “é pura” e a campanha está sendo custeada com recursos próprios. “Quando começamos a percorrer os quatro cantos da cidade, vimos a reclamação e os problemas de Maringá. Vimos lixo, fila de três anos para tirar um cisto e de um ano e meio para fazer uma cirurgia de catarata. Há descaso com os cidadãos nos bairros”, ressaltou. Oliveira destacou que se eleito, abrirá mão do salário e agilizará processos públicos. “Temos que liberar loteamentos, alvarás de construção e de abertura de empresas, porque a prefeitura trava tudo. Há 15 mil protocolos de podas de árvores. Precisamos reorganizar a cidade”. Na área urbana, ele falou que os novos loteamentos deverão prever ciclovias e novos modais, como bicicleta elétrica. Entre os projetos estão criar um plano diretor para a região metropolitana e creches. “Vamos aumentar a arrecadação, mas não com o aumento com impostos, e sim destravando processos e agilizando a abertura de empresas”, reforçou. Último encontro Na próxima terça-feira (dia 3) será realizado o quarto e último encontro para apresentação de propostas dos candidatos Eliseu Fortes, Valdir Pignata e Rogério Calazans. Cada um terá 12 minutos de explanação e outros oito para responder aos questionamentos do público. O primeiro encontro foi em 5 de outubro, com a participação de Carlos Mariucci, Audilene Rocha e Akemi Nishimori, e em 20 de outubro foram Dr. Batista, Homero Marchese e Anníbal Bianchini. As transmissões são feitas pelo Youtube da ACIM: www.youtube.com/user/acimvirtual

ACIM e Codem recebem Dr. Batista, Homero e Anníbal Bianchini

No segundo encontro de apresentação de propostas, que aconteceu na última terça-feira (dia 20), a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) e o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) receberam os candidatos a prefeito de Maringá Dr. Batista, Homero Marchese e Anníbal Bianchini – antes, em 5 de outubro, foi a vez dos candidatos Carlos Mariucci, Audilene Rocha e Akemi Nishimori. As explanações acontecem durante reunião presencial, respeitando medidas de distanciamento, e também online, com transmissão ao vivo pelo Youtube da ACIM. Batista ressaltou que é a quinta vez que concorre ao cargo, porque sempre sonhou ser prefeito. Destacou que a “saúde precisa andar de mãos dadas com a economia. Criaram-se falsas expectativas sobre uma vacina rápida contra coronavírus. Não é possível ficar na expectativa dessa vacina. O prefeito não sentou com a sociedade civil organizada para fechar as empresas”, falou ele em relação ao fechamento das empresas no início da pandemia. “Quero fazer parceria com vocês, da sociedade civil. Meu plano de governo engloba tudo o que o Codem prevê nas áreas de sustentabilidade, mobilidade, entre outras”. A vice-candidata, professora Lilian Moraes, destacou a importância de trabalhar em parceria com a sociedade organizada e do grande desafio que será retomar o desenvolvimento de Maringá no ano que vem.  Batista falou também que quer construir “o máximo de creches dentro do orçamento”, disse ser favorável à incineração do lixo e que fará concurso público para aumentar a Guarda Municipal. “Sou deputado pelo quarto mandato consecutivo, temos condições de fazer uma administração para servir de exemplo para todo o Brasil”. Em sua apresentação, Homero Marchese destacou que adotará um plano forte de retomada do desenvolvimento e de atração de investimentos. “Vamos no pautar pelo Masterplan e pelos setores identificados como prioritários nesse planejamento, com geração de empregos qualificados e de energia limpa. Queremos criar um centro integrado de logística em Maringá, para tornar a cidade um centro de estoque e despacho de mercadorias para o país todo”. O candidato também destacou que quer criar uma agência de desenvolvimento e que investirá na contratação de médicos especialistas para a rede municipal e em tecnologias para melhorar o atendimento, a exemplo de um aplicativo para marcar consultas. Sobre a falta de vagas de creches, Marchese disse que quer contratar vagas da iniciativa privada e que construirá escolas. Também se comprometeu a instalar internet rápida nas escolas e a investir em treinamentos para os professores. “É preciso colocar Maringá de volta no lugar onde nunca deveria ter saído, que é a vanguarda do Brasil”. Sobre a coleta de lixo, o candidato destacou que é liberal na economia e que defende parcerias com a iniciativa privada, mas que a decisão será “na ponta do lápis”. O terceiro candidato a explanar foi Annibal Bianchini, que destacou ser formado em Direito e participou do Renova Brasil, voltada a para capacitação em gestão pública municipal. Ele destacou que se eleito, terá três eixos prioritários: geração de empregos, saúde e educação e que está fazendo uma candidatura propositiva. “Não estamos atacando ninguém, estamos apresentando soluções. Muitas pessoas me questionam porque não fui vereador antes de ser prefeito. É porque me vejo como um gestor”, disse. Destacou ainda que vai investir fortemente em segurança pública, com o envolvimento da comunidade, e em processos mais modernos para a abertura de empresas. “Precisamos melhorar muito o estudo de análise de risco das atividades, com revisão desse estudo”, disse.  O candidato defendeu também a elaboração de um diagnóstico do lixo produzido em Maringá e o investimento em cooperativas locais de coleta. 12 candidatos Em quatro encontros, a ACIM e Codem receberão 12 dos 13 candidatos a prefeito de Maringá. As explanações acontecem durante as reuniões de diretoria da Associação Comercial, presencialmente, com a participação de até 50 pessoas, e também são transmitidas pelo Youtube da ACIM, às 18h45 – www.youtube.com/user/acimvirtual. Em 26 de outubro as explanações caberão a José Luiz Bovo, Ulisses Maia e Evandro Oliveira. E em 3 de novembro serão Eliseu Fortes, Valdir Pignata e Rogério Calazans. Cada candidato tem 12 minutos de explanação e outros oito para responder aos questionamentos do público. Todos assinaram um termo concordando com as regras, o que inclui a divulgação da participação apenas de maneira informativa, sem vincular essa participação a apoio das entidades à campanha e a não exibição de faixa, banner ou cartaz durante as apresentações.

Campanha 'Comércio Bonito é Comércio Bem Cuidado'

A Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) acaba de lançar a campanha “Comércio Bonito é Comércio Bem Cuidado”, que busca incentivar os empreendedores a revitalizar a fachada e calçada das lojas. Além de agregar valor à marca e atrair clientes, manter a estrutura do comércio bem cuidada deixa a cidade mais bela. A campanha está sendo divulgada em outdoor, redes sociais e e-mail marketing da ACIM. Por meio da Fomento Paraná, a ACIM disponibiliza linha de crédito para micro e pequenas empresas - com faturamento bruto anual de até R$ 4,8 milhões - que precisam modernizar ou ampliar suas atividades mantendo e gerando novos empregos. O objetivo é auxiliar na reforma e ampliação de instalações, móveis, utensílios, entre outros. O valor do crédito é de até R$ 100 mil, com prazo máximo de 60 meses e carência de 12 meses.

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ACIM - ASSOC. COM. E EMPRESARIAL DE MARINGÁ, CNPJ 79.129.532/0001-83, RUA BASÍLIO SALTCHUCK, 388 CEP 87.013-190 CENTRO - MARINGÁ PR